Copas América

No plural sim, porque são duas em disputa nesta semana.

A primeira começou no sábado. Uma Copa América que pode parecer estranha para a maioria dos brasileiros: disputada na Espanha entre um barco suíço e um barco neozelandês patrocinado por árabes…

A história dessa copa que movimenta milhões e milhões de dólares em patrocínios e investimento (provavelmente porque a vela é um esporte que não tem visibilidade nem dá retorno) começou há mais de cem anos, com o desafio entre um barco americano e um inglês. Os americanos, em mil oitocentos e meu bisavô zigoto, ganharam a primeira e seguraram o troféu até outro dia (esse ‘outro dia’ é relativo).

(Os universitários poderiam ajudar aqui, com as datas certas)

Em uma disputa melhor de nove regatas, já foram quatro e o placar é 2 a 2 . Eu torço pro Alinghi, os suíços defensores do título, pois se a Copa continuar na Europa dá pra acompanhar daqui, em horário de gente. Se for para a Nova Zelândia… Lembram como foi acompanhar a olimpíada de Sidney?

A outra Copa América, de futebol, começou ontem, na Venezuela: a competição de seleções mais antiga do mundo, disputada desde 1916. Para quem não lembra, a primeira Copa do Mundo aconteceu em 1930 e a primeira Eurocopa em 1960. E antes que venham as piadas, quero deixar claro que não assisti nenhuma delas.

Ásia, África, américas Central e do Norte, Oceania… Não faço a menor idéia.

Voltando ao assunto, começou a Copa América que não apeteceu Kaká, Ronaldinho e ninguém que eu conheça. E até começou bem. Nenhum espetáculo, mas bons jogos os do primeiro dia: Peru 3 a 0 no Uruguai (e foi pouco) e Venezuela (garfadíssima, quem diria) 2 e Bolívia 2.

Hoje estréia a seleção do Dunga. E depois que o projeto de técnico disse que tem medo do México, prefiro não tecer maiores comentários a respeito do time que vai vestir o uniforme da CBF hoje à noite.

Esse time, que faz o Dunga tremer, é comandado pelo Hugo Sanchez, maior jogador da história do México e que ficou conhecido como ‘Hugol’ quando jogou no Real Madrid (1985-92). O craque do time é o Blanco, um sujeito que acha que joga bola e que está uma bola. De quebra, meio time não fala como o técnico e ainda vive ligando para o argentino La Volpi, ex-técnico e (pretenso) futuro técnico. Trairagem de primeira linha. Enfim, imaginem como deve estar bem e forte esse time…

Ah, Equador e Chile também jogam hoje, mas quem liga?