Botões e velas? Preciso de férias, isso sim…

Tudo bem que voltar de férias não é a coisa mais agradável do mundo. É mais do que comum encontrar um monte de pepinos que não existiam quando você se retirou para o seu merecido descanso anual. Além disso, a caixa de e-mail lotada, você precisando se atualizar sobre todos os assuntos o mais rápido possível etc etc etc.

Nada de novo nisso e nada que nos mate. Além do mais, a perspectiva do último final de semana antes de voltar ao trabalho era excelente: estréia com a camisa do Mengão no sábado e regata no domingo. Excelente né? Tem certeza? Pois vejam…

Lá fui eu para o Clube Militar para o Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Série Prata. O clima era excelente, muito papo antes de começar, medição dos goleiros, limpeza dos botões para entrar em campo. Grupo de 6 onde se classificavam os dois primeiros. Um favorito e os outros que se matassem pela segunda vaga. E não deu outra, o favorito passou fácil, com cinco vitórias. Mas e eu?

Eu cheguei ao último jogo disputando a passagem pras oitavas. Duas vitórias e duas derrotas e lá fui eu para um jogo em que, em tese, era o favorito. Aí, logo de cara, dois a zero nos dois primeiros chutes. Calma, respira e volta pro jogo. 2 a 1. Finalzinho do primeiro tempo, preparado pra chutar e… Toca o celular do cara, a concentração foi pras picas e a bola pra fora. Logo na saída do segundo tempo, 3 a 1. Não consegui me concentrar de novo e choro a vaga até agora.

“Tudo bem”, pensei, “muito tempo sem jogar e treinar. Na próxima melhora. Amanhã tem regata pra desopilar”. Ledo engano…

Ventou pra cacete, desde às 2h30 da madrugada de sábado. E fiquei sabendo que não foi só em Vila Isbel. Até aí, nada demais, muito pelo contrário. Teríamos uma tripulação mais pesada que o habitual, excelente para o vento forte. Largada para a regata de aniversário do PCSF às 13h. 12h30, já estávamos na água. O vento também. 12h45, o vento deu uma caída, mas nada que atrapalhasse. Na hora da largada, um pouquinho menos de vento, mas – ainda – tudo bem.

Até que, antes mesmo de sair do Saco de São Francisco, acabou o vento. E depois de quase quatro horas tentando velejar ao sabor de lufadas fraquíssimas de uma brisa sem vergonha, a brava tripulação do Picareta, quando ocupava a quarta colocação, desistiu da regata. O tempo limite para que o resultado da regata fosse validado terminava ao pôr do sol (aproximadamente 17h20 do último domingo). Nossa decisão aconteceu às 17 e ainda faltava cerca de um terço para completar o percurso.

O resultado de tudo isso foi um finalzinho de semana xumbreca, esportivamente falando. Hoje, enfim, volta ao batente. Mesa e computador cheios de trabalho, pepinos voando alegremente à minha volta e a sensação de que preciso de férias… De novo.

•••

P.S.: O que falar do Joel Santana mandando o time dar porrada quando perdia de 3 para o Santos, fora o baile. Ah, o Flamengo. Será que um dia voltará a ser o Flamengo?

Anúncios

Obra, Flamengo e Picareta

Fim de férias, fim da moleza. Acabou-se o que era doce. Depois de três semanas de férias, segunda-feira é dia de voltar ao batente. Se não estou tão descansado como gostaria, também é verdade que não tenho do que reclamar. Uma viagem curta mas ótima, logo na primeira semana. Depois disso…

Veio o Pan, o acidente da TAM, soluções para a obra… É meus amigos, falta menos de dois meses para colocar o bambolê ou, como disse meu primo, me enforcar. A essa altura, sobram preces pra obra acabar a tempo e pra não gaguejar na frente da juíza.

O saldo positivo, sobre a obra, é que falta muito pouca coisa pra comprar, todos os canos já foram trocados, o gás já está funcionando outra vez, o banheiro já está pronto, a cozinha e a parte elétrica quase… Acho que mais um mês no máximo. Em resumo, ela bem que tentou mas parece que vou sobreviver.

•••

Flamengo, ah, Flamengo. Sou filho de tricolor, irmão de tricolor e vou casar com uma tricolor. Parece sina, e é. Mas, como muita gente da minha geração, sou Flamengo e graças à geração do Zico. E, como todo garoto flamengo (flamenguista é coisa para neologista), meu sonho era jogar no Maracanã com a magnética gritando meu nome, logo depois de marcar o gol do título. Todo mundo sabe: não deu.

Mas não é que, depois de velho, virei atleta do Flamengo? Pois é minha gente, a partir de amanhã (dia da estréia) passo a defender o manto sagrado pela Equipe de Futebol de Mesa do Mengão. Na Série Prata (a série B do botão), sem expectativas (afinal, é estréia), mas estarei lá. Quem quiser assistir e torcer, basta ir ao Clube Militar, no Jardim Botânico. Os jogos começam às 13h e a entrada é franca.

•••

Também acabaram as férias do Picareta. No domingo recomeça a temporada de regatas que, até setembro, será uma pedreira. Voltamos à briga pelo Ranking 2007 na regata de aniversário do Praia Clube São Francisco. 11 de agosto é dia de Ilha do Pai; 18 tem Match Race Minas Gerais (Lagoa dos Ingleses); 25 e 26 de agosto e 1 e 2 de setembro tem campeonato Estadual; 7, 8 e 9 de setembro tem Circuito Niterói. Como podem imaginar, não será nada fácil. Por enquanto, estamos em quinto no ranking (terminamos em terceiro em 2006) e precisamos de bons resultados pra, no mínimo, conseguir a mesma posição do ano passado.

Quem quiser torcer e assistir um belo espetáculo, basta dar um pulo no entorno da Baía de Guanabara. Vale, no mínimo, pelo passeio, pela paisagem e pelas belas fotos.

E quem quiser conhecer a classe Velamar22, acompanhar o ranking e conhecer os barcos e tripulações, clique aqui.

•••

No mais, aproveito para pedir desculpas a todos os amigos que ‘abandonei’ durante essas atribuladas semanas. A vida vai voltar ao normal, eu prometo.