Logorama

Não sei vocês, mas eu não conhecia. E achei sensacional. Um curta-metragem criado pelo coletivo de animação francês H5 (François Alaux, Hervé de Crécy e Ludovic Houplain). Ele foi apresentado pela primeira vez no Festival de Cannes de 2009. Também abriu o Sundance Film Festival de 2010 e ganhou o Oscar de curta de animação do mesmo ano.

Desconfio que o McDonald’s não ficou nada satisfeito com a produção.

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100% incoerente

Anúncio Itaipava Arena Fonte Nova / Criação: Y&RSinceramente, não acredito que a proibição de cerveja nos estádios faça diferença, mesmo, na violência que hoje permeia o futebol. As grandes brigas, inclusive com mortes, têm relação com a rivalidade entre gangues travestidas de torcida. E isso já está mais do que provado.

Mesmo assim, os çábios de Brasília, um dia, resolveram proibir o consumo de qualquer bebida alcoólica nos estádios brasileiros. Em alguns lugares, por normas locais, a proibição também vale nos entornos com variações de raio.

No entanto, descobri hoje – no blog do Juca Kfouri – que a Arena Fonte Nova será (ou já é, não sei) a Itaipava Arena Fonte Nova.

É claro que a venda do direito de nomear os estádios, ou naming rights em português moderno, é uma das formas de arrecadação e recuperação dos investimentos feitos por proprietários ou concessionários. Mas eu não entendi a lógica da Fonte Nova.

Vale lembrar que, mesmo sob concessão, o estádio é de propriedade do estado. Assim, o ente federativo deveria ter o poder (dever, na verdade) de participar dessas negociações e impor alguns limites. Pombas, se o consumo de cerveja no estádio é proibido, não posso permitir que uma bebida dê nome ao estádio e incentive o seu consumo.

Depois, comecei a pensar na cervejaria. Pagam uma pequena fortuna para dar nome ao estádio mas se não rolar uns capilés a mais, rádios e TVs não vão citar a marca ao se referir ao estádio (o que acho um absurdo, se a marca faz parte do nome; mas isso é outra discussão pra outro dia). No caso da Fonte Nova, que já tem seu nome consagrado, nem o público vai aderir à nova nomenclatura. Além disso, seu principal produto não pode ser consumido no espaço a que ela dá nome.

Outro detalhe diz respeito aos maiores eventos que o estádio receberá. Segundo a lei geral da Copa, durantes as copas das Confederações e do Mundo, haverá venda de cerveja, como já é mais que sabido e sempre foi esperado, pois um dos maiores patrocinadores da FIFA é a Budweiser. Ou seja, na hora de brilhar, a marca Itaipava não poderá ser usada pois vai contra os ‘donos’ do estádio durante as competições.

Desculpem, sei que existem inúmeros conceitos e argumentos que justificam a ação, mas sou meio burro pra algumas (muitas) coisas. Alguém pode me explicar, didaticamente, a lógica da ação e a relação custo benefício do negócio?

P.S. 1: como disse, sou contra a proibição. Mas já que é proibido, a legislação deveria ser completa, por coerência, e proibir também qualquer tipo de publicidade nos estádios, dos naming rights às placas de campo.

P.S. 2: acredito que toda e qualquer escolha é, por definição, individual. Para o bem e para o mal, independente de grupos de pressão. Então, acho ridículo a proibição de qualquer tipo de publicidade em qualquer lugar ou horário, cigarros e remédios incluídos.

Meu Rio

A realização da Copa e das Olimpíadas nos próximos anos está criando uma enorme oportunidade de desenvolvimento da cidade, e nós acreditamos que uma maior participação dos cariocas nas questões de políticas públicas é essencial para aproveitarmos esse momento da melhor forma. Nós cariocas podemos sim, juntos, construir uma cidade melhor para todos e mostrar que nossa força pode trazer resultados surpreendentes.

O Meu Rio é mais um movimento entre os muitos que estão pipocando por aí, tentando cuidar melhor do nosso país. Nesse caso específico, da cidade. Absolutamente apartidário, trataram de passar o chapéu para fazer a coisa funcionar mas não receberam ou recebem qualquer contribuição, incentivo ou apoio de nenhuma empresa pública, partido político ou eleitos em geral. Belíssimo ponto de partida.

Mas por quê isso? Além dos motivos óbvios e muito por causa dos mega-eventos que vêm por aí – mas não só por eles, é bom que se diga –, o Rio está recebendo investimentos bilionários e as promessas de mudanças são tantas que, em muito pouco tempo, podemos ter a sensação de estar vivendo em outro lugar. Que pode ser pior ou melhor. E esse é o ponto-chave.

Quem nos perguntou sobre o que queremos para nossa cidade, hoje e amanhã e daqui a 20 anos? Pois é…

De quebra, conhecemos bem nossos eleitos para governo, prefeitura, Alerj e Câmara. E sim, temos todos a culpa por eles estarem lá. Mas isso não pode nos impedir de tentar melhorar e consertar as eventuais besteiras que fizemos.

O objetivo do movimento é construir uma nova cultura política para fazer com que o carioca comum participe efetivamente da construção de políticas públicas. Para isso, a turma criará uma série de ferramentas on-line para conectar as pessoas em torno de questões relevantes para o Rio.

Por exemplo, a primeira campanha do Meu Rio é sobre o Maracanã e a quantidade absurda de dinheiro que será gasto e a falta de transparência na execução do projeto. Afinal, nós é que pagaremos a conta.

Já fiz minha inscrição e pretendo participar da comunidade que se pretende criar, discutir, opinar etc etc etc. E espero, muito sinceramente, que a briga sobre o Maracá seja apenas o ponta-pé inicial (com trocadilho).

Hora de voltar pra casa

Ainda falando de esportes, agora só de futebol. Desde a confirmação de Ronaldinho Gaúcho no Flamengo venho pensando a respeito da volta de jogadores que foram para a Europa, não importando se para o Barcelona ou o CSKA.

A verdade é que estamos vivendo um período, que se estenderá até 2014, de interesse pelo Brasil. E estou falando de grana. Por conta da realização da Copa, todo mundo que puder tirar uma casquinha, vai tentar. Isso quer dizer que se os clubes forem relativamente inteligentes saberão maximizar suas parcerias com empresas, patrocinadoras. Em valores e quantidade.

Afinal, será muito interessante, do ponto de vista publicitário, ter contrato com jogadores que vestirão habitualmente a camisa amarela ao longo dos próximos anos. Mesmo que, no final das contas, o cara não jogue a Copa. Afinal, só cabem 23.

O que estou tentando dizer (e sinceramente não sei se estou sendo claro) é que o negócio futebol tende a crescer muito nos próximos anos e trouxas serão aqueles que não souberem aproveitar as oportunidades. É hora de abrir o caixa para segurar quem ainda não cruzou o Atlântico ou trazer de volta quem foi dar umas bandas por lá.

Mudando de assunto sem sair do tema, sempre foi discutido por aqui se realmente valia a pena o cara largar um Flamengo, um Grêmio, um Corinthians para jogar por clubes menores do velho continente. Porque se o sujeito vai jogar no Sevilla, ele sabe que nunca vai ganhar nada, título nenhum. Se vai para um CSKA, não aparece nem na TV. Ou seja, a carreira do sujeito dá adeus a inúmeras chances que estão diretamente relacionadas a estar em evidência em um grande clube.

Pois o Rica Perrone publicou belo texto sobre o tema.

Aqui se ganha, hoje, perto do que se ganha lá. O cara não sai mais para ganhar 500 ao invés dos 100 aqui. Ele vai ganhar 450 ao invés dos 300 aqui. O que na minha opinião já se torna discutivel, pois certas coisas não tem preço.

Vai jogar no Real? Porra, sensacional! Milan? Manchester? Ótimo.

Agora… tu vai trocar um Inter, um Santos, um Flamengo pelo Besiktas, pelo Shalke 04 e vem chamar isso de realização profissional?

Nem no bolso, meu camarada. Porque daqui 6 meses só sua mãe lembra de você. E isso é DESVALORIZAÇAO, não crescimento profissional.

Clique aqui para ler o texto inteiro. Concordei em gênero, número e grau. E acrescento: para jogar em time médio da Europa, faça o mesmo por aqui. Porque a grana está disponível e não será entregue apenas aos 12 grandes. Ou seja, todos os outros clubes da Série A e vários da Série B têm potencial para receber bons investimentos.

De quebra, bons marqueteiros saberiam fazer render belamente os contratos mais longos por aqui para criar identificação entre jogadores, clubes e torcidas, usando o antiquado amor à camisa como argumento.

2ª Edição

O Marcelo Barreto é um cara que admiro. Não o conheço, na verdade, estou falando de pontos de vista, de textos, do jornalista. E ao dizer que não sabe se é diferente, ele mostra o quanto é diferente. Vale clicar aqui para ler sua análise sobre o mesmo texto do Rica Perrone que citei aí em cima.

Música para vender

Todo mundo já deve ter visto por aí a propaganda do Camaro. Sinceramente, não estou muito aí para o carro, nunca fui grande fã dos muscle cars americanos. Mas a agência que fez o filme (e a Chevrolet, claro) acertaram a mão em reeditar o jingle fabuloso, composto por Zé Rodrix para um comercial do Opala. Funcionou tão bem que durante vários anos foi a trilha sonora de todos os lançamentos da montadora.

E eu que sempre gostei de jingles, comecei a lembrar de alguns outros, daqueles que merecem entrar em qualquer antologia que um dia se faça (se é que já não foi feita) na publicidade brasileira. Um deles, composto por Theo de Barros para a Vasp.

Como usar suas mãos

Não sei se é novo, sei que se chegou ao meu e-mail já está espalhado pelo mundo.Recebi as reproduções de 23 cartazes de uma campanha global da AT&T. Reproduzo seis abaixo. Não sei se por coincidência ou implicância pelo clichê ‘samba, mulata, carnaval’, achei o cartaz do Brasil o mais fraco. Mas, no geral, gostei muito das peças.

Basicamente, pintura corporal nas mãos, substituindo a brincadeira antiga de sombras na parede, e os aparelhos celulares que eles querem promover, construindo cenários que tentam reproduzir a atmosfera de cada país. O conceito básico, ‘a melhor cobertura ao redor do mundo’.

Um caso de amor pelo soccer

Passeando por aí, encontrei a dica o vídeo abaixo no Brainstorm 9, que sei lá por quê ainda não estava entre os links disponíveis no blog.

O vídeo é uma espécie de minidocumentário, produzido pela Nike, em que Spike Lee fala de sua paixão pelo nosso bom e velho esporte bretão.

Além de muito bem feito, o vídeo pode suscitar uma discussão sobre o que é o branded content (clique aqui e aqui para ler sobre o assunto). Apesar de, ao pé da letra, poder ser enquadrado nessa categoria – pelo conteúdo embutido na peça e a relação entre marca e entretenimento, pontos básicos da comunicação por conteúdo -, gosto de ações mais interativas, como a experiência da Volkswagen na Espanha, ou sutis, como o vídeo de Umbabarauma, também produzido pela Nike.

Mas o fato é que, independente de teorias da comunicação, o vídeo (sem legendas) é muito bom.

Novas ligações
Ontem, depois de falar sobre o novo blog do Giorgio, me dei conta que andei incluindo um monte de novos links nesse meu canto e não falei nada sobre o assunto. Além do Brainstorm 9, novidade de hoje, a lista de novas ligações é a seguinte:

Na boa: Crônicas de um dia qualquer…

Na bola: André Kfouri, André Plihal, André Rizek, Gustavo Poli, Lúcio de Castro, Os 4 Grandes e Paulo Vinícius Coelho.

Na bola – Copa do Mundo: Brasil 2014 – O turismo e a Copa do Mundo e Portal 2014 – A arena dos negócios da Copa;

No dia a dia: Artur Xexéo;

No trabalho: ADivertido, Comunicação de Interesse Público, Comunicadores, Jornal da Comunicação Corporativa, Jornalistas & Cia, Marketing Contextual, Meio & Mensagem, PQN e OJR.

PS: Se o player não funcionar, clique aqui para ver o vídeo.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.