Quem nunca…

…teve um amor impossível?

O espantalho

O filme é sensacional e a versão de Fiona Apple para Pure Imagination e de se ouvir rezando (e se você não reconheceu a canção, veja isso).

Além de fabulosamente executado, o filme lança (ou reforça o lançamento, não entendi direito) o aplicativo e jogo The Scarecrow, da Chipotle Mexican Grill (e quem está acostumado a visitar os States, Canadá e Reino Unido certamente conhece).

E aí é que está o busilis. Os caras tentam posar de bonzinhos quando são, na verdade, ases do capitalismo e carregam consigo todos os significados bons e ruins dessa escolha. E não acho que estejam errados não, o que nos dá mais um motivo para o filme ser ainda mais elogiado.

Os caras têm um conceito absolutamente vitorioso para esses estranhos anos dois mil e qualquer coisa. E defendem seu conceito de forma brilhante.

Agora, só pra constar, eu não consigo ter essa visão trágica sobre a produção de comida industrializada em que todo e qualquer animal é mal tratado. O Brasil, inclusive, é referência mundial pela qualidade da legislação e fiscalização de criações e abates. É claro que sempre há (e infelizmente sempre haverá) aqueles lixos que aparecem na TV, mas eles não são a regra. E carnes são excelentes.

Chillie

Runaway / ReproduçãoPode parecer coisa de maluco. Mas gosto muito de coisas antigas – carros, móveis, aviões, acessórios e o que mais. Sempre quis ter em casa uma daquelas geladeiras antigas, tipo Frigidaire, acho lindas.

Não sei, gosto de viajar um tanto sobre o assunto, defendendo que isso tem muito mais a ver com valores do que com a idade e qualquer espécie de saudosismo. Vocês certamente conhecem a frase “já não se faz mais (qualquer coisa) como antigamente”. E não mesmo, claro, é pra frente que se anda e tal e coisa.

Mas gosto da idéia de um mundo bastante mais artesanal e num ritmo mais cadenciado. Por exemplo, quando comparo as imagens das linhas de produção de carros de hoje, com seus robôs, com as de muito tempo atrás, como pessoas cumprindo suas tarefas.

Gosto de pensar e até sentir que aqueles objetos, dos maiores aos menores, tinham e têm alma. Voltando às geladeiras, que me perdoem os modernosos e modernistas, não é possível comparar a diferença de personalidade da velha Frigidaire com as novas e cromadas e impessoais.

Então encontrei o filme abaixo. Mais um de estudantes, criado, animado, dirigido e produzido por Susan Yung, Emily Buchanan e Esther Parobek, no Ringling College or Art and Design.

Runaway fala de um mal entendido, nos dias de hoje, entre uma geladeira dos anos 50 e seu dono. Um filme terno, quase bobo, mas que vale para marcar a chegada do fim de semana, hora de diminuir o ritmo, aproveitar as horas etc etc etc.

Para quebrar o tédio

SpyFox / ReproduçãoÉ, a idéia era voltar ao trabalho e, ao mesmo tempo, recolocar o cafofo pra funcionar. Mas as coisas andam um tantinho sonolentas e as notícias do mundo nem são as melhores, um baita mais do mesmo: a polícia do Cabral que desce o cacete até em professor, o Amarildo e um montão de desaparecidos que não aparecem, fora um e outro escandalozinho político. Enfado não?

Aí, pra melhorar um pouquinho o humor da tarde, SpyFox. Um espião que, inspirado em Bond e congêneres dos anos 60, salva o mundo da terrível ameaça de um tubarão martelo e suas sardinhas.

O filme foi produzido por Yoav Shtibelman, Taylor Clutter e Kendra Phillips, na Ringling College of Art and Design. E não deixem de assistir o making of.

Logorama

Não sei vocês, mas eu não conhecia. E achei sensacional. Um curta-metragem criado pelo coletivo de animação francês H5 (François Alaux, Hervé de Crécy e Ludovic Houplain). Ele foi apresentado pela primeira vez no Festival de Cannes de 2009. Também abriu o Sundance Film Festival de 2010 e ganhou o Oscar de curta de animação do mesmo ano.

Desconfio que o McDonald’s não ficou nada satisfeito com a produção.

O náufrago

Chegou o fim de semana. E rir um tantinho é um jeito bom de começar. Então, vale ver o filme de Donia Liechti e Vicky Penzes sobre um sujeito que, aparentemente, naufragou e foi parar numa ilha deserta, tendo de arrumar comida e abrigo. O problema é que apareceu uma gaivota um tantinho boba.

Jockstrap Raiders

Mark Nelson e sua equipe mereceram cada um dos trocentos prêmios que ganharam. Uma boa história e uma coleção de personagens curiosíssimos. E o filme, que demorou cinco anos pra ficar pronto, foi o trabalho de formatura na UCLA. Assistam em tela cheia e com o som bem alto.

Para entender um tantinho do processo de animação, veja o making of. E também vale visistar o site.