Não digam que não avisei

Mineirão / Foto: Alex Grimm - FIFA/FIFA via Getty ImagesÉ, estou ansioso. O que explica, pelo menos em parte, estar acordado e escrevendo às duas e meia da madruga.

Estou acordado porque estamos aqui arrumando a casa, preparando as coisas. Isabel completa dois anos hoje e a família vem pra cá. Jogo, almoço e velinhas. Tudo ao mesmo tempo.

A ansiedade é por conta do jogo.

Tirando Itália e Alemanha, que me desculpem os céticos, hipócritas , politicamente corretos e/ou cautelosos. O Brasil é favorito contra qualquer outra seleção do mundo. E isso inclui o Uruguai (que depois de 50 só ganhou o mundialito de 81 e mais nada) e a Argentina com sua copa roubada em 78 e Maradona e a mano de Dios.

Por incrível que pareça esse é o problema. E há um certo clima de vitória certa sobre o Chile, afinal sempre que nos encontramos passamos por eles. E desde quando história ganha jogo? Aí fica o seu Galvão Bueno, o maior secador do esporte mundial, gritando que “se tem crise, chama o Chile”. Como assim?

Mas não é só ele. Em trocentas mesas redondas de todos os canais de esporte tupiniquins, neguinho, branquinho e azulzinho continuam comparando e analisando Brasil e Argentina como se os dois já estivessem na Final.

Podem elogiar à vontade, até eu já fiz isso. Mas o time do Chile é um timinho comum, com alguma correria e meia dúzia de dois ou três jogadores pouco mais que medianos. E não me venham com a história que não tem mais bobo no futebol, porque estamos todos aqui.

Sim, quem me conhece, ao vivo ou só por aqui, sabe que tenho um quê de profeta do apocalipse, mas a verdade é que estou com um medo danado desse jogo. Se em 2006 e 2010 foi um vexame cair nas quartas e terminar em quinto lugar, imagine se – jogando em casa – sairmos nas oitavas.

E mesmo que tudo dê certo hoje no Mineirão, esse medo que me pelo continuará ali, pronto pra dizer “eu não falei?”, até que encontremos um time grande de verdade pela frente. E isso só é possível na semifinal e só contra a Alemanha, pois a Itália já está em Roma, Milão, Turim e por aí vai.

Não, não tenho medo do Chile. Tenho medo desse jogo de amanhã, especificamente. Como terei – imaginem – se chegarmos na final para encarar a Holanda que jogou três finais e perdeu todas. O mesmo com o time de Messi, freguês de carteirinha. Numa copa em que a Costa Rica despachou dois campeões mundiais, a Argélia se classificou e a Suíça goleou, dá pra negar que os deuses da bola resolveram fazer graça? E esses possíveis cenários não são ideais pra eles aprontarem?

É, só resta torcer pra que tudo dê certo. Se não, depois, não digam que não avisei…

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Hora da escola (2)

O Quarto / Reprodução: Vincent van GoghUm dia, a mocinha de 3 anos chegou em casa contando:

– Pai, fui na Holanda!

Pois bem, essa história é pra turma – pediatras e educadores, inclusive – que continua achando que escola, pra molecada que ainda não está na fase de alfabetização, só serve mesmo pra passar o dia enquanto os pais são obrigados a trabalhar, brincando, comendo, tomando banho e tirando uma sonequinha. Basicamente, pouco mais que um guarda-móveis divertido.

Também vale praquelas escolinhas que gostam de discursos bonitos sobre projetos pedagógicos, apesar de professoras e coordenadoras que mal sabem falar português. E que, no final das contas, só servem mesmo pra passar o dia enquanto os pais são obrigados a trabalhar, brincando, comendo, tomando banho e tirando uma sonequinha.

No início do ano chegou a informação que o projeto do primeiro semestre seria baseado nos vegetais. E aí começaram a falar das plantas, plantaram feijãozinho no algodão e alpiste na meia, e fizeram uma visita ao Jardim Botânico. E daí, não sei como (pois não sou a mosquinha que gostaria), chegaram às frutas.

– Papai, você sabia que a Carmem Miranda morou no Arco do Teles?

Não, não sabia. E também não sabia de outras coisas sobre a cantora, que a mocinha ia descobrindo e nos contando. Só sei que, entre um tico-tico no fubá aqui e um bambu-bambu-lá-lá ali, não foram poucas as sementes de frutas plantadas lá em casa. Infelizmente, para meu bolso e meu paladar, o pomar não vingou.

E segue o baile e das frutas às flores, das flores ao girassol, do girassol a van Gogh, de van Gogh à frase lá do início.

– Pai, fui na Holanda!

Bendita internet. Aproveitando o interesse das crianças, usaram a rede para dar um passeio pelas ruas de Amsterdam, visitar o Museu van Gogh e sei lá mais o quê. O fato é que sem se aporrinhar para tirar passaporte, a mocinha ficou feliz da vida por sua primeira “viagem internacional”.

E o assunto não morreu. Num almoço de família, enquanto conversávamos a respeito, alguém lembrou que o pintor tinha um irmão, mas ninguém lembrava o nome dele. A mocinha, que a essa altura, mais pra lá do que pra cá, esparramada no sofá quase dormindo, levantou a cabeça só para ensinar:

– Theo!

Eu não sabia. Mesmo. E a cada dia sigo descobrindo que não sei muitas coisas interessantes e importantes. De quebra, enquanto fazia uma limpeza no armário na semana passada, já mais de dois meses depois, encontrei uma reprodução. Quando ela viu, reconheceu o estilo de pronto.

– van Gogh! – E sim, é sempre com exclamação mesmo, isso ainda me impressiona.

Mas, voltando a meados do primeiro semestre, enquanto descobriam o pintor, as crianças se encantaram pela tela O Quarto. E daí, uma bela reviravolta. Aproveitando o interesse dos pequenos, o professor usou o projeto Onde as crianças dormem, de James Mollison, para falar das diferenças, especialmente culturais, que existem. Daí, caminharam até o quarto do homem do campo e daí para o boi e daí para os folguedos das festas que encerraram o semestre.

Boi / Foto: Gustavo Sirelli

“O meu boi morreu
O que será de mim?
Manda comprar outro, ó maninha
Lá no Piauí”

Há dois dias, à mesa para o jantar, entendi que voltaram aos quartos e às diferenças. E sim, já estou curioso pra ver onde é que isso vai parar.

Não acho que tudo isso seja um assombro, muito pelo contrário. E a escola da mocinha não é a única em que se encontra esse tipo de trabalho. Mas por conta das conversas e experiências de muitos amigos, achei que era importante falar sobre isso. É um tipo de relato, de informação, que talvez ajude a alguém na hora de escolher uma escola ou mesmo na hora de se relacionar com a escolhida, do que se pode esperar e cobrar da escola cara que se paga por aí.

A verdade que emana da cerveja

David Luiz / Foto: Jasper Juinen/Getty ImagesNoite de sábado, véspera da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha. Estávamos lá. Eu, Marcos, Alexandre e outro Gustavo. Muitas latas depois, discutindo sobre o tudo e sobre o nada. Cerca de mais ou menos 6min38seg depois de resolver todos os problemas do Brasil, o país, surge a grave questão: “e aí, como vai ser amanhã?”

Dadas as condições gerais das últimas semanas, com discussões políticas intermináveis pelos motivos que todos conhecemos, andava até evitando falar de futebol. Principalmente sobre a possível “final que todos queriam ver”. O único sujeito que li e ouvi falando que o Brasil colocaria a Espanha no bolso foi o Rica Perrone. De resto, “a Espanha é (inclua aqui qualquer adjetivo igual ou superior a fodástico)”

Tenho um amigo querido, Rogério (sem sobrenomes, por favor) que desde as vésperas da última Copa chegava a orgasmos múltiplos a cada jogo da Roja. Imagina, então, se eu – logo eu! – ia ser do contra.

Mas a verdade que emana da cerveja…

Entre as observações e interjeições que ouvi (algumas nada decorosas), estavam:

– Você é louco

– Bebeu?!

– Tá de onda…

– Interna!

Basicamente, o que eu disse, é que ganharíamos da Espanha sem maiores sustos. E que se déssemos a sorte de um gol logo no início, enfiaríamos um saco de gols nos caras (foi por pouco). E que se jogássemos 18 vezes contra a Espanha, ganharíamos 17 (e só aqui eu admito um tantinho de exagero, mas era pra defender posição em meio à discussão encharcada).

Não, eu não sou louco. Pelo menos oficialmente. Mas há coisas sobre a Espanha que nem são tão difíceis de observar. A primeira, por óbvio, é que é um timaço sim. Com grandes e inteligentíssimos jogadores. Agora, o resto.

O toque de bola absurdo do time é baseado no Barcelona, algo que todo mundo sabe. Mas há uma diferença crucial entre o clube e a seleção. O Barça tem a possibilidade de contratar qualquer grande atacante do mundo, e faz isso há já há décadas. E só formou, craque mesmo, o Messi. A seleção não tem essa possibilidade e os artilheiros espanhóis não seriam titulares em metade dos 20 clubes do nosso Brasileirão. Não por acaso, ganharam a Copa de um a zero do início ao fim (fora a derrota pra Suiça). E é tão bonito de ver jogar que pouca gente se deu conta do quão fora da curva foi a goleada sobre a Itália na final da Euro.

O toque de bola, então, que é maravilhoso sim, na esquadra nacional, assume o papel de melhor sistema defensivo do futebol mundial. Afinal, sem a bola, ninguém faz gol. Pela qualidade e inteligência acima da média do time, os caras botam os outros na roda, extenuam os adversários com seus 65, 70% de posse de bola, e matam as partidas com um, dois gols no máximo. Quase sempre no segundo tempo. Peguem as estatísticas. De outras vezes, poucas, acham um ou dois gols no primeiro tempo e os adversários, com metro de língua pra fora, não conseguem reagir.

E por que eu tinha certeza que venceríamos o jogo? Pela intensidade com que o time veio jogando e crescendo, porque o time não é ruim (apesar de saber que não é a escalação ideal), porque a Espanha tem pontos fracos óbvios (como as laterais), porque eles não são tão velozes sem a bola (especialmente os zagueiros). Ah, e um detalhezinho, besteira, bobagem: camisa.

E sim, acredito que se jogarmos 10 vezes com eles, ganhamos 7, empatamos 2 e perdemos 1.

Os caras, donos do mundo que a geração Playstation acredita ser a melhor de todos os tempo (ah, os jovens), estavam há 29 jogos oficiais invictos. Mas alguém já se deu conta de quem foram os adversários? Vejam (e analisem) a lista, com resultados, de trás pra frente. São jogos de Copa, Eliminatórias, Euro e Confederações. Os negritos para os times de (alguma) camisa, os vermelhos para os resultados ridículos (pro bem e pro mal).

Itália, 0-0 (7-6 nos pênaltis)
Nigéria 3-0
Taiti 10-0
Uruguai 2-1
França1-0
Finlândia 1-1
França 1-1
Bielorrúsia 4-0
Geórgia 1-0
Italia 4-0
Portugal 0-0 (4-2 nos pênaltis)
França 2-0
Irlanda 4-0
Itália 1-1
Escócia 3-1
República Tcheca2-0
Liechtenstein 6-0
Lituânia 3-1
República Tcheca 2-1
Escócia 3-2
Lituânia 3-1
Liechtenstein 4-0
Holanda 1-0
Alemanha 1-0
Paraguai 1-0
Portugal 1-0
Chile 2-1
Honduras 2-0

O Brasil será campeão do mundo ano que vem? Não sei. A própria Espanha pode repetir a dose. E até pode nos vencer na final, por que não? E ainda há Alemanha (minha favorita hoje) e Itália. Por fora, correm como sempre a Holanda e a Argentina. E sempre há a questão dos cruzamentos, uma surpresa africana, uma zebra norte-americana, uma Bélgica que vem jogando muito bem e pode atrapalhar.

Basicamente, o que estou tentando dizer é que o bicho nunca teve sete cabeças. E lazaronis a parte, Brasil é Brasil. Ou vocês acham que eles queriam se bater com a gente por acaso?

P.S. 1: “E se o David Luiz não tivesse salvado o empate, se a bola entrasse?” O ‘se’ não joga, se sapo tivesse embreagem não pulava tanto. Pois digo que mesmo se fosse gol, venceríamos o jogo.

P.S. 2: Dilma, Cabral e Paes encastelados, ausentes no Maracanã? Não tem preço

Pega!!!

Animação sensacional produzida por quatro estudantes da Escola de Artes de Utrecht, na Holanda.

O meu calendário

Virou notícia entre hoje e ontem a apresentação do traçado do novo autódromo de Austin, que receberá a F1 a partir de 2012. Mais uma obra de Herman Tilke, o sujeito que desenhou todos os últimos circuitos homologados pela FIA para as principais categorias do mundo nos últimos anos. E como quem acompanha sabe, um monte de pistas sem personalidade, sem gosto.

Dessa vez, no entanto, ele saiu do padrão reta-cotovelo-retinha-muitas curvas de baixa-reta. Pelo contrário, ao invés de tentar desenhar algo novo, fez bom uso do relevo do terreno e ainda usou referências de outras pistas que deram certo, como Silverstone, Hockenheim e Istambul. De quebra, uma reta de 1,2km. Resumindo, cheiro bom. Tomara que se confirme.

Inspirado pelo novo desenho e pela passagem da F1 por Spa, resolvi olhar os autódromos que estão por aí, levando em conta a máxima de que “pista boa, corrida boa”.

Ao longo dos anos, especialmente nos últimos 20 anos, algumas circunstâncias provocaram mudanças significativas no calendário, excluindo corridas clássicas e incluindo novos circuitos em locais nada afeitos ao automobilismo. Entre eles, a segurança, especialmente após a morte de Senna. Mas o dado mais importante, a grana.

Graças a isso e mais alguma coisa, um campeonato que era praticamente todo disputado na Europa, com viagens a América do Norte (Canadá, EUA e México), América do Sul (Brasil e Argentina), Japão, Austrália e África do Sul (apesar do apartheid), hoje passa pelo Oriente Médio (Bahrain e Abu Dhabi) e passeia pela Ásia (China, Malásia, Cingapura e Coréia do Sul, além do Japão), em locais em que é comum ver arquibancadas vazias. Afinal, países que não tem qualquer tradição automobilística. E a Índia ainda vem aí.

Enquanto isso, pistas como Hockenheim foram mutiladas e países tradicionais como França e Portugal não recebem mais a Fórmula 1.

Tentei, então, separar que pistas ainda valem realmente a pena, no calendário deste ano, e cheguei a cinco circuitos que, quase sempre, nos dão boas corridas de presente: Interlagos (Brasil), Montreal (Canadá), Spa (Bélgica) e Suzuka (Japão). Mas aí, como um campeonato não seria bom se disputado em looping em apenas quatro lugares, separei mais cinco que – pela tradição, por boas provas mesmo num circuito bobo ou por uma boa idéia, como sua famosa curva 8 – poderiam fazer parte do calendário: Istambul (Turquia), Melbourne (Austrália), Mônaco (Monte Carlo), Monza (Itália) e Silverstone (Inglaterra).

Como em 2011 o campeonato promete ter 20 provas (a Índia vem aí…), fui procurar mais 11 circuitos que, ao meu gosto, poderiam nos divertir ao longo do ano. Sem saudosismos inúteis, tentei separar entre os autódromos que poderiam ser usados imediatamente, com poucas adaptações, afinal a ordem é gastar pouco.

Meu campeonato, então, ficaria assim: Kyalami (África do Sul), Buenos Aires (Argentina), Interlagos (Brasil), Hermanos Rodrigues (México), Watkins Glen (EUA), Montreal (Canadá), Silverstone (Inglaterra), Estoril (Portugal), Jerez (Espanha), Mônaco (Monte Carlo), Ímola (San Marino), Nurburgring (Europa), Melbourne (Austrália), Suzuka (Japão), Paul Ricard (França), Zandvoort (Holanda), Istambul (Turquia), Spa (Bélgica), Hockenheim, o antigo (Alemanha) e Monza (Itália).

E aí, alguém tem alguma outra idéia?

Abstinência

Já estamos há mais de 24 horas sem Copa. E a síndrome de abstinência é grave. Mas vai passar, claro. Depois de amanhã, a bola já volta a rolar no campeonato mais importante da Terra Brasilis.

Já faz mais de 24 horas que a Espanha se tornou a oitava campeã do mundo e é impressionante como não consegui ler nada muito diferente em todas as colunas e blogs que visitei: o título da Fúria é a redenção do futebol. Hummmm…

É inegável que o combinado Barcelona/resto da Espanha jogou o futebol mais bonito do torneio, mas aprendi a não gostar de unanimidades, nem de exageros. Então, vou partes.

Esta foi a copa de melhor nível técnico em várias edições. Arriscaria dizer que desde 86. Mas para aceitar isso, é preciso entender que, se é difícil reunir 24 boas seleções, 32 participantes é dose. Ou seja, a Copa mesmo só começa na segunda fase. E mesmo assim, dependendo dos cruzamentos, corremos o risco de assistir partidas como Paraguai e Japão. E esta foi a Copa com mais bons times, com confrontos mais equilibrados, nas fases decisivas.

Entre todos os bons times que chegaram às quartas de final, a Holanda foi a mais eficiente, mesmo sem jogar um futebol da mesma qualidade de espanhóis, alemães e argentinos, que se mataram na outra chave. Mesmo assim, não foi fácil passar por brasileiros e uruguaios. E pela excelente campanha desde as eliminatórias, sua atuação na final foi, mais que uma decepção, uma vergonha.

Enquanto isso, La Roja tocava, tocava, tocava e ganhava de 1 a 0. E seguia adiante. Meu problema com os novos campeões é a sua incapacidade de transformar o capricho, a técnica e o domínio que impõem aos adversários em gols. É claro que não espero que qualquer grande time vença todos os jogos – ninguém é imbatível, afinal -, muito menos por goleada. Vale dizer que a melhor partida dos campeões foi contra a Alemanha, que não conseguiu andar em campo, totalmente dominada. Mas tudo o que é demais, nesse caso, de menos, cansa.

O que a Espanha faz, com excelência, é praticar o que muitos outros grandes times fazem ou fizeram ao longo da história do futebol. Mantém a posse de bola e a fazem rodar, cansando adversários em busca de uma brecha para penetrar e decidir partidas. Só que, ao contrario de Parreira e – parece – Del Bosque, Xavi e toda sua trupe, não acredito que o gol seja apenas um detalhe.

A Espanha é, com justiça, a campeã mundial. Dos onze, apenas três pontos fracos: a lateral esquerda e a dupla de ataque.

Então, não. E até porque não foi a única a praticar um bom futebol, a Espanha não é – definitivamente – a redenção do futebol. Mas certamente pode ajudar dirigentes, técnicos e torcedores míopes ou cegos a entender que a discussão futebol bonito X futebol de resultados não faz sentido. Porque os espanhóis jogaram lindamente e venceram. Só faltaram os gols, muitos gols.

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Sobre a partida de ontem, em muitos momentos deu-se a impressão que as duas seleções não estavam preparadas para vencer. Alguns gols perdidos pelos dois times, especialmente Villa e Robben, foram absurdos. No Twitter e no Facebook, cheguei a perguntar se – em caso de decisão por pênaltis – alguém conseguiria mandar a bola para as redes. Sobre a atuação do careca inglês, prefiro não fazer comentários. Mas se fosse sério, a Holanda terminaria a partida com menos dois ou três jogadores.

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Que jogaço de despedida fizeram Alemanha e Uruguai e que pena a bola na trave de Forlan no último segundo. Seria excelente esticar a partida por mais 30 minutos.

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Forlan como o melhor da Copa é mais do que justo. Carregou o time nas costas e, sem ele, a Celeste não iria tão longe.

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Grandes jogos, grandes times, dramas, polêmicas… O que mais se pode esperar de uma Copa? Que 2014 chegue logo.

E as cachorras?

E resolvi começar o treinamento de Adriça e Joana para 2014 imediatamente. E aí está o resultado. Joana avisou que futebol não é com ela, enquanto Adriça… É, parece que sou eu e Mani contra o mundo.

A mesma quantidade de petiscos e nenhuma cor chamativa para Espanha e Holanda

Dá-lhe Espanha