Weweh

Weweh / ReproduçãoOlha eu de casa nova e sem avisar nada. Ou quase nada. Quem está acostumado a me visitar por aqui, deve ter notado que os textos esportivos desapareceram. Não foi por acaso.

Desde o início do mês, na página Esportistas, sou o colunista ou cronista ou blogueiro (acho que essa última se encaixa melhor) do Weweh.

O portal é novo e convido a uma visita com calma. Já tem muita coisa legal publicada, especialmente para quem gosta de fotografia, música e esportes (dãããã).

Como toda casa nova, ainda tem umas caixas fora do lugar, um ou outro quarto que não foi ocupado, mas as coisas vão se ajeitando aos poucos. Tem uma estrutura diferente, uma maneira não habitual de organizar seus conteúdos e que é bem bacana.

Na página inicial do site, você pode pesquisar o conteúdo que quiser por hashtags ou, no menu superior, clicar no ícone do relógio, o Agora, para ver o as publicações mais recentes, organizadas por data.

Pra interagir, dar pitacos e afins, é preciso se cadastrar. Mas nada muito sofrido e tudo de graça. É claro que quanto mais cadastrados, melhor. Então, deixem de preguiça e ajudem o Gustavinho a pagar a escola das crianças.

Aos poucos, mais e mais novidades vão surgir. E os botões e ferramentas para facilitar o compartilhamento de conteúdos estarão à disposição em breve. Promessa do Cadu Roncatti, o professor de fotografia que resolveu sair da mesmice e administra o site, vulgarmente conhecido como o dono da bola.

Enfim, fica o convite. Naturalmente, o tema quase único dos próximos 30 e poucos dias, será a Copa do Mundo. Mas as minhas paixões – bola, carros de corrida e vela – não serão as únicas coisas que vocês verão por lá, garanto.

Por aqui, fica todo o resto: delírios políticos, vã filosofia, um tantinho de dia a dia, escola, cinema, música e o que mais passar pela minha cabeça. Como sempre foi. Então, sintam-se em casa, lá e cá.

Castelos, um a um, deixa-os cair

Wallpaper Imperia Online / ReproduçãoDescobri o negócio por acaso. Uma amiga curtiu no Facebook, fiquei curioso, cliquei e pronto. Lá estava eu em um mundo medieval, tendo que dar conta de um império incipiente, fazê-lo crescer, defendê-lo de inimigos desconhecidos, fazendo alianças e atacando outros desconhecidos. Um negócio do balacobaco.

Fora regatas virtuais, nunca tinha jogado nada online. E o que me fez desistir do jogo de agora foi o mesmo que provocou meu afastamento das voltas ao mundo sem sair de casa: a necessidade de se dedicar em tempo integral.

Sou meio viciado, sempre gostei de jogos. E esse é que é o problema. E como as coisas funcionam mesmo quando não está lá pra tomar conta, vira um negócio de maluco. Imagina passar o dia inteiro sem acesso e pensando no que está acontecendo quando você não está olhando.

Pra quem não conhece o Imperia Online, é mais ou menos o seguinte. Quando você se cadastra, seu império é criado. O objetivo é crescer e se aliar de tal forma que vença seus adversários. Cada era dura no máximo 10 semanas, mas a partir de sei lá quando, se uma aliança qualquer dominar 60% ou mais do reino, a era chega ao fim e tudo recomeça do zero.

Se você topar a empreitada, além de estar pronto para exercitar seu lado diplomata, é preciso ter a sorte de encontrar um bom grupo, uma boa aliança pra coisa andar direito. Eu dei essa sorte, é bom que se diga. Mas…

Se não me engano, desde que comecei, foram seis semanas, quase sete de jogo. Passados os primeiros dias para entender as lógicas e funcionamento, comecei a crescer aqui e ali e, ao mesmo tempo, conhecer algumas pessoas até receber o convite de uma aliança média. E lá fui eu para a Lannister.

Foi bem divertido, a era terminou na madrugada de sábado para domingo. Travei boas batalhas e terminamos tudo vencendo uma guerra e na 11ª posição entre trezentas e tantas alianças. Como se vê, não dominamos o reino mas terminamos grandes e até temidos. E mesmo assim, boa parte de nós não voltará, a nova era começa hoje. Não dá.

Porque para jogar de verdade, com chances de ganhar, o nível de dedicação necessário é absurdo. Minimamente é preciso acessar o jogo pra ver como estão as coisas a cada hora, hora e meia. E todos trabalhamos e temos família etc etc etc. Chico, Anderson, Ricardo, Marcio e quem mais não estou lembrando agora, “foi bonita a festa, pá, fiquei contente”. Fico pensando nas pessoas que se dedicam de verdade, no que fazem ou não fazem da vida.

É certo que, ao menos na primeira semana, vou sofrer de abstinência. Seria bom se existisse a versão off-line para baixar e brincar em casa. Ainda vou procurar. E a quem tem tempo livre suficiente, sinceramente, indico. É bom demais. Só tomem cuidado com Esparta.

Feito em casa (ou não) e o politicamente correto

Nada demais, mas tudo muito bom. Duas dicas de blogs que recebi e que já estão devidamente incluídos na página Visita obrigatória, que fica no menu no alto do cafofo ou na coluna aí à esquerda.

O primeiro é o Homens da casa, em que o publicitário Eduardo Mendes fica inventando ou descobrindo maneiras muito interessantes para deixar a casa dele e a de quem o lê mais bacana. E boa parte dos objetos que ele apresenta por lá pode ser feito por nós mesmos.

O segundo é o Eu e meu ego grande. Leonardo Luz – escritor, redator e roteirista – escreve sobre tudo e qualquer coisa que ache importante (ou não). Mas sempre com algo relevante a dizer. Um exemplo? Leiam o texto abaixo.

Woody Allen e o fim do humor

Woody Allen / DivulgaçãoEm março de 2014 a morte foi vencida pelo homem. A criogenia foi aperfeiçoada e agora era possível congelar a si próprio e se descongelar anos ou décadas depois, vivo. Malucos de todos os tipos aderiram e se congelaram, mas um maluco em especial não causou nenhuma surpresa ao anunciar que ia se congelar, tamanha sua hipocondria e medo de morrer: Woody Allen. Aos 79 anos o diretor se congelou, não para ser curado de alguma doença futura, mas simplesmente para adiar a própria morte e conhecer o futuro.

Em 2045 ele foi descongelado. O mundo estava uma maravilha: sem guerras, sem fome, praticamente todas as doenças haviam sido curadas. E Woody Allen resolveu voltar a trabalhar. Ávidos por fazerem um filme do diretor, produtores lhe encomendaram um roteiro, que ficou pronto em duas semanas. Na mesa com eles para discutir o roteiro, Woody Allen tem algumas surpresas bem desagradáveis. Estão ele, dois produtores e o diretor na sala.

Produtor 1: Woody – posso te chamar de Woody?

Woody Allen: Claro.

Produtor 1: Então, Woody. Adoramos o seu roteiro. Genial, um dos seus melhores. Mas tem umas piadas nele, não tem?

Woody Allen: Tem, por que? Acharam poucas?

Produtor 2:  Então tem piadas mesmo? Foi de propósito?

Woody Allen: Mas claro que foi de propósito, é uma comédia!

O diretor reage rapidamente, fecha as cortinas e olha se tem alguém olhando.

Diretor: Fala baixo, porra!

Woody Allen: Mas eu não falei alto.

Produtor 1: Se alguém ouve isso a gente ta fodido!

Woody Allen: Alguém ouve o que? É segredo, o filme? Vão lançar tipo viral na internet e tal?

Todos se entreolham. Eles esqueceram que ele ainda não sabia. O produtor 1 chega mais perto dele, e começa a falar bem baixinho. Os outros dois chegam perto também.

Produtor 1: Woody, é o seguinte. A gente não pode fazer mais humor.

Woody Allen: Aahhh, entendi. Por que não falou antes? Não tem problema, eu procuro uma produtora que possa fazer humor e faço outro roteiro pra vocês.

Eles se entreolham. Ele realmente não sabe.

Produtor 2: Sr. Allen, na verdade ninguém pode mais fazer humor. Fazer humor é crime, com pena de 83 a150 anos de prisão.

Woody Allen olha para ele sério.

Woody Allen: isso é um daqueles programas de pegadinha, né!?

Diretor: Não, Sr. Allen, vou te explicar. No ano de 2012 uma onda de queixas contra vídeos, filmes e publicações de humor explodiu no Brasil. Em 2013, isso chegou aos Estados Unidos. Eram protestos sobre preconceito contra homossexuais, mulheres, negros, indígenas, anões e todas as minorias. TODOS os vídeos e filmes que faziam qualquer tipo de humor com algum desses grupos foi tirado do ar. Foi sancionada uma lei proibindo filmes de humor onde aparece algum membro dessas minorias.

Woody Allen: Puta que pariu… Mas é só não fazer humor usando essas minorias!

Produtor 1: Foi o que fizeram. Por dois anos, nenhum filme, vídeo ou livro de humor usava atores ou sequer citava negros, mulheres, índios, homossexuais etc. Os atores eram todos homens, brancos e jovens, porque também não podia usar idosos. Por dois anos foi assim.

Produtor 2: Até que o advogado de uma associação contra o racismo achou racismo filmes sem atores negros, e o governo obrigou todo e qualquer filme de humor a ter atores negros. E assim foi com mulheres, homossexuais, anões, idosos etc. E durante seis meses os filmes de humor pareciam uma reunião da ONU, com atores de todas as cores, etnias, tamanhos, idades e opções sexuais.

Woody Allen: Melhor que nada, então a gente faz assim.

Diretor: Mais ou menos… Seis meses depois um membro de uma associação feminista reclamou que o excesso de personagens mulheres nos filmes de humor estava causando danos à imagem da mulher, porque as mulheres ó representavam… mulheres! Elas alegavam também que esse era o papel que a sociedade machista queria que elas tivessem. O mesmo com os negros: reclamaram que não se botava negros para fazerem papéis de deuses nórdicos, de albinos e samurais.

Produtor 1: E aí adivinha o que fizeram? Proibiram o uso de qualquer membro de qualquer minoria nos filmes. O que levou a um círculo vicioso: se usa, não pode, se não usa, é preconceito, aí usa, não pode ET.

Woody Allen: E aí? Como resolveram?

Produtor 2: O Governo baixou uma lei proibindo filmes de humor em território americano.

Diretor: Na verdade o único lugar do mundo onde ainda se permite fazer humor é Cuba.

Woody Allen está perplexo.

Produtor 1: E também foram proibidas as histórias infantis, pelos mesmos motivos.

Woody Allen: E o que as crianças lêem na escola hoje em dia?

Diretor: Pornografia.

Woody Allen: Vocês tão de sacanagem? Pornografia?

Produtor 2: Claro, que mais lição de democracia do que pornografia? É sexo com preto, com branco, com anão, com velho, com índio, com gay, com homem, com mulher, até com bicho! É a melhor maneira de se aprender a respeitar as diferenças!

Woody Allen está horrorizado.

Woody Allen: Então o humor acabou? Pra sempre?

Produtor 1: É, acabou… Aliás, até outros gêneros são complicados pra fazer: se for comédia romântica nenhum negro, gay ou mulher pode levar pé na bunda, se for drama eles não podem ficar doentes, se for terror eles não podem morrer. Hoje em dia só homens brancos jovens heterossexuais ficam doentes e morrem nos filmes. E se o médico for negro ou mulher, estamos fodidos.

Woody Allen: Então vocês queriam um roteiro meu pra fazer o que?

Diretor: Um pornô pedagógico!

Woody Allen: Pornô pra criança?

Diretor: É. Ia ser um sucesso absoluto uma grife de pornôs pedagógicos Woody Allen! Ia bombar na internet!

Woody Allen: Vocês tão de sacanagem, vão pra puta que pariu!

Woody Allen sai da sala, puto. Eles se entreolham.

Produtor 1: Não falei que ele tinha preconceito com internet?

Daqui pra frente

Men in Black II (2002) / Foto: Christopher Moloney“Quatro meninas sonhadoras, que acabaram de sair do ensino médio, resolvem fazer um simples blog sobre o que mais gostam.” É assim que Anny Carolyne, Carolina Lopes, Paloma Karoline e Tainara Lunardello, as quatro adolescentes autoras do blog Daqui pra frente se apresentam.

Moda, promoções na internet, livros, fotografia, filmes, séries, viagens, música e meio ambiente. E só isso o que se encontra por lá… Não li muita coisa, mas vi coisas bem interessantes por lá. Entre elas, o link do tumblr Philmfotos.

Ná página, o fotógrafo Christopher Moloney apresenta o projeto FILMography. Basicamente, encontrar locações de filmes em Manhattan e fotografa-las, encaixando frames de grandes produções como Assalto sobre trilhos (Money Train, 1995), Enigma Mortal (Doppelganger, 1993), Perdidos na noite (Midnight Cowboy, 1969) e O bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby, 1968).

A foto que abre o post é do filme Homens de Preto 2 (Men In Black – MIB II, 2002). Como podem ver, vale muito a visita.

Torcida carioca

TorcidaCariocaComeçou o ano, como todo mundo já está cansado de saber. Assim, a bola já começou a rolar. E com a pelota correndo sobre a verde relva, voltam também as cornetas, piadas, análises embasadas, enfim, tudo aquilo do que sofremos de abstinência desde o início de dezembro.

No Rio, uma turma de quatro torcedores rivais que já habitava o mesmo cafofo, resolveu mudar de casa. O pessoal de Os 4 Grandes agora habita o Torcida Carioca. Basicamente, saíram de um quitinete para um sala-três quartos-varandão. Todo o resto continua o mesmo: as boas crônicas, alfinetadas, provocações e bom humor.

Minha esperança, com a casa nova, é que eles encontrem novos room mates. Penso que seria excelente – até pra conhecer os outros clubes mais de perto – ter um representante de cada clube do cariocão. Bastaria colocar a cabeça pra funcionar, que encontrar voluntários não será tão difícil. E depois, com o fim do estadual, ficam aqueles que participarão de qualquer divisão do Brasileirão. Não haveria nada igual por aí. Pensem nisso senhores.

Foto do dia: mil olhares de uma ex-cega

Nem foi uma grande descoberta, verdade seja dita. A notícia está no G1. E me encantei com a história e as fotos de Amy Hildebrand.

A americana nasceu cega por causa do albinismo, mas depois de alguns (ou muitos, não sei) tratamentos passou a enxergar algumas cores, formas e sombras. E apesar das limitações, se graduou em fotografia.

Há pouco mais de dois anos, criou o blog With Little Sound, onde publica uma foto por dia, até chegar a 1.000, e um texto por mês. E o link já está incluído na página Visita obrigatória desse meu cantinho e a foto ao lado é do dia 898.

Da política ao prato executivo

Boas descobertas de ontem. Na verdade, dica de uma grande amiga. Flávio Sabbagh Armony é jornalista, mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ e sua dissertação é sobre jornalismo político. Aí, o cara vai faz o blog Estado Crítico (já publicado na página Visita obrigatória). Boa leitura de belas análises em textos curtos e objetivos.

Não satisfeito, Flavio ainda presta um bom serviço a quem trabalha ou visita o Centro do Rio. No blog Comer no Centro (publicado na página Carioca), a cada restaurante visitado são avaliados o tipo de comida, cardápio, conforto, preço, quantidade e qualidade, além da informação sobre como pagar.

Se é verdade que acho o primeiro muito mais divertido, é impossível não reconhecer a utilidade do segundo. No que me cabe, indico que se freqüente os dois.