C’est fini

Se você prefere uma assertiva em português, podemos dizer que foi pro saco. E não pela diferença de pontos que hoje separa o Flamengo da liderança (que ainda pode aumentar em caso de vitória do Vasco). Mas pela maneira como os resultados têm acontecido.

Quem viu o jogo de ontem sabe do que estou falando. Neguinho só pode estar de sacanagem. É um jeito desleixado de estar em campo, sem vontade, sem gana, que irrita qualquer um. Os caras andandoem campo… Prase ter uma idéia de como a coisa foi feia, o Wellington foi um dos melhores em campo.

Vejam a conversa via SMS que tive com o amigo Octavio Machado, iniciada pelos 35 do primeiro tempo e encerrada aos 39 do segundo, logo depois de Deivid (que havia substituído Jael) perder um dos gols mais feitos do ano.

OM: Hoje ta feio demais. Um bandoem campo… Vemgoleada.

GS: Vamos ganhar, calma.

OM: Você é do contra, Flamengo não fez UMA jogada.

GS: Ta jogando mal pra c***, mas tenho a impressão. Jogo bom pra Negueba.

OM: Se ele botar o Diego Maurício, eu mudo pro Multishow.

GS: Perdendo gol assim, não há palpite que se acerte.

OM: Deivid não existe.

Como podem ver, até o otimismo tem limite. Mas acreditava – mesmo após sair atrás no placar – que poderíamos vencer sem maior sofrimento. Porque o time do Atlético Mineiro é horroroso além de qualquer conta. Bastava jogar um pouquinho sério, acelerar um pouco.

E foi o que aconteceu. Nos últimos 15 minutos de partida, o Flamengo perdeu uma meia dúzia de gols. Alguns, como no caso de Deivid, absurdos. Agora, imaginem se tivessem jogado o tempo todo assim? Donde só pode se depreender que os caras estão mesmo de sacanagem. Mas, por quê?

Querem derrubar o Vanderlei? O clube está devendo alguma coisa que não sabemos? Faltam 13 rodadas para acabar o campeonato. Para o hepta? Não sei, parece mesmo que foi pro saco. Porque além de tudo, Ronaldinho – o único que mesmo quando joga pouco ainda faz alguma coisa – continua colecionando cartões amarelos e sendo convocado para a seleção. Ou seja, vai desfalcar o time em três partidas.

Se bobear, o time não se recupera o suficiente nem para se classificar para a Libertadores. É muito duro saber que tem time pra ser campeão mas perceber que os caras não estão muito afim.

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Quase C.Q.D.

Imaginem a cena: sentado no sofá, feliz com o 2 a 1 estampado no placar e com o time jogando de forma consistente, vendo amadurecer o terceiro gol. Bola pra cá, bola pra lá, vejo que Deivid já está sozinho apenas esperando a pelota chegar para fechar o caixão. Nesse ponto, já estou de pé e fazendo algum barulho quando, simultaneamente, nosso grande centroavante dá sua pixotada habitual e Helena, com seus quase dois anos e prestando atenção em tudo o que gente fala para tentar copiar, chega à sala.

Com todos aqueles palavrões de última categoria engasgados na garganta, vejo a pequena me olhando quase assustada enquanto tento arrancar os cabelos e solto a pérola:

– Bobo, feio, chato!!!

E ela, com cara de mau, entra no coro:

– Bobo, fêo, cato!!!

Ainda gargalhava com ela no sofá, quando Damião fez seu golaço (aquele papo de quem não faz, leva).  Passei a mão na cabeça e soltei um ‘putz’. E ouvi, outra vez:

– Bobo, fêo, cato!!!

Pronto, o empate quase com sabor de derrota valeu pela bela lição que não precisei ensinar à moça.

Sobre o resultado em si, o gol perdido por Deivid serviu apenas para confirmar a tese de que a derrota que sofremos, para o campeonato, não mudava nada e que logo logo recuperaríamos os pontos fora de casa. Quase como queríamos demonstrar. E no final, nem foi tão ruim. Afinal, empatamos com um (teoricamente) postulante ao título na casa dele. Então é bola pra frente, que domingo tem aquele encontro com a freguesia tradicional do boteco.

Faltam só 20 jogos para o hepta, abramos nossos sorrisos. Afinal, o gol de nosso camisa 10 (com o providencial empurrão do Messi que marca) e a jogada do segundo gol foram tão ou mais bonitos que a bicicleta colorada.

Viúvas

Logo após o lance bisonho de nosso magnífico centroavante, e mais ainda após a partida, vi muita gente por aí esperneando com frases do tipo “ah, se fosse o Adriano”, “o imperador não perdia essa” e outras semelhantes.

Sou daqueles que deu graças pelo cara não ter vindo, mas – se vale como resposta – lembro que se fosse o Adriano ia dar no mesmo. Porque o cara não jogou até hoje, machucado que está, e Deivid (que não seria mandado embora) estaria em campo para perder o gol da mesma maneira.

Como milhares, já reclamei muito do sujeito. Mas é preciso lembrar que, mesmo perdendo tantos gols absurdos, o cara está brigando pela artilharia do campeonato. Então, que tal – só pra variar – começarmos a bater palmas pro sujeito em vez de tentarmos arrancar sua cabeça. Quem sabe, com um pouco de apoio, ele não passe a render melhor? Sei lá, só uma sugestão.

Morrinha

No final das contas, não é isso o que é importante? Depende do que você espera. Se quer ser campeão, e só isso, ótimo. Se gosta de futebol, se quer ver bons jogos e seu time jogando bem…

Independente da expectativa de quem torce, no entanto, é claro que ninguém joga bem o tempo todo, todos os jogos. E o fato é que, ontem, o Flamengo ganhou jogando mal.

Tirante o fato do jogo com o Coritiba ter sido anteontem, os dois primeiros parágrafos sobre o confronto contra Fluminense servem como luvas para os três pontos conquistados contra o Coritiba. Com um agravante: jogamos ainda pior.

O que me preocupou no sábado foi o modo displicente como o time entrou em campo, assistindo o adversário jogar e até exigindo que Felipe tivesse trabalho. E o desespero que dá quando vemos Wellington e David trocando passes pouco à frente da área, como se fossem Domingos e Biguá redivivos… A gente sabe que não são!!!!

Para o segundo tempo, o profexô colocou Bottinelli no lugar de Muralha (que até agora, entre os profissionais, não mostrou competência nem pra ser chamado de cerca de arame) e as coisas ficaram mais próximas do normal. Pelo menos, passamos a jogar mal no campo do adversário. E até ameaçamos um abafa que terminou no gol de Jael, o Cruel.

Em que pese o passe perfeito para o gol, nem Ronaldinho jogou bem. E nosso aspirante a boxer parece que, no mínimo, tem sorte. E o melhor resumo da partida que vi por aí, foi do amigo Ricardo Freitas Junior via Facebook: “que jogo morrinha!”.

Sobre nossa posição no campeonato, sinceramente, não estou muito aí. Pelo menos por enquanto. Porque temos um jogo a mais que clube estranho de São Paulo que parece ter colocado o santo soldado romano montado sobre um corcel guarani e porque a liderança que interessa de verdade é a da 38ª rodada, como já cansou de lembrar o Arthur Muhlenberg.

Também não custa estar preparado para as duas ou três traulitadas que devemos levar, cedo ou tarde. Mas sem desespero, por favor, pois é do jogo. Por hora, o que importa é que contra nossos dois próximos adversários a vitória é obrigatória: Figueirense e Atlético de Goiás. Só faltam 23 jogos para o hepta e não dá pra perder ponto pra time pequeno.

Sulamericana

Nesta quarta, estreamos contra o Atlético Paranaense. A nosso favor, jogar em casa e não precisar viajar. Além disso, os caras são tão bons que ocupam a honradíssima 19ª posição (ou vice-lanterna, se preferir) do nosso certame nacional. E mesmo antes da metade do longo campeonato, o técnico Renight ameaça vir ao Rio com o time reserva para poupar os titulares na briga contra o rebaixamento.

Assim, se sou o profexô, minha conversa com a turma seria a seguinte: “joguem sério e matem a parada. Enfiem logo quatro ou cinco, que no jogo de volta mando os garotos e vocês ganham a semana pra descansar”. Pra essa turma que adora uma farra, noite de folga é prêmio melhor que bicho.

A vingança de Gargamel

O tabu é uma curiosidade que editores desesperados e sem pautas de qualidade mandam suas equipes explorarem para gerar notícia. Só isso. Não dá pra acreditar, mesmo, que jogadores profissionais se sintam pressionados por histórias das quais muitas vezes não participou. Talvez os garotos.

Sobre o confronto de ontem, encheram o saco com as tais sete derrotas seguidas nos últimos sete encontros. E eu ficava imaginando smurfs e smurfete escapando das armaldilhas de Gargamel. Mas todo tabu, um dia, é quebrado. E ontem foi Gargamel quem riu por último.

Como esperado, Papai Joel armou sua retranca habitual. E o time do Cruzeiro (bom time, por sinal) deu tanta pancada ontem que até o Aírton (!!!) apanhou. Além da armação celeste, que só pensava em destruir e jogava sobre Montillo a responsabilidade de decidir sozinho, nossas estrelas não estavam em noite inspirada. E o joguinho ficou ali, amarrado, um nada acontece danado, até que…

A jogada do gol foi sensacional desde o início, foi uma aula de futebol. Um lateral que, mesmo acossado, não dá chutão. Um meia que se apresenta pro jogo em qualquer lugar do campo. Um meia atacante que mesmo sem inspiração é capaz de jogadas diferentes e decisivas. Um atacante que quando não precisa ficar de costas para três ou quatro marcadores sabe bem o que fazer com a bola. 1 a 0.

O segundo tempo foi só administração. Mesmo perdendo e ameaçando partir pra cima, o Cruzeiro nunca incomodou de verdade. E se não fosse a displicência e uma certa dose de salto alto recheada com firulas desnecessárias, postura certamente provocada pela seqüência de bons resultados, voltaríamos ao Rio com os mesmos três pontos e um placar, no barato, de três a zero.

O importante é que, mais uma vez, ganhamos jogando entre o mal e o muito mais ou menos.

Sábado tem Coritiba no Engenhão. O time que começou o ano como a sensação do futebol brasileiro (e que é uma bosta) é só o décimo colocado do campeonato (não vi se alguma coisa pode mudar depois dos jogos de hoje). Então, é lógico que há a obrigação de vencer. Em casa contra time pequeno? Façam-me o favor. Mas é um joguinho que promete ser chato (além de arriscado). Angelim suspenso, teremos a dupla David e Wellington na zaga: grandes emoções à vista. Aírton levou mais um cartão e está suspenso de novo. Mas Williams, o Messi que marca, volta. E a armação em campo deve ser a mesma de ontem. A única dúvida é se Leo Moura terá condição plena de jogo, pois estamos sem reserva direto para a posição (Galhardo está na sub-20) e o profexô teria que improvisar alguém.

No mais, o que importa é que só faltam 24 jogos para o hepta.

Negócio arriscado

A primeira partida entre Flamengo e Grêmio que lembro com clareza teve gol de Tonho. É, foi a primeira partida da final de 1982, 1 a1 no Maracanã. Nosso gol foi de Zico. Depois, 0 a 0 e a necessidade do terceiro jogo. E Zico passou a Nunes que fez o um a zero que nos deu o bicampeonato.

E desde então, nada mais comum do que encontrar os caras e passar sufoco. Até final de campeonato dentro do Maracanã os caras ganharam da gente.

Some o histórico ao oba-oba pela partida maravilhosa de quarta e pronto. Estava realmente com medo do confronto de sábado, apesar de saber que o time dos caras é muito fraco. Segundo seu próprio diretor executivo de futebol, o Grêmio não tem defesa, não tem meio-campo, não tem ataque. Essa consciência deles só nos obrigava ainda mais à vitória.

E se é verdade que o jogo começou estranho, também foi logo cedo que Ronaldinho mostrou que estava a fim. Uma virada de jogo sensacional foi a senha. E, logo depois do primeiro gol, acabou a partida. Mesmo ficando muito plantado em vários momentos da partida, o time nunca perdeu o controle das ações. E aquela senha dos primeiros minutos foi confirmada com o segundo gol, quando o dentuço partiu pra cima do goleiro para lhe roubar a bola e fechar o placar.

Só faltam 25 jogos para o hepta e o de amanhã, contra o Cruzeiro de Joel Santana e Montillo é de risco. De quebra, a ausência de Wellington que poderia ser um reforço arrisca ser mesmo um desfalque, pois David entrará em seu lugar (o tal Gustavo, contratado no início do campeonato deve ser muito muito ruim, porque nem testado o sujeito foi até hoje). E Williams, o Messi que marca, também não estaráem campo. Aírton e seus cotovelos serão os responsáveis pela contenção e auxílio à defesa. Luxemburgo certamente sabe o risco que isso representa e já avisou aos nossos laterais que amanhã não poderão sair como sempre.

E apesar de ser acossado por alguns amigos da arco-íris pela contagem zagalística que faço desde a primeira partida do brasileirão, o que me dá segurança no título – além do time bom de belas apresentações – é a consciência dos caras, sabendo o que querem, o que precisam fazer e conhecendo suas limitações, certos de que toda boa fase tem fim mas que isso não é o fim do mundo. Vejam abaixo a declaração de nosso sincero forçador de cartões, Thiago Neves.

Tem muito tempo ainda, muitas rodadas. Muitos times podem ser campeões. O Flamengo em 2009 mesmo estava mal, se recuperou e foi campeão. Alguns times que não estão bem no primeiro turno podem se levantar no segundo e chegar. Podemos ser campeões, temos condições, mas uma hora vamos perder. Uma hora vamos sofrer uma goleada, foram dois bons jogos contra Santos e Grêmio, mas não tem nada ganho. Ganhamos duas, mas depois podemos perder duas ou três também.

Insuficiência adjetiva

Menos de cinco minutos. Wellington viu a bola passar a sua frente sem qualquer reação – assim como quem para na frente da TV para ver a oitava reprise de uma comédia. Um a zero pros caras. É claro que fiquei puto, mas o jogo nem tinha começado ainda e dava tempo de virar. Bora pra frente.

Mas aí o bagulho ficou estranho. Eu via o Flamengo jogando muito melhor que o Santos, tocava melhor, chegava mais, mas com menos de meia hora de bola já estava três a zero pros caras. Uma pergunta não saía da minha cabeça: que merda é essa? Sabendo que toda invencibilidade um dia chega ao fim, aquele pessimismo característico do meu eu mais profundo aflorou. Não fazia sentido, mas já esperava a goleada histórica.

Mas aí, aquela história que o dentuço falou quando chegou e que às vezes, nos raríssimos momentos de adversidade que enfrentamos, esquecemos: Flamengo é Flamengo.

Agora, tentem imaginar o cenário. Se conseguirem, aqueles que me conhecem vão entender o quanto eu sofri ontem à noite. Às dez e meia, Helena dormia há menos de 15 minutos, enquanto Adriça e Joana esperavam ansiosas e alertas por qualquer chance para começarem a latir desbragadamente. Ou seja, qualquer ruído ou reação um pouquinho acima de um suspiro provocaria uma reação em cadeia que poderia variar entre o acordar de minha filha que poderia me impedir de assistir a peleja até a expulsão do prédio.

Como é que se assiste um jogo como aquele sem soltar nenhum grito, nenhum ‘ai’, nenhum ‘uhhh’? E aí, a mãe da Helena apegada a um livro, repara na TV e solta um “três a zero, já?” E demos sorte por não poder berrar, porque os impropérios vieram à garganta e, se escapam, o divórcio litigioso seria o mínimo.

Mas não durou muito, porque veio o três a um acompanhado de um olhar sanhudo e de um sentar mais ereto. E veio o três a dois. E sem a possibilidade de soltar os gritos de praxe que ajudam a aliviar – afinal, só 31 minutos jogados –, comecei a delirar enquanto fazia minhas primeiras tentativas de arrancar os cabelos.

E continuávamos jogando muito melhor, apesar dos sustos de praxe provocados por nossa defesa inexpugnável (hahahahaha!). E entre os arroubos e desvarios provocados pela falta dos gritos e xingamentos, ameacei a moça ao meu lado: “saio de baiana, pela contramão na Conde de Bonfim, se o Flamengo não ganhar esse jogo”. E foi só eu calar a boca e Williams, o Messi que marca, empurra Neymar dentro da área.

Bola na marca da cal. Não arrisquei olhar pra ela, mas tenho certeza que enquanto segurava a gargalhada, já fazia as contas de quanto gastaria para comprar a fatiota na Casa Turuna.

Mas Elano fez aquela palhaçada, Felipe fez embaixadinha e no ataque seguinte a partida estava empatada. Naquela altura, enquanto eu sofria para gritar em silencia, batia no peito como um King Kong desengonçado e sem cenário. E já não havia a menor possibilidade de perdermos o jogo.

E o segundo tempo, apesar do susto no início, foi só pra constar. Porque todas as máximas relacionadas aos onze da Gávea valeram ontem: “Flamengo é Flamengo”, “Deixou chegar, f*@#$%” etc. A partida foi moralmente decidida ao empatá-la antes do intervalo.

É certo que o embate de ontem entrou pra história. E basta passar em frente às bancas e visitar os principais blogs e portais para ler as manchetes, todos os adjetivos estão lá. Eu já não os tenho. Só sei que agora faltam apenas 26 jogos para o hepta.

Macaé!!!

Hoje tem jogo, de gente grande. E estou calado sobre o assunto desde o final de semana, tentando superar a frustração com o vexame protagonizado na noite de sábado, na badaladíssima Macaé. E o pior foi ouvir um monte de amigos rubro-negros defender o time. “Nem jogou mal”, “o primeiro tempo até que foi bom”, “só deu azar de não encaixar um contra-ataque no segundo tempo”.

Desculpem aí a falta de educação, mas tem hora que não dá. O time do Ceará é uma bosta e o Flamengo já conseguiu a proeza de empatar duas vezes e perder uma. Só em 2011. Como diria o Caetano, “Alguma coisa está fora da ordem”. Eu diria que há muita coisa fora da ordem, porque um tropeço contra time pequeno é normal, acontece, o futebol é uma caixinha de surpresas (frase nova, diz aí). Mas passou do limite.

Por que não decidiu o jogo no primeiro tempo? Por que recuou tanto no segundo? Por que, na hora de mexer no time, o profexô não empurrou o time para o ataque em vez de aumentar a retranca? Pombas, era o Cearáem casa. Enão foi por falta de Thiago Neves e Ronaldo não. Vexame é pouco.

Cartões

Vamos deixar de hipocrisia né. Desde que o mundo é mundo e o negócio foi incluído no futebol, neguinho força cartão. Pra não viajar porque tem preguiça, pra pressionar o técnico que está prestes a cair e pra não correr o risco de ficar de fora de jogo mais importante. Pois nossas duas estrelas se encaixam em duas das três justificativas. E não estão erradas não, porque pra ganhar do Ceará (o que os caras que ganham salário mais do que razoável não conseguiram) bastava colocar em campo o time pré-mirim.

Imagina se as duas estrelas ficam de fora do jogo de hoje? Não ia estar todo mundo gritando por aí que é um absurdo, como é que dois caras que jogam no ataque tomam tanto cartão etc. etc. etc.? Pois então.

Agora, neguinho toma essa decisão à revelia? Quem é que manda na bagaça? Abre o olho, profexô.

Moleza

Os caras têm o time da moda, os meninos da Vila, além de Elano e a estréia de Ibson. E daí? Basta pensar um pouquinho pra chegar a conclusão que o bagulho é mole. O tal do Neymar não se cria sozinho. Driblador que só ele, pode dar um nó na coluna do Wellington, todo mundo sabe. Então, o negócio é não deixar ele receber a bola.

Pega o Williams e gruda ele no Ganso. Se o cara for ao banheiro, vai junto. E pronto. Para Elano e Ibson (sem ritmo e desentrosado), a marcação comum, por zona, resolve. E também não custa evitar fazer faltinhas perto da área.

Em compensação, com a confusão que arrumaram, nossas prima-donas devem estar a fim de mostrar serviço. Ainda mais contra os badalados praianos. De quebra, nossos laterais não devem ter muito problema para ir ao ataque, porque a defesa deles não das mais seguras.

Encerrando, faltam 27 jogos para o hepta e o placar de hoje será 3 a 1.