Todo mundo quer ser jovem

Não, não concordo com o título do post. Mas é verdade que o vídeo abaixo é interessante, uma boa abordagem à questão das gerações, seus comportamentos etc. Se tem um defeito, é não apresentar uma juventude que está realmente em uma aldeia global, pois ele se limitou à Europa e América do Norte. Ou seja, falta muita gente. O que não invalida o vídeo, mas não permite que ele seja reconhecido como completo.

O que importa: vejam porque vale a pena.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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Elefante

elefante3Educação é coisa séria, todo mundo sabe disso. Sabe mesmo? Leitura é coisa séria, mas é (ou deveria ser), antes de tudo, um grande prazer e um hábito. Não um daqueles em que se faz algo uma vez por semana, talvez a cada quinze dias. Mas algo realmente corriqueiro.

E nesse tempo de internet e celulares onde se pode ler de tudo, com informação chegando aos borbotões, sem tempo para digerir, pergunto aos 12 amigos que passam por aqui para ler o que escrevo sobre qualquer coisa que me vem à cabeça sobre nada muito importante: quantos livros vocês andam lendo por ano? Quantos textos menos frugais andam lendo por semana?

Tenho alguns privilégios na minha vida e, um deles, é conviver com alguém capaz de escrever fantasticamente e discutir a educação com conhecimento de causa. Ao mesmo tempo! A melhor parte é que, agora, ela está na web. Já linquei aí ao lado, na seção “na boa”. E para os mais preguiçosos, poupo o trabalho de procurar: clique aqui.

Para dar água na boca, dois trechos. Espero que gostem e que virem fregueses.

Penso nos adultos de um futuro muito próximo. Um futuro que já é presente e no qual você é o que você tem. A inclusão social se dá pelo patrimônio material. Quem não pode “ter” fica nos guetos, frustrado, humilhado.

Nossas crianças são estimuladas a um desejo de consumo irreal, desnecessário que nunca preenche o vazio existencial que, tão precocemente, se apresenta em meio a tantos produtos e máscaras. Não ter é ser impotente, é ser incapaz e sem valor.

A individualidade se esvai. Vivemos em um processo incessante de homogeneização, criando uma sociedade igual, monótona, povoada por criaturas padronizadas e mecanizadas.

Mariana Sirelli

Já é quase de manhã e nada. Essa longa espera só não é pior porque penso em coisas pra passar o tempo. Já andei pensando que talvez, não chegue ninguém. Se isso acontecer, não vou saber pois vou estar esperando ainda. A não ser que eu desista de esperar. Mas o que eu poderia fazer, então? Esperar não é uma atividade que exija exclusividade. Enquanto espero, vou pensando em coisas, ouvindo as músicas, fumando e tomando goles de refrigerante e água. Ocorreu-me de repente que estaria esperando pela morte. Com aquela capa preta e a tal foice na mão. Ai…

Mariana Sirelli

Fenomenal

RonaldoRonaldo foi ontem ao Bem, Amigos, programa comandado por Galvão Bueno no SporTV. E disse coisas fenomenais. Lula que o diga.

A história completa e algumas perguntas que não querem calar estão no Toque de Prima.

Depois do programa, no jantar entre equipe e convidados, disse que ainda sonha jogar no Flamengo e que a torcida é maravilhosa. E que não pensa em aceitar a proposta do PSG para 2010 porque o imposto sobre patrimônio é muito alto (4%). Estou longe de ser um especialista em matéria fiscal, mas ou o Ronaldo não sabe fazer contas ou tem um contador muito, muito, muito bom. Ou as duas coisas. Porque, até onde sei, aqui se paga (ou se deveria) muito mais.

Numa fria com a internet

geleiraA tecnologia é algo fantástico não é mesmo? Não lembro bem quando comprei meu primeiro computador, foi no início da década de 90. Mas lembro que a internet chegou em casa em 95. E para conectar, aquele desespero via linha telefônica (pra quem não lembra, quando estava conectado não era possível usar o telefone), um barulho horroroso e uma velocidade de navegação que hoje nem os celulares têm, de tão lenta. Claro, estávamos no começo.

E como tudo no mundo, a internet evoluiu. E eu também, acreditem. Há um ano fiz um Net Combo, me livrei da Velox (e da Oi), e achei que – como diz a Tabajara – “meus problemas acabaram”. Internet via cabo, alta velocidade, fuga da Sibéria etc.

Ok, agora que as gargalhadas já acabaram, vamos ao caso. “Se alguma coisa pode dar errado, dará”. Essa é primeira Lei de Murphy, que mais uma vez foi confirmada nos últimos dias.

Por causa de uma conjuntivite, fiquei em casa durante a semana passada e parte desta. E o que podia dar errado era, justamente, ficar sem conexão por vários dias e impedido de trabalhar. Foi isso o que aconteceu.

Durante toda a semana passada, a conexão foi piorando, passando do lenta para o ‘passo de cágado’, até que na sexta à noite simplesmente deixou de existir. E ficou assim até a meia-noite e meia de hoje. É claro que durante todo esse tempo, foram inúmeras ligações para a maldita empresa que presta o serviço e nada foi resolvido.

Depois de várias reclamações, alguns protocolos, uma visita técnica agendada e não realizada, liguei para a Anatel para fazer uma reclamação formal. É incrível como funcionou e o problema foi rapidamente resolvido.

(Se você tiver qualquer problema com qualquer operadora de telefonia ou internet – e acredite, você terá – você deve fazer uma reclamação formal na operadora e anotar o protocolo de atendimento. Se o problema não for resolvido no prazo combinado, ligue imediatamente para a Anatel e registre uma reclamação. Funciona mesmo.)

O mais incrível no entanto é a relação das prestadoras de serviços com seus clientes, notadamente as de telecomunicações. Há uma lei que obriga essas empresas a atenderem os telefonemas de seus clientes em menos de 30 segundos ou algo assim. Como aumentar seus call centers seria muito caro, hoje somos atendidos por gravações que nos dão várias opções para digitar números que correspondem ao problema.

Com a Net é pior, pois a gravação ainda conta uma história… Ao ligar, a voz atendia e dizia que havia um problema na minha região que afetava a conexão e que, por enquanto, isso era tudo o que se sabia a respeito (inclusive na central de atendimento) e a previsão para o retorno do serviço era tal hora (essa tal hora era modificada a cada ligação, sempre empurrando o problema com a barriga). Ou seja, a máquina tentava fazer você desistir de falar com alguém de verdade, pois ninguém saberia nada além do que ela própria já sabia.

Não é sensacional?

O outro detalhe é que o problema da minha região só afetava a minha conexão, pois meus vizinhos de porta navegavam tranqüilamente, sem nenhum problema de velocidade ou queda na conexão.

E aí vocês devem estar perguntando por quê não troco de operadora. Simplesmente porque a Net não tem concorrente no provimento de internet via cabo. É meus amigos, ou é ela ou você vai para o telefone (se ficar no fim da linha, sua velocidade nunca será a contratada), o rádio ou sei lá mais o quê.

E só pra lembrar, esse monopólio é autorizado pelo governo federal, pois todos os serviços de telecomunicações são concessões públicas. Não é brilhante? Mais uma vez, como disse uma vez ‘o cara’, nós sifu!

Em resumo, com a Net – esta bosta de operadora – você sai da Sibéria e chega na Antártica. Boa viagem.

É claro que nesse período aconteceu um monte de coisas interessantes, minha cabeça – sem se preocupar com o trabalho – andou a mil e tem um monte de coisas sobre as quais eu pretendo escrever (como não tinha internet, comecei a tomar notas em pequenos pedaços de papel que estão espalhados pelo lar doce lar). Então não se assustem com a quantidade de posts que vão pingar aqui até domingo: blog da Petrobras, seleção do dunga, fórmula 1 e até novela das oito. Quem sabe pinta alguma coisa que preste…

Eu tremo, tu tremes, mas o u não tem trema mais

E viva a internet. Pelos motivos óbvios, claro, que não estou aqui para elucubrar. A possibilidade de encontrar coisas e pessoas que sem a rede seria impossível é sensacional.

Pois olhem que estou, desde que ouvi falar a respeito e – principalmente – desde que entrou em vigor, querendo falar a respeito da maravilhosa, sensacional, imprescindível, fundamental reforma ortográfica. E não sabia como, sem o risco de cair no óbvio. Pois rodando por aí, de site em site, de blog em blog, encontrei o Interligue-se, da Nathália Pimentel. Nele, os textos abaixo. Um deles da própria e o de baixo, que li com gosto, do Daniel Gavin (desse, não encontrei link, blog ou quetais).

Do que a Nathália escreveu, concordo em gênero, número e grau, no que diz respeito às crianças. No que me diz respeito, resolvi me rebelar. E se, por ofício, não posso ignorar a reforma, assumo o compromisso de usar o trema para todo o sempre. E, quem sabe, fazer meu filho (ou filha) – que um dia vai chegar – entender que lingüiça não é linghiça. Espero que gostem.

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Hoje não vim deixar um texto meu.

Vou apenas deixar minha opinião sobre a Reforma Ortográfica da Língua: Acho uma total falta do que fazer.

Se o acento é diferencial, é para diferenciar. Por que sumir com ele? Se o trema é pra dar som ao ‘u’, coloque-o lá. Tadinho do bichinho, o que foi que ele te fez?

Não concordo que isso vá facilitar a vida de alguém, sinceramente. Principalmente na fase da alfabetização. Diz pra mim como explicar ao meu filho, de 6 anos, que na palavra ‘quente’ o ‘u’ não tem som e na palavra ‘cinquenta’ tem. “Qual é a diferença, mamãe? Como vou saber quando ele vai ter som e quando não vai ter?” A resposta, meu filho, era o trema. Agora vai ser como todo o resto: decora. E quando não souber… fala errado mesmo. É assim que o povo faz e, pelo visto, acha bonito.

Ahh… e você, meu amigo das salas dos cursinhos preparatórios, trate de buscar seu guia ortográfico o mais rápido que puder e comece a decorar as novas regras [e as suas exceções]. Sabe aquelas que você passou anos da vida decorando para aquele concurso público tão esperado?? Esqueça-as! Isso aí… fizeram o favor de jogá-las no lixo e confundir ainda mais a sua cabeça! E como um grande alento… ainda te deixam ‘errar’ até 2012. Olha como são legais!

Peço sinceras desculpas para quem é de opinião contrária. Mas eu precisava deixar bem clara a minha insatisfação com essas mudanças sem pé nem cabeça.

Deixo aí pra vocês um texto de Daniel Gavin, talvez sirva para compreenderem um pouco a minha opinião. Porque quando eu li, percebi que a indignação dele tem algo de familiar para mim.

Nathália Pimentel

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Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o “Ç” vai substituir o “S” e o “C” sibilantes, e o “Z” o “S” suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O “C” duro e o “QU” em que o “U” não é pronunçiado çerão trokados pelo “K”, já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko “H” mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O “CH” çera çimplifikado para “X” e o “LH” pra “LI” ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como “onra” fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o “G” ço çera uzado kuando o çom for komo em “gordo”, e çem o “U” porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de “G” em “tigela”, uza-çe o “J” pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar.

Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

Daniel Gavin