Fuja da Amil

AmilOntem precisamos levar nossa mocinha à emergência. Aparentemente, nada grave. Essa rotina de baixar em prontos-socorros é bem comum, quando se fala de crianças. E se é verdade que a saúde pública é um horror, a vida de quem depende de plano de saúde, hoje em dia, não vai muito melhor não (salvo raras exceções).

Vejam a minha situação: sou cliente Amil, plano empresa. Quando fui admitido, explicaram que eu tinha direito, sem custo, a um básico. Mas havia a possibilidade de até três níveis de upgrade, e eu pagaria a diferença. Ok, optei pelo melhor (na verdade, o mais caro).

Se não bastasse, ainda é um plano com coparticipação. Ou seja, além do desconto mensal, sempre que uso ainda pago algo mais. Mas tudo bem, juntando tudo ainda é bem menos do que se eu fizesse um plano por conta própria. E ainda por cima, é Amil, um dos maiores e melhores do Brasil.

Ah, que ilusão…

A regra nos últimos tempos tem sido o atendimento horroroso, com poucos credenciados ruins. Além disso, quando você está na rua e tenta falar com a central de atendimento, o mais comum é não conseguir nenhuma informação pois “o sistema está fora do ar”.

No caso das crianças, é gravíssimo. Emergência pediátrica na Tijuca, bairro onde moro, só há duas. Uma delas, de onde sempre fugimos mas onde acabamos ontem, é o Prontobaby. Dos mesmos donos do Centro Pediátrico da Lagoa, muito bem conceituado mas tão bom ou tão ruim quanto qualquer outro. Ontem, a fila não era grande e não demorou muito para a médica nos atender. Mas além de não dizer nada conclusivo (geralmente é assim nas emergências), a cama do consultório não tinha nem aquele ‘lençol’ de papel que deve ser descartado a cada atendimento.

Só pra registro, é bom dizer que o número de opções em outros bairros ou regiões não é nada diferente.

Mas há algumas semanas, antes do carnaval, já tínhamos enfrentado problemas. A mocinha apareceu com uma infecção urinária e um dos exames indicados era uma ultrassonografia. Depois de ligar para todas as redes de laboratórios disponíveis, com sorte faríamos o exame no final de março. Para um atendimento de emergência! E ao ligar para a Amil, ao invés deles tentarem resolver o problema, começaram a me dar mais telefones de outros laboratórios. Cheguei a perguntar para a atendente se a solução seria parar de medicar minha filha, esperar ela entrar em delírio de febre por conta da infecção para, aí, interná-la. E esse caso também não foi o primeiro…

Resumindo, a Amil é uma bosta! E se alguém ainda acha que isso é novidade, basta lembrar o que aconteceu comigo em novembro do ano passado.

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