Poesia mora lá…

bandeira_do_gres_imperio_serrano-800x509O primeiro carnaval de que tenho realmente memória foi o de 1984. Não me refiro aos bailinhos no Vila nem dos bate-bolas no Boulevard. Falo de escolas de samba e do arrastão que a Mangueira provocou, indo e voltando pela nova avenida do samba.

Naquele tempo os desfiles entravam pela manhã e a Portela já tinha deixado todo mundo de boca aberta no domingo (manhã de segunda, na verdade).

Enfim, foi por causa daquele carnaval que me formei mangueirense. E foi por causa destes dois desfiles que me apaixonei pelo carnaval da Sapucaí. Com o tempo, fui aprendendo e entendendo cada escola, o significado de cada uma pra história do carnaval e da cidade.

E depois de um bom bocado de desfiles – no grupo especial e de acesso – e de uns bons anos sem colocar os pés na avenida, ganhei um presente. Daqueles que não dá pra se medir.

Império Serrano.

Não sei se a meia-dúzia que 8 ou 9 amigos, do Rio e de fora, tem a noção do que significa isso. Império Serrano.

Tentei não dar bandeira, fiz força para ficar um tanto blasé, mas fiquei tenso durante todo o dia, especialmente na concentração, como não fiquei nem na primeira vez em que desfilei.

É um símbolo, tem uma aura diferente. E nem se trata de ser imperiano, mas de se dar conta do que representa.

É uma instituição, ao lado da minha Mangueira e da Portela. E pra mim, ao lado da Vila, meu bairro querido onde nasci e me criei, de Noel e de Martinho.

De quebra, vejam só, entrei na avenida comemorando o aniversário do meu irmão, que estava ao lado, da minha comadre querida e dela. Ela, imperiana devota de ficar com o coração disparado só de ouvir o primeiro acorde do cavaco, e que me levou para viver esse presente. Foi a certeza de que meu quintal é maior que o mundo.

Desfilamos no sábado, grupo de acesso em que o Império nunca deveria estar, e estou escrevendo antes de saber o resultado da apuração, antes de saber se, no ano em que comemora 70 anos, o menino de 47 vai voltar ao Grupo Especial. Porque não importa. Porque, como disse aí em cima, foi um presente vivido.

Não sei se será possível – algum dia – lhe proporcionar algo parecido com o que vivi nessa “festa” de 10 meses.

E neste fevereiro sem o dia 29 em que contamos nosso tempo, neste primeiro dia de março, aniversário da nossa cidade, “cantando eu declamo esse amor por você.”

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Ocre Marajó*

Eu tinha oito anos de idade e morávamos na Souza Franco, em Vila Isabel. Um apartamento quarto-e-sala, em que a sala de tamanho mais que razoável era dividida do chão ao teto por uma persiana de metal. De um lado, sala; do outro, o quarto das crianças, eu e minha irmã. Nossa vitrola era um lindo móvel de madeira com espaço para guardar os dicos. Era comum passar férias em Guarapari e, na volta, meu pai lavava o fusquinha 73 Ocre Marajó com o Chico, no posto em frente, geral com óleo de mamona por causa da maresia.

Meu pai e eu jogávamos botão numa mesa Estrelão, com bolinha de Bombril. Raul era meu goleiro e Zico, claro, meu camisa 10. E nessa época ele ganhava todas. E torcíamos para o Brasil. E nos encantávamos com o Brasil. Era a copa do Naranjito, do Pacheco, do “bota o ponta Telê” e do “voa, canarinho, voa”. E a cada gol do Brasil, meu pai vibrava em pé, em cima da cama.

Era a copa do Zico, Sócrates, Falcão, Leandro, Júnior, Éder. Era pra ter sido a copa do Reinaldo, mas destruíram o joelho dele. Era a Copa de Platini, Tigana e Six; Schumacher, Rummenigge, Breitner e Littbarski; Dasayev e Bezsonov; Lato e Bonieck; Pfaff e Van Der Elst; a copa de estréia de Maradona. E foi a copa de Paolo Rossi.

Antognoni, Gentile, Graziani, Scirea, Tardelli, Cabrini, Altobelli, Conti, Zoff. Nenhum destes interessa, porque – pelo menos pra mim – aquela foi a copa de Paolo Rossi.

No dia 5 de julho de 1982 aconteceu a tragédia do Sarriá. Um dia em que um time capaz de fazer sonhar perdeu para um time muito bom. Um dia que é apontado por muita gente como o início da discussão ‘futebol arte X futebol de resultados’. Uma injustiça com times excelentes que foram às finais daquela copa, inclusive a Itália.

Ainda recito a escalação do ‘meu’ Brasil. Waldyr Peres; Leandro, Oscar, Luisinho e Junior; Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico; Serginho (e o Roberto no banco…!) e Éder. Sim, o ‘meu’ Brasil. Foi com esse time que aprendi a torcer pela seleção, que aprendi a aproveitar cada jogo de cada Copa do Mundo, foi com esse time que aprendi que o melhor não ganha sempre e que essa é apenas uma das graças da coisa.

Faz 28 anos. Já não moro em Vila Isabel mas estou sempre por perto. E cada vez que desço a Souza Franco em direção à Teodoro da Silva, me lembro do fusquinha, do álbum duplo de Simon & Garfunkel no Central Park, da minha Monark, da bolinha de Bombril, do Sítio do Pica Pau Amarelo, do Maverick azul e do Puma conversível e vermelho que ocupavam vagas na garagem do prédio (o Veca está lá até hoje). E lembro do meu pai falando de um jogador italiano desesperado e com as mãos na cabeça quando empatamos em 2 a 2. E lembro daquele time e como, apesar daquela derrota tão doída, como ele é capaz – até hoje – de me ajudar a lembrar de tanta coisa boa.

*Post publicado, originalmente, no dia 5 de julho de 2010.

Da Catalunha

Descoberta de sexta-feira. Amigo de quase 20 anos (em que pese a pouquíssima convivência dos últimos anos), um sujeito de muitas qualidades – algumas raras, outras nem tanto. Botonista de bom nível, rubro-negro de quatro costados, de Vila Isabel.

Publicitário de formação que enveredou pela área comercial (resolveu ganhar dinheiro, o sujeito), sempre desconfiei que fosse uma espécie de talento desperdiçado. Mas parece que ele resolveu fazer algo quanto a isso.

Por enquanto, só há três textos publicados. Dois sobre o Flamengo, um sobre a passagem do tempo. Vale a visita e, quem sabe, um tanto de pressão para que se torne um escrivinhador mais constante e mais plural na escolha dos temas, e que enriqueça um tanto mais o espaço que resolveu ocupar na rede.

Depois de ler o trecho que destaco como chamariz, clique aqui para ler tudo enquanto ainda é pouco.

Há algum tempo já sou tratado de senhor, apesar de muito me agradar a sensação que Este está mesmo lá em cima, mas outro dia tive um lapso de catatonia ao ouvir uma guria de uns 12 anos me chamar de Tio. ‘Valeu Tio!’”

Caius Valladares

Do tempo do Mirabel

Nascido e criado em Vila Isabel, em frente ao prédio em que morávamos, esquina de Souza Franco com Teodoro da Silva, havia um posto Esso (que já não é Esso há um bom tempo). Lembro do meu pai entregando o carro ao Chico para ‘dar uma geral’. E lá ia o Fusca 1973, ocre-marajó, tomar seu banho com direito a óleo de mamona e tudo o mais, principalmente depois das férias de verão. Também era ali que eu enchia os pneus das minhas primeiras bicicletas.

Outra lembrança grande que eu tenho da Esso é do Tigrão de Guarapari, ali perto da ponte. Também uma lembrança da infância, quando passávamos férias por lá, em apartamentos de temporada alugados por 10 ou 15 dias na Praia do Morro. Fiquei vários anos sem passar por lá, quase 20, até minha viagem de lua de mel em 2007. E foi impossível não sorrir ao passar por ele.

Pois o Tigrão vai desaparecer. Há pouco tempo, a Cosan comprou a operação da Esso mas manteve a marca até agora. Mas ontem foi anunciada sua união com a Shell e a criação da Raízen. Resultado: em até três anos, todos os postos Esso serão substituídos pela marca da concha.

É estranho isso. Não sei se vou sentir saudade da Esso, nem se trata disso. Mas é que, às vezes, esse negócio que chamam de evolução e progresso me causa um pouco de estranheza. Justamente por causa dessa notícia, comecei a lembrar da Mesbla, Casas da Banha, Transbrasil e mais um monte de outras grandes marcas e empresas que desapareceram, engolidas por más administrações e/ou pelo ‘deus mercado’. Como o Lanche Mirabel.

Da Vila

Numa certa noite final de tarde, entra o assessor Garcia esbaforido e dá a notícia ao presidente: “o Paraguai vai invadir o Brasil presidente”. E o nosso bravo representante do povo trabalhador lhe responde: “liga para o Lugo e pede pra ele invadir amanhã de manhã, pois eu já encerrei o meu expediente”.

É claro que é apenas uma brincadeira, mas será que alguém em qualquer país acreditaria que no Brasil tem um presidente que encerra o seu horário de trabalho às 19h para que possa trabalhar na campanha da sua candidata à presidência da república?

Não vi em qualquer meio de comunicação nenhum comentário, nenhuma charge ou até mesmo crítica à essa iniciativa do Sr. Lula, a fim de que possa mais uma vez faltar com respeito às leis eleitorais. Desde quando presidente da república tem horário preestabelecido de trabalho? Será que após as 19h ele pode ser tratado como qualquer cidadão brasileiro que paga suas contas, seus impostos, anda de ônibus, entra em fila, ou é apenas um artifício para burlar leis?

O mais triste não é a decisão de estipular o seu horário de trabalho, mas sim os motivos que podem levar um presidente em final de mandato a se esforçar tanto a ponto de chegar a tal ridículo para eleger alguém que nunca teve um cargo eletivo e que, com certeza, não tem nenhum preparo para comandar um país da grandeza do Brasil. Alguns dirão “e ele têm?” Não tem, mas ele pegou um Brasil arrumado, deu prosseguimento ao programa econômico deixado, manteve a inflação sob controle e implementou os programas sociais já implantados. No entanto, caso consiga eleger sua candidata, essa tomará posse de um país quase que destruído, com a máquina inchada, com gastos públicos beirando o caos, importando muito mais que exportando, a educação estagnada, com ministérios em número absurdo apenas para agradar e empregar os “camaradas”, e com uma aliança para governar que mais parece uma quadrilha de mal feitores.

Que motivos reais levaria, realmente, o presidente a se empenhar tanto para eleger sua candidata? Seria apenas colocar alguém lá apenas para esquentar a cadeira até sua volta em 2014, ou seria algo mais grave e aterrorizante? Seria o medo de quem eleito que não fosse ela vasculhasse seu governo de cima pra baixo e encontrasse algo que realmente não fosse honesto? Seria o receio de que seus camaradas que de uma hora para outra enriqueceram às custas da viúva perdessem seus cargos, tivessem que devolver o desviado ou ainda fossem parar em cadeias de segurança máxima, ou quem sabe ainda levassem com eles pessoas de sua proximidade?

Não podemos deixar de admitir alguns progressos no governo Lula, mas também não podemos esquecer que ele criou um novo tipo de voto de cabresto com suas “cestas tudo” e uma nova maneira de governar na qual o presidente só sabe das coisas boas e desconhece as roubalheiras e falcatruas de seus aliados e assessores.

Daqui a menos de 60 dias iremos eleger aquele ou aquela que vai pilotar o leme desse barco hoje sem rumo e com um comandante preocupado apenas com sua biografia e com o bem estar dos seus e dos aliados. Cabe a nós, somente a nós, fazer essa escolha. Somos nós que dentro do biombo, de frente para a urna (honesta ou não), iremos digitar os números daquele ou daquela que irá nos representar, governar, melhorar nossas vidas ou apenas dar prosseguimento a esse processo de toma lá da cá e busca insana de enriquecimento que assola o país já por oito anos. E não podemos errar mais uma vez, não podemos nos deixar levar apenas por míseros trocados oriundos das “cestas” em troca de mais quatro ou oito anos de desmandos, roubalheiras, aparelhamento do estado e quem sabe até nos levar de volta ao status de um país subdesenvolvido.

O Brasil merece muito mais que um presidente que tem horário de trabalho como um trabalhador qualquer e de alguém que quer ser presidente apenas porque o seu chefe achou que ela era a pessoa mais indicada para não consertar seus erros e não desmantelar a quadrilha que se formou, com ou sem o seu consentimento, nesses longos oito anos de governo do PT.

Sabemos bem que as opções não são as melhores, mas com certeza a da continuidade é a pior delas.

Fonte: Jornal Vila em Foco – Editorial – julho/2010

Grande Tijuca e Vila Isabel

Fui à reunião com o secretário de transportes do governo do Rio hoje pela manhã. O secretário não apareceu, mas isso é história para outro post, que daqui a pouco estará por aqui.

Mas, assumindo um certo lado Poliana de ser, até as piores roubadas nos dão boas oportunidades. Na reunião de hoje conheci Claudia e Celma, do Grupo Grande Tijuca. Vale visitar o blog, mesmo que você não seja morador da região, pois pode ser um exemplo pra turma de outras bandas.

Grande Tijuca

Basicamente, Claudia, Celma, Samila, Leo, Karina, Ricardo, Renato e Luciana não perdem a oportunidade de fotografar os problemas dos nossos bairros, postam no blog e aporrinham todas as instâncias de administração de pública possíveis e quantos meios de comunicação se dispuserem a ouvir. E, até onde soube, conseguiram alguns bons resultados.

Da turma toda, pessoalmente, só conheço as duas moças que encontrei na reunião de hoje, mas certamente é questão de tempo. E, a partir de agora, sou mais um colaborador. Nunca me imaginei saindo por aí com uma máquina no bolso (a máquina do meu celular é bem ruinzinha), captando as imagens das cagadas que pululam (inspiradaço hoje…) em nossas ruas, mas vou tentar ajudar. Prometo.

Vila Isabel

Mas há algo de podre no reino de Noel. Tenho uma profunda implicância com esses ‘grande isso’, ‘grande aquilo’… Pombas, inventaram até o ‘Grande Méier’!!! E nessa leva surgiu a Grande Tijuca, abraçando o mavioso bairro de Vila Isabel, berço do samba e da bossa nova (vocês sabiam que Johnny Alf, o Alfredinho, era da Vila?).

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, no século XIX

Peralá, aqui tem regulamento. A Vila tem sua própria história, não é agregado de ninguém. Grajaú, Andaraí, Maracanã e Mangueira (Aldeia Campista pode ficar com a Tijuca) é que fazem parte da Grande Vila Isabel.

Assim falava o coração. Mas, racionalmente e em nome da paz universal, entendo que essas regiões servem a facilitar a gestão e manutenção da cidade e de seus bairros. Por hora, então, aceito (sob protesto, sempre) que a Grande Vila seja parte da Grande Tijuca.

Tijucano

Os mais chegados e os habitués deste blog já estão cansados de saber que sou nascido e criado na boa Vila e há algum tempo estou tijucano. E apesar da birra, pura provocação para as mesas dos botecos, não há qualquer razão para a implicância além do charme da terra de Noel, Martinho e Alf, entre outros. Em compensação, não se pode esquecer da esquina do Matoso que abrigou os primeiros acordes de Roberto, Erasmo, Tim e Jorge, além do Maestro Villa-Lobos – morador ilustre das proximidades da Afonso Pena.

Então, levantemos todos as armas para o que importa: melhorar esses cantos de meu Deus que floresceram nos pés desse maciço reflorestado que hoje abriga nossas favelas e as futuras UPPs.

Aos amigos grande-tijucanos, sugiro a visita ao blog e alguma dose de dedicação aos nossos bairros. Vamos tentar melhorar nossos cantinhos, influenciar nossos vizinhos. Aos amigos de outras bandas, sigam o exemplo. Porque já está mais do que provado que se ficarmos esperando…

P.S.: Só para não deixar passar, lembrem-se que este é um ano de eleição e – jogando o jogo deles – podemos conseguir boas coisas se fizermos a pressão certa.

Hei de torcer, torcer, torcer…

Sou nascido e criado em Vila Isabel e, apesar de uma pequena temporada na zona sul, passei o tempo todo entre a terra de Noel, Maracanã e Tijuca.

Apaixonado por futebol, desde sempre, aprendi que a torcida do América cabe em uma Kombi (maldade), que sua sede fica em Campos Sales e que o clube de Lamartine Babo e Tim Maia é o segundo time do coração de qualquer carioca. Tanto que, quando Helena nasceu e para evitar problemas de influências precoces de pais, tios e avôs, decidimos que – pelo menos até que possa escolher por conta própria – seu time é o América (se o tio Luizinho quiser dar um presente…).

De quebra, ainda tive a chance de assistir alguns jogos no campo do Andaraí, onde hoje fica um daqueles templos de consumo onde paulistas (e cariocas muito estranhos) gostam de ‘passear’.

Há alguns anos, o estádio saiu do coração da cidade e foi colocado na baixada fluminense. E hoje, centenário, descobri que o América corre o risco de perder completamente sua identidade. Por causa de algumas dívidas, que não chegam a R$ 3 milhões, o clube pode perder sua sede na rua Campos Sales, 118.

Os torcedores do clube e moradores do bairro já se mobilizam para tentar, pelo menos, pagar uma conta de R$ 1 milhão com a empresa que construiu parte das arquibancadas do estádio Giulite Coutinho, em Édson Passos. È essa conta que justifica a realização do leilão da sede do clube. Além disso, o dinheiro arrecadado (lance mínimo de R$ 9 milhões) também quitaria R$ 1,5 milhão em débitos com o IPTU.

Entendo a ação da torcida, mas sou contra.

Como é que clube e patrocinador (Unimed) ainda não se mexeram para pagar essa conta? Como é que o clube, que tem outros patrimônios muito menos valiosos, não se articulou para resolver o problema? E, do ponto de vista do plano de saúde que tem o slogan “o melhor plano de saúde é viver”, quanto se teria de retorno por salvar um patrimônio da cidade? Acho que torcida e tijucanos tinham que pressionar essa turma.

Vale lembrar que o ponto é extremamente valorizado e as ofertas de novos imóveis na região é inexistente. Ou seja, por R$ 9 milhões, qualquer construtora (inclusive a credora) pode colocar a mão em uma pequena mina de ouro, mas prefiro acreditar que – nesse futebol tão podre quanto sugerem boa parte de nossos cartolas – não há entre os diretores do querido Ameriquinha alguém ou ‘alguéns’ levando bola para empurrar a situação com a barriga e deixar a coisa ir pro vinagre.

Nesta terça acontecerá um abraço à sede e o leilão está marcado para a próxima quinta-feira. Dá tempo de resolver. Vejam trecho de nota publicado no site do clube.

A dívida do clube é com a W.Torres, construtora que obteve autorização judicial para o leilão. Para saldar a dívida, cujo valor é de cerca de 1 milhão de reais, uma campanha foi criada pelos torcedores rubros. O SOS-Sede dispõe da conta 7730-5; agência 3260-3 do Banco do Brasil. Esta conta está em nome da AMAB- Amigos do America da Baixada. A hora é de mostrar a força e chamar a atenção para a causa. Se cada um chamar o máximo de pessoas para participarem desta ação, as chances de sucesso aumentarão cada vez mais.