Borrasca

Nada como uma bela tempestade sobre sua cabeça pra fazer você lembrar do que realmente importa.

E que se dane a Dilma e seus ministros corruptos (alguém sinceramente achou que ia ser diferente depois dos últimos oito anos?); andei pro Luxemburgo e sua nova pinimba com Diego Maurício; não importa se Sérgio Cabral faz licitações de cartas marcadas; não faz diferença se as explosões matam ou machucam gente e se provocarem a mudança de nome da cidade para “Bueiros Aires”.

Ainda bem, uma hora a borrasca passa. A brisa sopra macia e começa a levar as nuvens negras embora. E aí você descobre que os estragos nem foram tantos, apesar do susto grande. E volta a sorrir. E agradece.

Salve Jorge, salve Chico.

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De volta à vida

Não vi o Flamengo perder para o Inter. Não vi o policial acertar um tiro no garoto que estava na garupa do pai no Ceará. Não sei quais as últimas novidades dos casos Bruno e Mércia. Não ouvi o rádio da Ferrari. Não vi os índios capturarem reféns numa hidrelétrica de Mato Grosso. Não vi o Fluminense sacanear o Ricardo Teixeira. Não vi Lula criticar governos anteriores, mesmo depois de estar no poder há oito anos. Não vi Serra e Dilma repetir promessas de campanha feitas por Alckmin e Lula em 2006.

Não andei de ônibus, não me aporrinhei com o metrô. Comi bem, caminhei, dormi na rede. Meu celular não tocou. Não fui à internet. Não havia TV.

Sorri e vi minha família inteira sorrir.

Mas como é inevitável, estou de volta à vida.

E as cachorras?

E resolvi começar o treinamento de Adriça e Joana para 2014 imediatamente. E aí está o resultado. Joana avisou que futebol não é com ela, enquanto Adriça… É, parece que sou eu e Mani contra o mundo.

A mesma quantidade de petiscos e nenhuma cor chamativa para Espanha e Holanda

Dá-lhe Espanha

Provas, mamadeiras etc.

Um final de semana daqueles, para se esquecer. E olha que as perspectivas estavam longe de ser as piores. Na programação, Fórmula 1 na China, concurso da Susep em três turnos, Flamengo X Botafogo pela taça Rio.

Já não lembro exatamente o que aconteceu na sexta à noite, mas só conseguir parar na frente da TV e do computador perto da meia-noite. Com algumas poucas coisas pra fazer, acabei assistindo o último treino livre para a corrida, já com o despertador preparando para me acordar a tempo da classificação. E quase tudo aconteceu como programado, pois às 3 da matina já estava no sofá em frente à TV. O problema é que vi o primeiro carro sair dos boxes para começar o treino mas não o vi nem completar uma volta. Roncava a plenos pulmões.

Fiquei meio puto, principalmente porque comecei a publicar as matérias sobre a F1 no Portal da Hora na semana passada e furaria a formação do grid de largada. Mas tudo bem, problemas acontecem com todo mundo e ainda havia a corrida…

No sábado de manhã, correria na preparação para o concurso: passeia com Adriça e Joana, arruma bolsa da Helena, toma banho, confere se não tem nada ao alcance das cachorras, deixa Helena na casa da avó, para pra tomar café e simbora. A prova nem foi das piores não, acho que deu pra fazer um resultado bem bom. E Mari teve a mesma sensação.

Sai da prova, busca Helena, volta pra casa, tira um cochilo, brinca com a Helena, dá o remédio da Joana, arruma a cozinha, mamadeira, banho na Helena, faz alguma coisa pra comer, coloca o despertador pra tocas às 4, vamos nos preparar pra dormir…

Nossa pequena estava num dia daqueles, super agitada (junto, separado, com hífen ou seu hífen?). Mari tentou um pouco, depois foi minha vez. E nada dela relaxar. Às vezes, estava quase fechando os olhos, dava um estalo e voltava com força total. Chegou a hora de mais uma mamadeira e, com o leite, a esperança de que após a mamada, berço.

Nada feito e a briga continua. Passeia pela casa, deita com ela na cama, toca violão… A hora passando e nada da moça dormir. Mari tentou mais um bom bocado até que chegou a minha vez. Depois de mais ou menos meia hora de colo e música, ela apagou. Dei sorte, só isso. Quase três da manhã.

Tenho certeza que o despertador tocou às 4, mas só porque nunca falhou. Eu não ouvi e Mari me acordou no susto, às 6h15. O Portal da Hora ficou sem a notícia da corrida, eu mesmo não sabia o que tinha acontecido. Tínhamos que deixar Helena na casa da avó de novo e estar no Largo do Machado às 8h30 para a segunda parte da prova. E chegamos com sobras.

Jardim do Palácio do Catete

No espaço entre a prova da manhã e da tarde, uma boa caminhada pela região. Museu da República e Praça São Salvador (bons programas para a família), Adega Portugália (não vale o preço) e voltamos para a última etapa do concurso.

A Mari estava em melhores condições que eu e até hoje ainda tem gente que acredita na história do sexo frágil. São umas bestas. Não sou capaz de avaliar como fui na prova. Na discursiva da manhã, de razoável para bem; na múltipla escolha da tarde, batia cabeça e não era raro precisar ler três ou quatro vezes a mesma questão. Vamos ver no que dá.

Quando chegamos na minha sogra para buscar Helena, já estava quase na hora do jogo. Um copo de coca, um cigarro e sofá. Não sou capaz de descrever os primeiros cinco minutos de jogo. Acordei aos 43 do segundo tempo, o que – dado o resultado – parece ter sido excelente, pois me poupou um sofrimento. Depois, encontrar sifões sanfonados e compras no supermercado. Helena, ainda bem, dormiu cedo e, pela meia-noite eu também fui para o berço.

Um final de semana daqueles. Que tende a ser para esquecer. Mas, quem sabe, o resultado da prova não surpreende e toda essa correria vira uma boa história pra contar, daquelas que se conta até os 90 anos e sempre aumentando um detalhe? A ver, a torcer.

Por enquanto, retomar o ritmo normal, colocando a vida em dia e encerrando as pendências.

Quanto tempo…

Faz mais de um mês que não apareço por aqui. E já aconteceu foi coisa nesse período… O Flamengo foi campeão estadual e vergonhosamente eliminado da Libertadores; o Flu está na semi-final. O apedeuta andou caprichando e até o Minc virou ministro, enquanto a Amazônia quase foi vendida em lotes por US$ 50 milhões. Um padre saiu voando, prenderam os Nardoni, o Ronaldo pegou uns travestis, o Guga se aposentou e o Juvenal Antena desistiu de sua candidatura.

Lá em casa também teve novidades nesse período. Dois novos moradores: o Timão, um peixe beta, e a Joana, uma schnauzer que chegou pra fazer companhia à Adriça. Qualquer dia desses, pinta uma foto pra apresentá-los aos amigos.

Por algumas circunstâncias, não é raro que problemas de rotina acabem se transformando nos piores problemas do mundo. Discussões em família, problemas no trabalho… Nada que o tempo não resolva. Mas o dia-a-dia anda meio enrolado. Estamos procurando apartamento há algum tempo e a equação “qualidade + preço = podemos pagar” não está fácil de resolver.

Além disso, ando estudando para alguns concursos. Com a proximidade de algumas provas, num ritmo bem além da simples manutenção.

O resultado é que ando meio recluso mesmo. E por conta disso, acabei deixando algumas coisas de lado. Perdi, inclusive, os aniversários de alguns amigos (para vários, nem liguei para dar um abraço, o que é uma vergonha né Zé Carlos, né Mariana, Bianca…) e outros eventos.

Tenho, inclusive, velejado pouco. No último sábado fui pra água depois de quase um mês sem pisar no barco. Numa regata que deveria durar umas três horas, duas calmarias (no início e no final) nos fez levar quase o dobro do tempo para cruzar a linha. Pelo menos, vencemos. Valeu comandante. Foi excelente para dar uma desanuviada. Mas no próximo final de semana já tem regata de novo e, novamente, não estarei a bordo. Boa sorte ao Picareta.

Enfim, como já escrevi aqui, escrever é muito bom para desopilar o fígado. É por isso que passei aqui, além de avisar os amigos que ainda estou vivo e manter o blog em – precário – funcionamento. Se tudo der certo, volto breve e com boas notícias. No mais, vida que segue.

Paraty

coracao01Abri o post com essa foto digna de uma música do Wando para agradecer a um amigo. Fomos a Paraty no final de semana porque ganhamos um presente, daqueles que não se tem como esquecer e, nem mesmo, agradecer.
Marcos e Zélia nos proporcionaram uma espécie de segundo tempo da lua de mel na Pousada das Andorinhas, com direito – como vocês podem ver – a coração de pétalas de rosa e champagne. Depois de tudo o que já foi dito pessoalmente, e na falta de palavra menos óbvia, obrigado. Muito obrigado.
Chegamos a Paraty na sexta à noite e fomos recebidos pela turma com churrasco e cerveja. Vocês devem estar se perguntando “como assim, turma?!”, já que falei em lua de mel. Pois esse é o lado engraçado da coisa. A notícia da viagem vazou e o que era pra ser um encontro romântico se transformou no encontro de final de ano do Boteco 1.
Armando, Aline e sua amiga Joana; Morcegão e Marisa; Rial e Aurete; Oscar e Louise; La Torre, Helô e filhos; Elisa; Humberto; Igor; Pimenta; Luca e Tânia; a presidente ClauPenPen; Marcos e Zélia.
A previsão era de chuva, que não aconteceu. No sábado o sol apareceu com vontade e aproveitamos para ir à praia. Fomos até São Gonçalo e, de lá, fizemos a travessia de uns 10 minutos até a Ilha do Pelado. O cenário é paradisíaco. Água transparente e a natureza em volta exuberante. A área visitável da ilha tem três praias separadas por pedras, mas é possível – quase fácil – passar de uma pra outra. Em cada uma, um bar.
pelado04pelado01Ficamos na praia do meio, no Bar da Bete. Esperava uma facada, pois abastecer um bar no meio do mar não é barato, mas até que os preços são bem honestos. A garrafa de cerveja a R$ 4 e a lata de refrigerante a R$ 2,50 não são absurdos e ainda comemos uma porção de aipim (R$ 10) grande e gostosa como há muito não vejo por aí.
pelado03pelado02Na volta para a pousada, fizemos uma parada em um dos muitos mirantes maravilhosos da Rio-Santos e, ao chegar ‘em casa’, mais churrasco. Além da já tradicional picanha do Morcegão, peixe na brasa com molho especial. Enfim, mordomia total.
À noite, um passeio rápido pelo centro histórico que inaugurou nova iluminação nesse final de semana. Sinceramente, continua lindo mas não vi diferença…
Domingo era dia de vir embora. Pior, tinha que sair cedo porque, acreditem, tinha que trabalhar. Mas ainda deu tempo de uma passada rápida na Murycana, fazenda-engenho do século XVIII. Depois, pé na estrada.
murycana04murycana03O final de semana foi muito curto. Tão curto quanto gostoso. Mais uma vez, obrigado ao casal de amigos Marcos e Zélia pelo presente. E a todos os amigos pela companhia.
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adrica0002Como cocô e xixi no lugar certo são grandes desafios para a Adriça, resolvemos jogar pesado com ela. Recorremos à tática de educação de nossas avós e bisavós. Ela está ajoelhada no milho e de frente pra parede desde que chegamos de viagem. Será que vai dar jeito?