Dia de Reis

A gravação de Tim Maia para A festa de Santo Reis é mais do que clássica. Mas você já tinha visto ou ouvido o autor da música, Márcio Leonardo? Eu não, até encontrar o filme abaixo. Puro acaso.

Vale pela curiosidade, vale para lembrar a data em que – segundo a tradição – os magos (sábio, para a época) levaram seus presentes – ouro, incenso e mirra – ao Jesus recém nascido.

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Boa idéia

Não duvido que tenha sido uma ação planejada pela prefeitura de Vilnius, na Lituânia. Mas oficialmente, o prefeito se irritou com o sujeito que estacionou fora do lugar, ocupando a ciclovia.

Já pensou se a moda pega por aqui, com a turma que para em filas duplas ou sobre as calçadas? Pra funcionar, a ocorrência não poderia ser coberta pelas seguradoras e o dono do carro ainda seria o responsável por pagar os custos de retirada e transporte do carro esmagado. Além da multa, claro.

Procura-se

Cientistas muito ocupados de Hong Kong, teoricamente, comprovaram que é impossível viajar no tempo. Hora boa pra comprar um DeLorean equipado com capacitor de fluxo, os preços devem cair. Alguém aí tem o telefone do Dr. Brown?

Foto do dia: não era redonda?

A foto do dia não é bem uma foto, como vocês já notaram. Mais precisamente, é um geóide, uma superfície projetada apenas se considerando a gravidade, sem a ação de marés e correntes oceânicas.

A imagem foi construída depois de dois anos coletando dados enviados por satélites. Em tese, o modelo será referência para medir a movimentação dos oceanos, nível do mar e dinâmica do gelo, o que – reza a lenda – contribuiria no entendimento das mudanças climáticas. E também pode ser usado para um estudo mais preciso da estrutura do planeta e, quem sabe, compreender os processos que levam à formação de terremotos.

Não sei se tudo isso é verdade, não sou cientista e – como leigo – nunca me dediquei muito ao tema. Mas gostei da imagem, que remete ao monte de coisas que aprendemos ou admitimos por osmose. “A Terra é redonda”. Pombas, não seria muito estranho que nesse universo infinito, o lugar onde vivemos – resultado de explosões e impactos com outros corpos – fosse uma esfera (quase) perfeita? E nunca pensamos nisso.

Agora, tenta lembrar de tudo aquilo que você ouve e aceita como verdade sem discutir porque alguém disse (ou não) que era ‘cientificamente comprovado’.

Clique aqui para ver uma animação do geóide.

Duca

Resolvi dar uma olhada nos números deste meu cantinho em 2010. É por isso que, jornalista que sou, só hoje, ao quarto dia do 2011º ano da graça de nosso senhor Jesus Cristo, consegui chegar a alguma conclusão.

E a decisão de publicar esses tais números aqui é, na verdade, uma forma de agradecê-los pela atenção dispensada.

Quando resolvi publicar um blog, o objetivo era ter um espaço livre onde eu pudesse escrever sobre o que me desse na telha, na hora e do jeito que bem entendesse. Sem qualquer amarra profissional, resumindo, queria exercitar o texto e desopilar o fígado ao mesmo tempo. Não por acaso, os temas mais freqüentes por aqui são o meu Flamengo, o futebol em geral, a Fórmula 1 e a vela, minhas paixões.

E nunca me preocupei muito com a audiência e ao enviar e-mails para os amigos, a intenção era dividir com vocês a minha (nem tão) estranha percepção sobre o que acontecia ao meu redor.

Mas aí chegou o final do ano e todos aqueles balanços sobre qualquer assunto em todos os lugares ligou o botão da minha curiosidade. E a primeira informação que encontrei foi que publiquei 377 posts (1,03/dia) e 818 imagens (2,24/dia). Não sei se foi muito ou pouco e, sinceramente, não estou preocupado.

Agora, os números mais importantes. Fiquei sinceramente impressionado por ter recebido 23.322 visitas (1943,5/mês ou 448,5/semana ou 63,9/dia). Se eu fosse o editor do JN, pediria para alguém fazer uma conta louca qualquer e descobrir quantos estádios do Olaria lotados significaria isso. Como, vocês sabem, não sou, uso informação disponibilizada pelo próprio WordPress.

Vocês sabiam que um navio de carga médio carrega 4.500 containeres? Então, as visitas de vocês equivaleria a pouco mais de cinco cargueiros médios. Informação fundamental para a vida de todos nós, né não?

Outra descoberta interessante foi a de que o dia de maior visitação (340) foi 6 de abril. E se você não liga o nome à pessoa, lembro que foi o dia em que o Rio e o Grande Rio quase foram transformados na Veneza tropical, que o morro do Bumba veio abaixo e que o Eduardo Paes mandou todo mundo ficar em casa. Ou seja, mais uma prova de que tragédias e notícias ruins em geral ajudam a vender jornal, ou coisa que o valha.

Por fim, lá pelo meio de dezembro foi publicado o comentário nº 1.000 de nossa breve história.

Resumo da ópera, vocês – minha meia dúzia de 7 ou 8 ou 63,9 leitores – são duca.

Ponte que partiu

Desde o fim da campanha eleitoral tenho tentado não prestar muita atenção ao que está acontecendo em volta, afinal há o sentimento de que nada vai mudar por aqui. E, apesar de não achar isso bom, a grande maioria parece realmente gostar de como estão as coisas. No entanto, não me surpreendeu nada ver a primeira página de alguns jornais de hoje anunciarem que nova presidente – apesar de passar a campanha inteira dizendo que nada mudaria, que os investimentos não seriam reduzidos etc etc etc. – já mandou preparar os cortes nos orçamentos de 2011 de todos os ministérios e de alguns programas chave, como o PAC.

Mas aí, quando cidadãos resolvem fazer as coisas, a despeito de quaisquer governantes de qualquer nível e políticos de qualquer escalão, há a grande possibilidade de ‘dar merda’.

Essa é a história do Darsílio, sujeito que vive de plantar e vender algumas hortaliças na comunidade de São Sebastião, em Santa Maria de Jetibá (ES). Havia uma ponte velha que era o caminho natural de passagem para que levasse sua produção à cidade, mas não dava pra confiar nela, passar de carro ou caminhão. Aí, o sujeito procurou a prefeitura pra tentar resolver o problema, mas nada foi feito. Foram cinco anos de negociações.

Aí, o sujeito, um empreendedor, resolve o problema. Contrata um pedreiro e, por um preço muito menor que outras obras públicas semelhantes realizadas nesse nosso país de meu Deus, faz uma nova ponte. A partir daí, começa a receber visitas de políticos e tem a idéia de colocar ali uma placa curiosa:

Ponte particular. Proibido passagem de veículos da prefeitura e políticos.

Diz o Darsílio que, já que não teve ajuda de ninguém, não vai deixar ninguém se aproveitar da obra feita. Justo, não é?

Vale dizer que ele não é o único beneficiado pela obra. Mas aí, pela boa história e pela excelente placa, o caso chamou atenção e foi parar na mídia. E aí, nós que vivemos no país da tutela, da burocracia e da boquinha, temos a seguinte reação do secretário interino de obras do município:

Duvido que tenha alvará e que ela tenha sido feita com requisitos técnicos básicos. Acredito que a obra esteja irregular. (Carlos da Fonseca)

E é aqui que começa a piada da história. A prefeitura não fazia a obra com a desculpa de que a ponte ficava em propriedade particular. Mas quando o dono da propriedade resolve fazer a obra, dizem que não pode ou não deve, é irregular. Não é curioso?

Pois bem, não sei bem como funcionam essas autorizações pra fazer obra em casa ou  coisas assim, mas tenho certeza que o caso será de fácil solução, basta olhar para a ponte pra ver que foi muito bem feita. Mas não duvido nada de que apareçam multas, ameaças de derrubá-la e até um pedido de arrego para resolver o problema e liberar a papelada. Afinal de contas, onde é que vivemos mesmo?

A Nostradamus de saia das alterosas

Não, eu não vou escrever ou analisar o óbvio, aquela história de que a grande vencedora da eleição até aqui foi a Marina, nem tentar adivinhar ou fazer previsões sobre como será a distribuição dos votos da candidata verde pelos dois que vão ao segundo turno. Tudo isso qualquer um encontra nos grandes portais e jornais de hoje.

Escrevo para comemorar, no pior dos cenários, a segunda chance que teremos para – ao menos – discutir mais um pouco sobre prós e contras de cada um dos candidatos que sobraram na corrida presidencial.

Marina convocou plenária no PV para discutir quem apoiar. Minha impressão é que, de forma geral, o partido apoiaria Serra mas Marina, até pela sua história, pende ao PT. Vamos ver no que vai dar. A verdade é que, mesmo que a acreana suba no palanque de quem quer que seja, os votos que recebeu não migrarão automaticamente para um ou outro candidato, tendendo a uma distribuição relativamente equilibrada.

Ou seja, a não ser que tenhamos um cataclisma, Dilma será eleita. O que penso a respeito, quem passa por aqui já está cansado de saber.

Mas as coisas podem ficar ainda piores. Já rola há alguns bons dias na internet (eu recebi o texto, com alguns comentários, na semana passada) uma previsão atribuída à falecida vidente mineira Neila Alckmin, já falecida muito antes do Brasil saber quem era Dilma Roussef. Como seu índice de acertos é relativamente alto, vale ficar de butuca para conferir.

E para quem não acredita nessas coisas, ao menos vale como espécie de piada.

A filha distante de vermelho e sem amor pela nossa terra se elegerá graças aos votos de Minas Gerais.  Tomará posse usando vermelho, mesmo diante da enorme tragédia que acontecerá pouco antes no Brasil, ofendendo aqueles que prezam o luto. Haverá apenas um lenço branco.

Um governo triste e sombrio, porém breve, se iniciará sob o signo da tragédia das pedras.

Governará até o dia da grande festa dos soldados, de onde sairá para o hospital. A doença invisível, que lhe corrói as entranhas, mostrará sua força como nunca antes visto. Lutará e receberá medicação dos americanos que despreza. Sua agonia será forte e intensa.

O Turco Branco tentará inutilmente se mostrar contrito e respeitoso, mas conspirará na grande casa branca perto do lago, ajudado pelo homem dos cabelos negros que foi falso amigo de Tancredo.

Serão dias e noites de traição e disputas espúrias e de agonia no grande hospital dos patrícios. O Brasil sofrerá com os conchavos e a incerteza. Virão dias de medo e ameaças.

Nunca foi amada e o povo acompanhará sua agonia distante. Não terá povo no seu funeral próximo ao carnaval.

– A grande festa dos soldados será o Dia da Independência, com os seus desfiles?
– O Turco Branco será Michel Temer, o vice? Ou Zé Dirceu?
– A grande casa branca perto do lago é o  Palácio do Planalto?
– O grande hospital dos patrícios (parece fácil) será o Sírio e Libanês, em São Paulo?
– O que será a tragédia das pedras?
– Quem seria esse homem de cabelos negros que foi falso amigo de Tancredo?