26 de março, 20h30

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RSS

Se é verdade que só tenho aquela meia dúzia de sete ou oito leitores da expressão com a qual brinco, também é verdade que eles me ajudam muito e com boa freqüência (com trema, sempre e apesar de reformas). É o que chamo de RSS do blog.

E como ando com bom tanto de preguiça para escrever, só me resta agradecer. Abaixo, trechos de dois textos sobre temas absolutamente distintos. Ambos enviados pelo Giorgio. Como longos que são, não estão aqui na íntegra, mas vale a pena clicar nos respectivos links – mesmo que seja apenas para que você discorde e volte aqui para me chamar de louco.

A onipotência da tagarelice

Também não espanta que, nessas condições, os inimigos de ontem se tornassem amigos, unidos no mesmo projeto sublime de trocar os fatos por uma ficção verbal eficiente. É por isso que tantos comunistas e socialistas amam de paixão os nazistas Martin Heidegger e Paul de Man. Nada une as pessoas mais apaixonadamente do que um projeto solidário de ludibriar todas as outras.

Olavo de Carvalho

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Combata o fascismo verde, não a natureza

Concluindo: buscar o que andam chamando de sustentabilidade, após muito blá-blá-blá, no fim das contas, redundará em reconhecer a eficácia e a eficiência da livre-iniciativa, amparadas sob um sistema de mercado e de proteção à propriedade privada. Isto, considerada toda a honestidade possível. Por isto que urge a todos quantos tenham captado esta mensagem que se contraponham e exerçam a força das ideias.

Klauber Cristofen Pires

 

Entre a cruz, a espada e uma árvore frondosa

marina-silva_aeÉ curioso como algumas coisas parecem acontecer por acaso. Ontem, as eleições de 2010 apareceram no meu dia em duas situações absolutamente distintas. A primeira, relacionada ao trabalho e a algum planejamento que não pode esquecer que o ano que vem não será um ano qualquer.

Depois do trabalho, em um papo com um amigo daqueles com quem se fala de tudo, futebol a política, de fórmula 1 a pousadas pet friendly. E depois de dois ou três minutos (talvez até menos) falando sobre o tema, chegamos à constatação óbvia de que o pleito presidencial se encaminha para um segundo turno em que seremos obrigados a escolher entre o desespero e o desalento; entre o logro e o embuste; entre o pavor e o terror; entre o PT de Lula, Zé Dirceu e Genoíno, e o PSDB de FHC, Arthur Virgílio e Aécio Neves. Enfim, nossa eleição presidencial se resumirá a um plebiscito entre Dilma e Serra.

Pelo menos é o que parece, por enquanto. Mas será que não é possível mudar isso?

O importante é que temos que acreditar em alguma coisa e, ao menos, tentar fazer dar certo. Sou Marina da Silva desde pequenininho. Vou votar e fazer campanha. E seu discurso sobre o desenvolvimento sustentável e sua consciência ecológica dificilmente (quem sabe?) chegarão ao segundo turno. Não importa.

Ao menos, minha escolha representará a opção que realmente acredito ser melhor para esse bendito país onde uma cegonha me deixou cair de pára-quedas. Meu voto será importante para mostrar o que penso ser certo, que caminhos imagino serem os ideais, que discussões devem ser travadas.

Meu voto tentará mostrar que responsabilidade ambiental é, antes de tudo, responsabilidade social. Meu voto tentará mostrar que ser ambientalmente responsável não significa demonizar a produção e o capital (como meia dúzia de muita gente tenta fazer parecer), apenas encontrar caminhos novos que resultariam em produção com mais qualidade e diversidade, e capital que atenda a banca e a plebe de maneira justa sim, mas nunca sem mérito ou como esmolas oficiais.

E se tudo der errado e Marina não tiver mesmo a chance de disputar a eleição, escolheremos – entre a cruz e a espada – como mandaremos o Brasil para a forca.

Está germinando uma nova forma de produzirmos a base material da nossa existência. E por que isto está acontecendo? Porque nós estamos vivendo duas crises: uma crise econômica, que todos se preocupam, com justa razão, para resolvê-la. Mas, também, vivemos uma crise ambiental sem precedente, e que nem todos se preocupam com a mesma intensidade, para resolver esta crise. Só que a segunda é mais grave que a primeira. E, se não resolvermos a segunda, qualquer saída para a primeira, será uma falsa saída. Porque não há como resolver os problemas econômicos e sociais, destruindo as bases naturais do nosso desenvolvimento.

Marina da Silva