Castelos, um a um, deixa-os cair

Wallpaper Imperia Online / ReproduçãoDescobri o negócio por acaso. Uma amiga curtiu no Facebook, fiquei curioso, cliquei e pronto. Lá estava eu em um mundo medieval, tendo que dar conta de um império incipiente, fazê-lo crescer, defendê-lo de inimigos desconhecidos, fazendo alianças e atacando outros desconhecidos. Um negócio do balacobaco.

Fora regatas virtuais, nunca tinha jogado nada online. E o que me fez desistir do jogo de agora foi o mesmo que provocou meu afastamento das voltas ao mundo sem sair de casa: a necessidade de se dedicar em tempo integral.

Sou meio viciado, sempre gostei de jogos. E esse é que é o problema. E como as coisas funcionam mesmo quando não está lá pra tomar conta, vira um negócio de maluco. Imagina passar o dia inteiro sem acesso e pensando no que está acontecendo quando você não está olhando.

Pra quem não conhece o Imperia Online, é mais ou menos o seguinte. Quando você se cadastra, seu império é criado. O objetivo é crescer e se aliar de tal forma que vença seus adversários. Cada era dura no máximo 10 semanas, mas a partir de sei lá quando, se uma aliança qualquer dominar 60% ou mais do reino, a era chega ao fim e tudo recomeça do zero.

Se você topar a empreitada, além de estar pronto para exercitar seu lado diplomata, é preciso ter a sorte de encontrar um bom grupo, uma boa aliança pra coisa andar direito. Eu dei essa sorte, é bom que se diga. Mas…

Se não me engano, desde que comecei, foram seis semanas, quase sete de jogo. Passados os primeiros dias para entender as lógicas e funcionamento, comecei a crescer aqui e ali e, ao mesmo tempo, conhecer algumas pessoas até receber o convite de uma aliança média. E lá fui eu para a Lannister.

Foi bem divertido, a era terminou na madrugada de sábado para domingo. Travei boas batalhas e terminamos tudo vencendo uma guerra e na 11ª posição entre trezentas e tantas alianças. Como se vê, não dominamos o reino mas terminamos grandes e até temidos. E mesmo assim, boa parte de nós não voltará, a nova era começa hoje. Não dá.

Porque para jogar de verdade, com chances de ganhar, o nível de dedicação necessário é absurdo. Minimamente é preciso acessar o jogo pra ver como estão as coisas a cada hora, hora e meia. E todos trabalhamos e temos família etc etc etc. Chico, Anderson, Ricardo, Marcio e quem mais não estou lembrando agora, “foi bonita a festa, pá, fiquei contente”. Fico pensando nas pessoas que se dedicam de verdade, no que fazem ou não fazem da vida.

É certo que, ao menos na primeira semana, vou sofrer de abstinência. Seria bom se existisse a versão off-line para baixar e brincar em casa. Ainda vou procurar. E a quem tem tempo livre suficiente, sinceramente, indico. É bom demais. Só tomem cuidado com Esparta.

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2 comentários em “Castelos, um a um, deixa-os cair

  1. Melhor velejar… Ou no máximo, se calhar durante uma noite (e possível madrugada), conquistar 18 territórios e 2 centros estratégicos ou destruir o exército vermelhos. pelo menos acaba!

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  2. O vinculo do jogo virtual está indissoluvelmente associado ao jogo em si(medieval e ligado a guerras) e a corrente de amigos(pessoal) e metas que se origina do jogo em si. Quando se inicia a Era é dificel ficar de fora, pode-se acusar abandono ou inatividade mas é enfático afirmar que é dificel deixar de manusear o jogo, aventuras, missões, ataques de oponentes, alianças, amigos, lembretes, dicas, organização individual e coletiva(aliança) do imperio. Parabéns pela publicação Gustavo Sirelli e grato por aprender e ensinar, abraço a todos, até a próxima, quem sabe proxima Era.

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