Sou o que sou, e sou tudo o que sou

Em pé: Leandro, Zé Carlos, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho; agachados: Bebeto, Aílton, Renato, Zico e Zinho.

Agora é oficial, a festa (é, teve festa de entrega de faixas e medalhas) foi hoje, e a CBF distribuiu um monte de títulos por aí. Tentei não me aprofundar muito quando escrevi sobre isso, mas a verdade – e penso que falarei o óbvio – é que penso não ter havido muito critério da CBF na decisão de equiparar todos os campeões da Taça Brasil e Robertão aos campeões brasileiros.

Na verdade, acho que o Robertão faria sentido, mas a Taça Brasil não. E é bom que se diga que isso não diminuiria em nada a qualidade, a história, as conquistas, as glórias do Santos, que levou a Taça para a vila famosa em cinco anos seguidos ou do Bahia, o primeiro campeão. Isso porque são competições com conceitos e alcances diferentes.

Mas como disse da outra vez, cada um acredita no que quer. E agora é, além de tudo, oficial, tá bom.

Mas aí, no meio da confusão, surgiu a questão de 87, sobre o reconhecimento do Flamengo como legítimo campeão brasileiro daquele ano. E surgiu um parecer do departamento jurídico da CBF sobre uma decisão da justiça pernambucana (ohhhh!) de 94, proibindo o tal reconhecimento.

Se vocês gostam de bola e ainda não conhecem a história da Copa União, é só clicar aqui. Um ou outro detalhe discutível ou carente de confirmação, mas não há erros de informação.

E vale dar atenção a uma história muito pouco divulgada sabe-se lá porque. O Sport (declarado campeão brasileiro pela CBF) não ganhou nem o módulo dele, pois na decisão contra o Guarani, em disputa de pênaltis que estava empatada em 11 a 11, os dois times entraram em acordo e decidiram parar e deixar tudo como estava.

Como assim, um título decidido em acordo? Pois então, esse é o tamanho da cagada que a CBF fez na época.

Aí, eu que vi meu time disputar o título contra os maiores clubes do país – além dos 12 grandes, Bahia, Santa Cruz, Goiás e Coritiba eram os de melhor desempenho técnico em suas regiões, além do forte apelo de público – e vencer o campeonato jogando semi-finais e finais históricas, ganhando na bola, não posso dizer que ele é campeão brasileiro?

Então, que se dane a CBF e seus carimbos, selos, diplomas e o diabo a quatro. Eu sou Hexa! Como reconhece qualquer sujeito que entende o mínimo de bola e – rivalidades a parte – prima pelo bom senso.

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Fim de papo

Já faz uma semana que acabou a bagaça e que o Flamengo conquistou o hexa. A ressaca está quase curada…

O campeonato foi, sem dúvida, o melhor dos últimos muitos anos. De toda a série de pontos corridos, certamente. Infelizmente, o equilíbrio que fez um campeão com menor aproveitamento da história e com a menor diferença de pontos para a turma que foi rebaixada. Isso é bom? Em tese.

A verdade é que, a cada ano, o nível técnico de nossos times é cada vez menor. Ou não teríamos um gordo, um farrista e um coroa de 37 anos entre os melhores do Brasil.

Apesar de muito inchado, nosso calendário está estabilizado já há algum tempo, o que deveria facilitar o planejamento dos clubes – equacionando dívidas, fortalecendo as divisões de base etc. – e a atração de novos investidores. Mas parece que nossos dirigentes não estão muito aí pra isso, o que não é de causar surpresa.

Independente disso, e apesar do que meu primo atleticano, recalcado e invejoso, disse, a conquista rubro-negra não foi uma cagada. Afinal, o Flamengo foi o que teve o melhor aproveitamento nos confrontos diretos entre os oito primeiros do campeonato. Assim como é fato que, principalmente, Palmeiras e São Paulo fizeram muita força para perder o campeonato. E perderam.

Pra encerrar minha participação no Brasileirão 2009, resolvi dar uns pitacos – o post ficou comprido demais, eu sei –  sobre todos os clubes que participaram dessa edição e sobre os quatro que vão subir. Apenas pequenas opiniões sobre alguns detalhes.

Série B

– Vasco: fez o que tinha que fazer, mas o time precisa melhorar muito para não correr risco de voltar;

– Guarani: quase foi grande um dia, até que virou io-iô. Será um dos enigmas de 2010;

– Ceará: se não voltar para a segundona, correrá riscos até o fim. É a sina dos clubes nordestinos, sem poder econômico para formar um grande time;

– Atlético-GO: absolutamente imprevisível. Time de empresários, como o Barueri. Pode surpreender e pode não fazer nem cócegas.

Série A

20º: Sport (31pts / 7V / 10E / 21D / 27%)

Se foi rebaixado na última posição, não se pode falar em injustiça. O time é horroroso e, para completar, sua queda é uma benção para todos os clubes, pois não precisarão jogar naquela campo de roça da Ilha do Retiro.

Como a campanha do clube foi um fiasco, seu presidente resolveu tapar o sol com a peneira e tirar o foco de suas mazelas tentando criar um onda sobre o título do Flamengo. Disse que processaria todos que apontassem que o Flamengo é hexacampeão.

A discussão provocada pelo presidente do clube pernambucano só serve pra criar mais confusão, acirrar ânimos etc., em função de algo que não tem qualquer justificativa lógica: o Sport ter sido proclamado campeão brasileiro de 1987 quando não foi, sequer, campeão da segunda-divisão. A história completa do que aconteceu está aqui.

19º: Náutico (38pts / 10V / 8E / 20D / 33%)

Não há o que dizer sobre Timbu, além de destacar o Carlinhos Bala (que não acredito ser capaz de ser destaque em um time grande de verdade) e o alívio de todos os clubes por não ter que jogar no gramado ridículo dos Aflitos, mesmo caso do Sport. Não por acaso, junto com o eterno rival, levaram Pernambuco embora da primeira divisão.

18º: Santo André (41pts / 11V / 8E / 19D / 35%)

A única coisa relevante em sua história é a conquista da Copa do Brasil sobre o Flamengo. Apesar do vexame rubro-negro, não é estranho nas copas nacionais que juntam times de todas as divisões, a conquista por clubes nanicos. Não se tornam relevantes por isso e esse é o caso. Deus sabe como chegou à Série A, mas o importante é que já foi embora.

17º: Coritiba (45pts / 12V / 9E / 17D / 39%)

Um exemplo clássico de um time pequeno que se acha grande. Talvez seja grande no Paraná, estado que – verdade seja dita – não tem qualquer relevância para o futebol nacional. Se acha grande porque ganhou um brasileiro no longínquo 1985, algo tão estranho quanto ter o Bangu como adversário na final. Foi tão insólito que o Maracanã ficou absolutamente lotado por torcedores de todos os clubes do Rio, em prol de um clube que tinha, sim, um grande time bancado por um bicheiro. Enfim, como último ato de sua participação no certame de 2009, sua torcida fez o favor de confirmar o quanto o clube, o time e ela própria são pequenos.

P.S.: Alguém reparou a grande escolha que fez o Marcelinho Paraíba, trocando o Flamengo pelo Coxa?

16º: Fluminense (46pts / 11V / 13E / 14D / 40%)

É verdade que, com a épica arrancada, não merecia mesmo cair. Mas é bom não esquecer a dívida que o Fluminense tem com o futebol brasileiro, pois disputou a terceira divisão e, com a criação da Taça João Havelange, pulou direto para a primeira. Também é fácil compreender a comemoração, mas é bom colocar o pé no chão e entender que, se muita coisa não mudar, o ano que vem será igual ou pior.

15º: Botafogo (47pts / 11V / 14E / 13D / 41%)

Depois de voltar à primeira divisão, vinha evoluindo, mas… Só não dá pra entender porque estão comemorando tanto. É bom que abram bem os olhos, não ganharam nada. Só não caíram de novo. Para o futuro, a receita é a mesma do Fluminense: mudar muita coisa, se organizar, planejar etc.

14º: Atlético Paranaense (48pts / 13V / 9E / 16D / 42%)

Não fede nem cheira. Chamado de furacão, na verdade não passa de uma brisa. Mesmo assim, só quando jogaem casa. Comoseu rival alvi-verde, só é grande localmente. Também já ganhou um brasileiro (a história da humanidade tem mesmo mistérios insondáveis), mas o conjunto da obra não é nada relevante na história. Como sua campanha em 2009. Pelo menos, não caiu.

13º: Vitória (48pts / 13V / 9E / 16D / 42%)

Apesar de muita gente achar que aquele canto do mundo é uma dimensão paralela, a Bahia é um estado do nordeste. Quando lembramos onde está seu arqui-rival, então, só o fato de estar na série A já é uma vitória (com trocadilho). Seu único mérito no campeonato foi ter o saldo de gols melhor que o Atlético Paranaense:-6 a-7. Graças a isso, se classificou para Copa Sulamericana.

12º: Santos (49pts / 12V / 13E / 13D / 42%)

Quando falo que os paulistas, em geral, são um povo bem estranho, meus amigos que moram do lado de lá da Dutra reclamam. Mas que outro povo seria capaz de chamar seu clube de Peixe e adotar uma baleia como mascote. Será que eles faltaram a aula de biologia no primário? Enfim, esse enorme nariz de cera reflete bem o que foi o Santos nesse campeonato: quase nada a declarar. A campanha medíocre serviu para duas coisas: se livraram do presidente (apesar do tumulto euriquiano nas eleições) e de Wanderley Luxemburgo.

11º Barueri (49pts / 12V / 13E / 13D / 42%)

Baruequem??? Pois é, uma distorção provocada pelo poder da grana que ergue e destrói coisas belas, como diria um baiano. O time do interior de São Paulo, criado por empresários apenas para dar lucro, até que fez campanha razoável. E só. Ficou à frente do Santos graças ao saldo de gols. Foi o clube com a menor média de público do campeonato e, no primeiro turno, o “clássico” contra o Santo André,em Santo André, foi assistido por 847 testemunhas.

10º Corinthians (52pts / 14V / 10E / 14D / 45%)

2009 foi o ano da volta, depois da passagem pela segundona. A base do time campeão da Série B foi mantida e chegaram alguns reforços, o gordo entre eles. Ganharam o paulistinha e a Copa do Brasil. Aí, com a vaga para a Libertadores garantida e a saída de alguns jogadores no meio do ano, não houve Mano Menezes que conseguisse reorganizar o escrete e, pior, manter os jogadores interessados em um campeonato que não conseguiriam conquistar. Resumindo: passou pelo Brasileirão a passeio.

9º Goiás (55pts / 15V / 10E / 13D / 48%)

Um dos cavalos paraguaios de 2009. Com uma base razoável, fez algumas contratações interessantes, como Fernandão, e até pareceu que cumpriria a eterna promessa de ficar entre os grandes. Alguns excelentes resultados e, de repente, lá estava o time do cerrado no G4. Não durou muito. Fraquejou pelo meio do segundo turno e abandonou a disputa pelos primeiros lugares. No final, acabou como fiel da balança. Empatou com o Flamengo no Maracanã e parecia ter sepultado o sonho do hexa. Na semana seguinte, quando ninguém esperava, sapecou4 a2 no então líder São Paulo, deixando a disputa do título praticamente limitada a Flamengo e Inter.

8º Grêmio (55pts / 15V / 10E / 13D / 48%)

Um time de extremos. Terminou o Brasileirão invicto em casa, mas só ganhou um jogo como visitante. Por fim, classificado para a sulamericana, uma copinha que todo mundo comemora quando faz campanha pífia no brasileiro, mas que todo mundo reclama na hora de jogar. Acabou chamando a atenção pela confusão ‘entrega X não entrega’ o jogo contra o Flamengo, na última rodada. Tudo isso porque o rival colorado precisava de, ao menos, um empate no Maracanã para que superasse o time da Gávea. A torcida do Grêmio, então, começou a campanha do entrega. No final, nada demais aconteceu. Apesar de um mistão, os gaúchos deram um belo susto do Flamengo, fazendo um a zero. Mas não aguentaram a pressão e todo mundo sabe o que aconteceu.

7º Atlético Mineiro (56pts / 16V / 8E / 14D / 49%)

O pai de todos os cavalos paraguaios. Depois da glória de conquistar o primeiro brasileiro em 1971, tudo o que o Galo conseguiu foram três vices. Neste ano, prometeu, prometeu, prometeu… Liderou o certame e fez até um dos seus artilheiros, mas – como de hábito – não conseguiu nada. Nem a vaga na Libertadores.

6º Avaí (57pts / 15V / 12E / 11D / 50%)

Tai uma surpresa agradável. Deus sabe se continuará assim em 2010, mas muita gente duvidava que o time catarinense faria algo além de brigar para não cair. No final, uma campanha mais do que digna sob o comando de Silas, que se mandou para o Grêmio. Os destaques do time, além do técnico, são curiosos: o atacante Muriqui foi quem mais apanhou durante o ano, enquanto seu companheiro Ferdinando, volante, foi o segundo que mais bateu.

5º Palmeiras (62pts / 17V / 11E / 10D / 54%)

O grande campeão do Grande Prêmio de Assunção. Liderou metade do campeonato, teve cinco pontos de vantagem por várias rodadas, disputou o título até o último jogo e, no final, nem se classificou para a Libertadores. Parabéns ao presidente Beluzzo por suas declarações fabulosas, parabéns ao Muricy pela autosuficiência transbordante, parabéns ao time que não agüentou a pressão. Resumindo, um puro-sangue paraguaio.

4º Cruzeiro (62pts / 18V / 8E / 12D / 54%)

Um daqueles clubes que sempre começam o campeonato dando pinta de favorito. Claro, segundo todos os especialistas de jornais, rádios e tevês. O time realmente não é ruim (para o nosso nível, claro) mas oscilou muito durante o ano. E até craque freqüentando festa de torcida organizada de adversário aconteceu. Apesar de uma miniarrancada nos últimos jogos, chegou à última rodada dependendo de combinação de resultados para chegar à (pré)libertadores. E o porco paraguaio entregou a vaga de mão beijada.

3º São Paulo (65pts / 18V / 11E / 9D / 57%)

Deitou sobre a fama de time eficiente, que mesmo jogando mal, faz ao menos um gol e não leva nenhum. Enfim, um modo medíocre de pensar o futebol. Entre os times da ponta, foi o que menos ganhou pontos dos outros líderes enquanto perdia poucos pontos para os pequenos. O problema é que neste ano, com o campeonato nivelado (por baixo), não foi tão efetivo mesmo contra os pequenos. Além disso, um elenco extremamente limitado, com atletas (paulista adora chamar jogador de futebol de atleta) que jogam como robôs. Como Ricardo Gomes não é tão bom quanto Muricy, o time não teve força para chegar ao título que esteve em suas mãos. Só valeu porque se classificou para sua trocentésima Libertadores consecutiva.

2º Internacional (65pts / 19V / 8E / 11D / 57%)

Já há algum tempo é apontado como um dos favoritos todos os anos. Mas como é que um time que, hoje em dia, pode ser descrito como a versão gaúcha da fusão entre Vasco e Botafogo pode ser campeão? E ainda por cima com Mario Sérgio Pontes de Paiva como técnico.

Comparei a Vasco e Botafogo porque, com o resultado deste ano, o Inter conseguiu a expressiva marca de ser penta-vice. Além disso, desde que o inter perdeu o título para o Corinthians, no campeonato da máfia do apito, só faz chorar. Neste ano, seu vice de futebol chegou a divulgar um DVD com os pseudo-erros cometidos por árbitros contra o time do sul. Isso, às vésperas da final da Copa do Brasil. Resultado? Vice.

1º Flamengo (67pts / 19V / 10E / 9D / 58%)

No meio do campeonato estava na 14ª posição e ameaçava passar o ano fugindo do rebaixamento. Além disso, um monte de confusões dentro do clube, em ano eleitoral, só fazia atrapalhar. Pra completar, Cuca e sua estranha relação com os jogadores.

Aí Kleber Leite deu o fora, Cuca caiu, Andrade foi efetivado e começou a recuperação de vários molambos do time, chegaram Pet, Maldonado e Álvaro. O time encaixou e, como quem estava na ponta não demonstrava querer o título, parecendo até que não queriam ser campeões, o Flamengo foi chegando, foi chegando… O resto vocês já sabem.

Agora é rezar que não seja feito um desmanche, que cheguem três ou quatro reforços de verdade e que a nova presidente Patrícia Amorim consiga dar um jeito no Flamengo. Porque se tudo for feito como deve, no futebol, nos esportes olímpicos e no resto do clube, poderemos nos preparar para comemorar durante muitos e muitos anos, começando pela participação na próxima Libertadores.

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Depois desse quase testamento, poderia prometer ficar um bom tempo sem falar de futebol por aqui. Mas como o risco de não cumprir é enorme, é melhor ficar quieto. Afinal, a programação inicial é estar no Maracanã, na festa de fim de ano do Zico, em que será formado um time com jogadores que participaram dos seis títulos do Flamengo. Sinceramente, é bem provável que não resista a fazer algum comentário depois disso. A ver.

Não chegou

Fla não aguentou a pressão e entrou em campo nervoso e sem arrumação

Para mim, que sou meio profeta do apocalipse, o Flamengo perdeu o campeonato ontem. Sinceramente, apesar de passar as próximas duas semanas torcendo como louco, fico pensando em todas as chances desperdiçadas e vexames vividos nos últimos anos. E não consigo confiar. Além do quê, ainda há que se torcer muito para mais um tropeço do São Paulo, contra Goiás e Sport. Duro de acreditar…

Resumindo o que aconteceu ontem, o time amarelou. Não de ter medo, mas de não aguentar a pressão. O time entrou nervoso, sem saber o que fazer com a bola, sem poder de decisão. Faltou coragem para ser campeão.

Pra finalizar, o Angelim ainda saiu do campo falando bobagem, sobre uma tal mala branca de no mínimo 300 mil. Sinceramente, contra aquele time mequetrefe do cerrado, a mala podia ser trocentos milhões. Se quer ser campeão, tinha obrigação de ganhar e pronto.

Vamos ver o que acontece agora…

Como tem bobo no futebol…

Além de todos nós que continuamos acompanhando e torcendo pelos nossos clubes de coração, é fácil perceber que, no futebol brasileiro, só tem bobo. Ainda não acredita?

Vamos começar com o Cruzeiro, semi-finalista da Copa Libertadores da América. Recebeu o Barueri em Belo Horizonte. Jogo fácil, claro. Afinal, o time mineiro é apontado como um dos melhores do Brasil e o clube do interior paulista é pouco mais que um time de empresários, sem história e recém-chegado da segunda divisão. Resultado: Cruzeiro 2 x Barueri 4.

Outro exemplo? O Santos recebeu o Atlético Mineiro (autêntico cavalo paraguaio) na Vila Belmiro. Saiu na frente e levou a virada do novo líder do campeonato, com um time que é comandado pelo Diego Tardelli, um atacante que nunca deu certo em clube nenhum em que jogou. Para completar a festa, o maravilhoso árbitro Djalma Beltrami – que tem um extenso currículo de cagadas – acabou o jogo antes da hora (nesse lance, contou com o auxílio luxuoso do quarto árbitro), voltou atrás e ainda anulou um gol legítimo do Santos, o que gol que daria o empate ao time da casa.

Se não bastasse os episódios da Vila, as arbitragens exemplares desse Brasil varonil ainda fizeram das suas nos jogos Santo André X Sport e Atlético Paranaense X Palmeiras. Nesse, Obina finalmente conseguiu o que sempre tentou em quase todos os jogos em que ele esteve em campo e assisti: um gol de bicicleta. Graças ao bandeira infeliz que viu um impedimento inexistente, o folclórico baiano não conseguiu comemorar sua obra prima.

No clássico paulista, o São Paulo levou uma traulitada do Corinthians e o Muricy Ramalho foi demitido. Na saída, acusou Cuca (técnico do Flamengo) de ligar para a diretoria são paulina se oferecendo. Rapidamente, o sujeito negou que o tivesse feito com frases do tipo “nunca liguei nem para desejar feliz aniversário…”. Pois o presidente do clube paulista, Juvenal Juvêncio, deu uma entrevista hoje dizendo que o Cuca ligou sim, mas não para se oferecer e, sim, para pedir conselhos de como enfrentar o caldeirão da Gávea e suas crises intermináveis. Algo natural, pois são grandes amigos.

De quebra, o Tite (técnico do Internacional) nem foi citado na confusão mas se meteu mesmo assim, dizendo para o Muricy não generalizar, dar nome aos bois etc. Muita gente acha (eu, inclusive) que ele se antecipou a uma possível demissão pela perda da Copa do Brasil para o Corinthians e pela perda da liderança do Brasileiro, pois em sua cabeça seria certo que Muricy faria pressão para voltar ao time gaúcho, onde ganhou o Brasileirão 2006.

E com essa bagunça toda, um monte de time chinfrim e eu ainda perco tempo escrevendo sobre o tema. Viu como é fácil provar que ainda tem muito bobo no futebol? A começar por mim.