1001

1001Este é o post 1001 do Andei pensando. Logo, o último foi o 1000. É que só me dei conta agora e fiquei bem satisfeito pelo fato do número redondo ter sido atingido com um filme de animação. E vencedor do Oscar. Também fiquei satisfeito de não ter escrito nada, apenas colocado o filme no ar.

Em junho de 2007, o blog nasceu para exercitar escrever sem as amarras e obrigações de qualquer emprego. Um espaço onde me daria o direito de falar sobre qualquer coisa que me desse na telha, na hora que quisesse e no formato que bem entendesse. E isso, naturalmente, apontou para uma ou outra história da minha vida, além das minhas paixões por futebol, automobilismo, vela, Rio, fotografia e política. Tenho certeza que também acabou dando um tom meio ranzinza à maior parte do que publiquei.

Também nunca me preocupei em fazer propaganda ou usar o blog como ferramenta para alavancar minha carreira, criar reputação ou coisas congêneres que movem esse nosso neurótico mundo digital. Meu blog sempre foi a minha melhor ferramenta para desopilar meu fígado. E ponto. Por isso, não raro passo algum tempo sem publicar. É que de vez em quando isso aqui também enche o saco, vira obrigação. E perde o sentido. Tanto que esses 1000 posts foram publicados em 2073 dias, média de 0,48 por dia.

Também nunca me preocupei com número de acessos, se tenho 4, 5 ou 152 leitores. Mas, apenas como curiosidade, o dia mais visitado do cafofo (339 acessos únicos) foi 6 de abril de 2010, o dia em que o Rio ficou debaixo d’água, que nosso alcaide mandou ninguém sair de casa e que cheguei – acreditem, é verdade – a elogiar Eduardo Paes.

Desde o início (até às 11h de hoje), o blog foi visitado 125.011 vezes (média óbvia de 125 visitas por post) e recebeu 1382 comentários (1,38 por post). Juro que não tenho a menor noção se esses números são grandes ou pequenos, comparando com os trilhões de páginas mais conhecidas, mas sinceramente me envaidecem. Porque nada melhor para quem escreve do que ser lido.

Enfim, tudo isso foi um grande nariz de cera para avisar a vocês – meia dúzia de três ou quatro leitores, como sempre digo – de que ultrapassei uma marca, nada mais que isso. E, é claro, que vocês continuarão me aturando por um bom tempo. Porque vamos tentar realizar aí o que o professor mandou, eeeeeee se dedicar muito, eeeeee agora que chegou a mil voltar focado no segundo tempo para alcançar o objetivo do segundo milhar.

Old style photography / Foto: Francisco Cribari

Foto do dia: Francisco Cribari

ponton / Foto: José Fangueiro

Foto do dia: José Fangueiro

Exercícios

Tenho me divertido muito com essa tal fotografia. Um troço pelo qual sempre fui apaixonado, com que até brinquei bastante na época da faculdade. E nesse ano fui estudar o negócio.

Não, não pretendo me tornar profissional. Nem sonho em ser comparado aos bressons e salgados que existem por aí.

Mas ando exercitando e resolvi colocar algumas fotos por aqui. Não quero ter compromissos muito firmes a respeito, não é um projeto, nada disso. Mas vou tentar me obrigar a publicar pelo menos uma por semana. Porque assim tenho, ao menos, o pretexto para fotografar mesmo sem pretextos.

Foto(s) do dia: exposições

Sujeito gosta de fotografia, fim de semana chegando, um tempinho meio lusco-fusco, sem saber se teremos sol ou chuva, calor ou frio… Então, vale a pena fazer ir ao Centro do Rio e visitar duas belas exposições de uma vez só.

A primeira, na Caixa Cultural (Av. Almirante Barroso, 25, até o dia 3 de junho), é a World Press Photo 2012, 55ª edição do maior prêmio de fotojornalismo do mundo. A imagem acima faz parte da série Luta Livre em La Loba, do polonês Tomasz Gudzowaty. A série foi a terceira colocada na categoria histórias do esporte.

Depois, vá até o Centro Cultural da Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241, até 17 de junho). Lá estão 137 fotos do francês Robert Doisneau. O sujeito fez imagens de todo tipo e a mostra é dividida em 12 temas, mas suas séries mais populares retratam a vida nas ruas e subúrbios de Paris.

Foto do dia: mil olhares de uma ex-cega

Nem foi uma grande descoberta, verdade seja dita. A notícia está no G1. E me encantei com a história e as fotos de Amy Hildebrand.

A americana nasceu cega por causa do albinismo, mas depois de alguns (ou muitos, não sei) tratamentos passou a enxergar algumas cores, formas e sombras. E apesar das limitações, se graduou em fotografia.

Há pouco mais de dois anos, criou o blog With Little Sound, onde publica uma foto por dia, até chegar a 1.000, e um texto por mês. E o link já está incluído na página Visita obrigatória desse meu cantinho e a foto ao lado é do dia 898.

Ah, os detalhes… (2)

Depois de alguns dias de molho e doses cavalares de omeprazol, cetorolaco trometamol, lisinato de cetoprofeno e cloridrato de ciclobenzaprina, além de uma infiltração de dipropionato de betametasona e fosfato dissódico de metametasona, cá estou outra vez. A baiúca ficou bem abandonada, mas tudo voltará ao normal. Inclusive minha ranzinzice.

Tenho o bom hábito (pelo menos acredito) de torcer e – na maioria das vezes – rezar para que as pessoas doentes melhorem, se curem. Se possível, rápido. E o sentimento não difere se o doente é o Zezinho ou o Lula.

E também já era mais do que esperado que o câncer do ex-presidente em exercício seria espetacularizado, carnavalizado até. Mas, sinceramente, já tivemos publicitários/marketeiros melhores por essas plagas.

Reparem na foto abaixo que tudo foi pensado. Desde a camiseta de D. Marisa, com a conhecida marca da campanha contra o câncer de mama, até a posição da foto e tudo o mais. Notem que a cabeça de Lula já está raspada e seca, e mesmo a barba que sua esposa finge raspar já está cuidadosamente feita e escanhoada. Inclusive no queixo, onde há espuma.

Ok, ok, eu sei que a massa nem repara nisso, sei que amanhã ou depois ninguém mais lembrará exatamente como foi a cena. Mas sei, também, o quanto influencia o imaginário popular o conjunto de fatos ‘despretensiosos’ como o retratado pelo fotógrafo oficial do Instituto Lula, Ricardo Stuckert, na construção de um mito. Basta estudar um tantinho de Comunicação para saber isso.