Nostalgia e esperança

Fui ao Maracanã muitas vezes com meu pai. Para jogos do Flamengo e do Fluminense e dos outros também, que Maraca no domingo era bom programa. Jogos cheios e vazios. Mas nunca fomos à final. Depois da separação, com a rotina adaptada a um dia no fim de semana e outras aporrinhações, nunca mais.

Fomos a jogos importantes, como as semi-finais do brasileiro de 1984. Mas não mais que isso. E nem sei dizer como seria, cada um torcendo para um time.

Hoje está tudo muito diferente. Meu pai não tem mais paciência pra estádio e eu parei de freqüentar desde que o Maracanã fechou para as obras da Copa (Engenhão ninguém merece). E hoje tenho duas filhas.

Juntando as duas famílias, só eu sou rubro-negro. E para não correr o risco de perder as petizes definitivamente por uma pressão desigual feita pelo outro lado, o combinado desde que Helena nasceu é que ninguém faria força, falaria muito no assunto ou daria presentes temáticos. E assumimos que ela é América. Mais neutro, no Rio, impossível. Com Isabel, o procedimento será o mesmo.

E pra não arrumar confusão, me seguro. Mesmo. Firme em mim a esperança de que – naturalmente, por e para serem felizes – serão rubro-negras. Mas, ontem, não resisti. A camisa nova chegou, linda, e fiquei todo pimpão desfilando pela casa. E quando perguntei se estava bonito, Helena disse que sim. Como disse, esperança…

Coincidência, hoje faz doze anos que Petkovic fez o gol mais importante da sua carreira, de falta, aos 43 minutos do segundo tempo. O gol de mais um tri. E aí dei de cara com essa texto no blog do Rica Perrone. Um bom tanto de saudade da minha infância, um bom bocado de que um dia estarei na arquibancada ao lado das minhas moças.

Um domingo qualquer

Petkovic comemora o gol que deu o tricampeonato ao Flamengo em 2001 / Foto: Ana Carolina Fernandes/FolhapressEra um dia frio, sem chuva.  Seria um dia chato, não fosse o Maracanã lotado e a expectativa de um título. Ele não era fanático, sequer tinha visto o estádio lotado na vida, até então.  Tinha 13 anos e torcia, timidamente, para o Palmeiras, apesar de morar no RJ.

Naquele domingo seu pai o levou na final.  De bandeira, camisa e ingresso na mão, chegou assustado com a multidão. Entrou faltando 15 minutos pra começar e, quando olhou em volta, disse: “Pai, quantas pessoas tem aqui?!?”.

– Muitas, filho… uma nação inteira, disse o pai.

Aquela multidão explodiu em faixas, bandeiras e papel picado minutos depois.  O garotinho se encolheu com medo e sentou.  Com 1 minuto de jogo a torcida levantou e não deixou que o guri visse mais nada. Ele ouvia, sentia, mas não assistia.

Seu pai, rubro-negro fanático, não tinha muita esperança de que seu pivete palmeirense um dia se envolvesse com futebol. Jamais mostrou grande interesse, e só torcia porque tinha um amigo que era palmeiras.

O Flamengo saiu ganhando, mas não bastava. Tinha que ser com 2 gols de diferença, ou nada. Seu pai explicou que “faltava um”, e o garotinho não entendeu. Afinal… vitória não é vitória de qualquer jeito?

Sofreu um gol, e ele não tirou sarro do pai como sempre fazia. Ficou triste, como que contagiado pela multidão. O outro lado, 40% do estádio apenas, fazia barulho, e ele ouvia o silencio da nação a sua volta. Segundo ele, o silencio mais dolorido que já escutou na vida.

O Flamengo fez o segundo, e o garotinho, se envolvendo com o jogo, vibrou. Pulou no colo do seu pai e o abraçou como se fosse um legítimo urubuzinho.

Não era, ainda.

A torcida começou a cantar o hino, que ele sabia de cor de tanto ouvir o pai cantar.  Pela primeira vez, cantou num estádio, e fez parte da nação. A angustia de milhares não passou em branco. Em mais alguns minutos o garotinho suava e já rezava de mãos grudadas ao peito.

O Flamengo virou, mas não bastava.

40 minutos do segundo tempo. Mesmo com 2×1 no Placar, a nação ouvia gozações do outro lado. Ele não entendia, e fez o pai explicar, mesmo num momento dramático do jogo.

Atencioso, o pai sentou e contou pro garoto que o Flamengo precisava ter 2 gols de vantagem, porque a vitória por um gol empataria a soma de 2 jogos, e o empate era do rival. Ele não entendeu bem, mas simplificou em sua cabeça: “Mais um e ganharemos”.

Opa… “ganharemos”?  Ele não era palmeirense?

E então, aos 43 minutos, onde alguns já se mexiam na direção da saída, uma falta do meio da rua.  Seu pai vibrou e ele questionou: “O que foi? Foi pênalti!? “

– Quase isso, filho!! Dali pro Pet é pênalti!!, profetizou o pai, ignorando a distancia da falta.

A cobrança… o silencio eterno de 1 segundo e a explosão.  Gol do  Flamengo! Petkovic! E seu pai o abraça como nunca abraçou em toda sua vida. Pula, joga o garoto pra cima, beija, chora…

O garotinho, numa mistura de susto com euforia, olha em volta e, de braços abertos, comemora em silencio um gol que não era dele.  Sem razão, ele chora. E chorando, abraça o pai que, preocupado, rompe a alegria e pergunta: O que foi? O que foi? Se machucou?

– Não…  Eu to feliz, pai!

Sem mais palavras, o pai sentou e abraçado ao garotinho deu um abraço de tricampeão. O jogo acabou, e os dois continuaram abraçados.

A festa rolando, os dois assistindo a tudo aquilo emocionados, o garotinho absolutamente embasbacado com a cena, já que nunca havia visitado um estádio lotado, muito menos uma decisão. O pai olhava pro campo e pro filho, porque sabia que, talvez, aquele fosse seu único momento na vida onde teria a imagem de seu garoto comemorando um titulo do time dele.

E chorava, sem vergonha nenhuma de quem estivesse em volta.

O menino foi embora pensativo, eufórico. Em casa, contou pra mãe com uma empolgação incomum sobre tudo que viveu naquela tarde. E não falava do jogo, apenas da torcida.  Iludido por uma frase, contou pra mãe:

– Aí, no finalzinho, teve um pênalti! E o Flamengo fez o gol…
– Não filho… não foi pênalti! Foi de falta.
– Mas você disse que foi pênalti…
– Era modo de falar…. hahahahahah
– Então, mãe…  aí, o cara fez o gol e a gente foi campeão!!!

Pronto. Aquele “a gente” fez o pai parar de colocar cerveja no copo, virar a cabeça lentamente e perguntar, com medo da resposta:

– A gente, filho?

(silencio…)

– É pai! O Mengão!!!!!

Emocionado, o pai abraçou o garoto e não falou nada. Ali, seu maior sonho virava realidade. A mãe entendeu, deixou os dois na cozinha e saiu de fininho, enquanto o pai começava a contar de uma outra final que viveu em mil novecentos e bolinha, com toda a atenção do novo rubro-negro.

Hoje o garoto  tem 21, completados há alguns dias.

Quando seu pai perguntou o que ele queria de presente este ano, a resposta foi essa:

– Dois ingressos, uma bandeira, a camisa nova e ver você chorando igual aquele dia.

E há quem diga que “futebol é bobagem”…

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Achava que a festa de despedida de Pet poderia atrapalhar e corríamos o risco de tropeçar hoje. Pois não é que empatamos o jogo e a festa não teve nada a ver com a história? O gringo entrou jogando na vaga de Thiago Neves, que está na seleção. E entrou bem, jogando bem. Não fez gol, é verdade, mas fez boas jogadas, lançamentos e colocou Wanderley na cara do gol. O problema é esse, era o Wanderley.

O Flamengo começou o jogo claudicante, Felipe já fez um quase milagre aos dois minutos. O Corinthians jogava melhor e e saiu na frente, mas ali pelos 25, o jogo já estava equilibrado. O segundo tempo foi todo do Flamengo, mas ninguém conseguiu empurrar a bola pra dentro.

Junior César entrou e já mostrou que, apesar da boa fase, não dá mais pra Egídio. Ainda faltam um zagueiro e, pelo menos, um atacante de verdade. E é bom que cheguei logo, porque não dá pra ficar perdendo ponto bobo toda hora. Nos últimos anos, os campeões tiveram aproveitamento entre 68 e 70%. O nosso, em três jogos, é de 55. Mas é só ganhar o próximo jogo (mole!) contra o Atlético do Paraná, em Curitiba, que chegaremos a 67%, bem próximo da meta. É bom não bobear porque só faltam 35 jogos para o hepta.

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Foi ridículo. Mas foi muito bom também. Falo do empate de ontem contra o Bahia, depois de virar o jogo e ter um a maisem campo. E foi ridículo por vários motivos.

O Flamengo dominou o jogo desde o início, mas levou dois gols idiotas. Sem problemas, essa é uma das graças do negócio. Mas aí, virou o jogo e ficou com um homem a mais em campo. E o que deveria fazer então? Tocar bola, deixar o tempo passar e partir na boa pra tentar matar o jogo. Porque os caras jogavam em casa e, com 10, 9 ou 300 em campo, tinham a obrigação de partir pra cima pra diminuir o prejuízo.

E o Flamengo começou a tocar bola – a ponto da turma que transmitia a partida na Globo chegar a fazer comparações fora de qualquer realidade, com o Barcelona. Só que a bola ficava rodando do meio campo pra trás, justo onde não é seguro. E como, pra completar, o profexô teve uma diarréia mental e colocou Jean e Fernando em campo, o Bahia empatou.

Se não ficou claro, vou repetir: o Flamengo, com um homem a mais em campo, cedeu o empate ao Bahia – a maior coleção de jogadores renegados do futebol brasileiro. O tricolor da boa terra tem um time tão ruim que o Flamengo deveria ter ganho mesmo não jogando tão bem. Mas não ganhamos.

O lado bom disso é que baixou um pouco a bola da turma depois da impressão de timaço que ficou após a goleada contra os reservas do Avaí, na estréia. E ter a exata dimensão de suas qualidades e defeitos é muito importante.

Sobre a liderança perdida, façam-me o favor né. Estamos na segunda rodada e todo mundo sabe que o importa é estar na frente na última. Ou não se lembram quando foi que assumimos a ponta da tabela na campanha do hexa? O que me preocupa agora é o próximo jogo, de altíssimo risco por conta da festa de despedida do Pet. Então, o clima pode atrapalhar um pouco e um tropeço contra o time do Parque São Jorge não deverá ser tratado como surpresa.

P.S. 1: Egídio jogou bem duas partidas seguidas. Começo a desconfiar que os maias estavam certos…

P.S. 2: Faltam 36 jogos para o hepta.

10 anos, 43 minutos

Taquipariu

Essa foi a palavra que mais ouvi ontem, enquanto assistia o jogo do Flamengo no boteco que fica embaixo da minha janela. É, não estou maluco não, é uma palavra mesmo. Não sei de outros lugares, mas usar a expressão completa – aquela que deu origem ao termo acima – no Rio, só em casos especialíssimos. Tão raro que vale até falar separando as sílabas.

E vamos combinar que ver o Flamengo pagar vexame na Libertadores, em pleno Maracanã, já não tem nada de especial. Aliás, está quase virando rotina.

Eu queria entender algumas coisas, entrar nas cabeças dessas sumidades que jogam bola por aí. Porque o Flamengo não entrou em campo como quem disputaria uma partida eliminatória da competição mais importante do continente. Mais parecia que se divertia em um jogo de solteiros contra casados, todos vestidos de mulher e de salto, em pleno carnaval.

E eu ainda me impressiono. Se há a máxima de há coisas que só acontecem ao Botafogo, o que dizer do meu time? Que há coisas de que só o Flamengo é capaz? Taquipariu… E ainda vem o Rogério dizer que ‘estamos feridos mas não estamos mortos’? Taquipariu!!!

A defesa do Flamengo fez um jogo bisonho, Léo Moura apagadíssimo, Juan deveria ter sido expulso quando simulou a falta ou o pênalti. É isso mesmo, não importa se ele fez o segundo gol. Como é que um sujeito corta o zagueiro, tem a área inteira à sua frente e, em vez de fazer a jogada, se joga? Kleberson uma nulidade, Rômulo uma zebra, Michael ninguém viu, Love e Adriano perderam gols que a mãe do Tadeu Schmidt faria, Pet não adiantou e Denis Marques… Como é que alguém coloca o Denis Marques pra jogar profissionalmente? E pensar que um dia eu reclamei do Kita…

Cacete, o Flamengo jogou de maneira tão absurda que foi dominado por um time pior e com dez jogadores em campo durante o segundo tempo inteiro? Agora, tem que ganhar de 2 a 0 lá. Dá? Claro que dá, mas vai ter que jogar sério. E bem. Será que consegue?

O primeiro jogo do resto de nossas vidas

Pra não passar em branco, afinal o jogo acontece daqui a pouco. Para o Flamengo, o jogo do ano; para o Corínthians, o jogo do centenário. E o time do Rio tem uma chance de ouro hoje à noite, desde que jogue com inteligência. E se isso acontecer, pode matar a disputa no primeiro tempo.

É claro que o Corinthians, jogando em casa, estádio lotado e precisando ganhar, vai partir pra cima, tentar sufocar logo de cara. E se os caras conseguirem fazer um gol logo cedo, não sei se o time saberá lidar com a situação.

Com os caras sufocando desde o início, começaria o jogo prendendo os dois laterais que, junto com os volantes, fariam o ferrolho. Em compensação, sairia jogando com Pet e Vinícius no meio. Assim, aproveitaríamos o espaço para o contra-ataque que será oferecido. Com Vinícius e Love correndo de um lado para o outro e Adriano na referência do ataque, o sérvio teria opções pra esticar as bolas. E estamos cansados de saber que o cara coloca a bola onde quer. Como o gringo não tem pernas para o jogo todo, seria uma armação apenas para o primeiro tempo.

Mas não temos um técnico com coragem para fazer isso. O Rogério não fará isso. Ele e a grande maioria dos técnicos de hoje se preocupam antes em não tomar gol. Ainda mais com a vantagem do empate. Então, Pet fica no banco e começamos com três volantes e Vinícius como responsável por fazer a ligação. Como o sujeito tem muita dificuldade de acertar passes de dois metros, caberá a Leo Moura e Juan a armação do ataque. Ou seja, Joel continua no Botafogo. Mas sua escola está de volta à Gávea.

É claro que pode dar certo. Mas será muito mais difícil do que poderia. Se eu acho que o Flamengo passa? Tenho muitas dúvidas, não sei se agüentaremos a pressão. Racionalmente, é jogo para o Corinthians se classificar. Mas como o Flamengo é capaz das maiores conquistas e das piores derrotas…

P.S. 1: Já tem amigo rubro-negro fazendo bolão para adivinhar qual será o rubro-negro expulso hoje à noite. Pois é bom que o time se comporte, porque não é todo dia que vamos jogar bem e ganhar com um a menos. E o Flamengo anda abusando da sorte.

P.S. 2: No jogo do Maracanã, logo após a expulsão do Michael, enviei torpedo para três amigos rubro-negros. Começamos hoje a descobrir qual o tamanho da minha capacidade de vidência.

Boladas

Tenho tentado não pensar em futebol nos últimos dias, claro, graças ao papel pífio que o Flamengo tem feito nos últimos tempos. Mas o fato é que, mesmo sem merecer, começamos a disputar amanhã a segunda fase da Libertadores, em um embate que a emissora oficial está tratando como o encontro das nações, ou algo assim. Então aproveito o clássico como pretexto para fazer algumas observações sobre o violento esporte bretão.

Fla

– Depois de toda a confusão que culminou nas demissões de Andrade e Marcos Braz, o clube está momentaneamente sem vice de futebol, ainda somos obrigados a aturar o Isaías Tinoco e, interinamente, Rogério Lourenço será o técnico do time. Bom zagueiro criado no clube, conquistou – entre outras coisas – o Brasileirão de 92. Trabalhou nas divisões de base do Flamengo e, nos últimos tempos, era um dos assistentes do Tromba. Não acho que seja técnico para o Flamengo, mas se tiver sorte e passar pelo Corínthians, pode ser efetivado. Se acontecer, é bom colocarmos as barbas de molho, porque Rogério conseguiu ser vice-campeão mundial de juniores com o melhor time da competição.

– Como diz o Octavio, não está na hora de Zico parar de falar e começar a ajudar de verdade não? Assume o negócio Galo, é só dizer que quer, a presidente já abriu as portas.

Fla X Corinthians

– É um clássico e, como tal, independente de momentos e campanhas anteriores, não há favorito.

– Em tese, além do bom momento, paulistas saem na frente. Têm um padrão bem definido e sabe fazer o jogo correr, toca bem a bola. Diferente do clube carioca que tem prescindido de uma armação bem feita (e o Pet está no banco…) e acaba vivendo de contra-ataques ou fazendo ligações diretas.

– Em tese, apesar das turbulências, cariocas saem na frente. Têm um elenco melhor, que pode até mudar o time completamente durante o jogo, de acordo com as circunstâncias. O problema é que começou mal, com a escalação de três volantes. O responsável pela armação será o Michael. E ele vai ter que fazer mágica…

– Rogério ressuscitou Rômulo e o colocou ao lado de Williams e Maldonado. Em boa forma, o garoto é muito melhor que Toró (segundo o Jefferson, eu não lembro do moleque). Para mim, isso não é vantagem, qualquer um é melhor que Toró. Minha preocupação, além da presença de um cabeça de área sem ritmo, é a ausência de gente criativa no meio campo. Jogando em casa e precisando fazer resultado para administrar na segunda partida, não consigo compreender a escalação.

– Sempre que se enfrentam em um grande jogo, surgem novas pesquisas sobre o número de torcedores de cada clube. A última, do Datafolha, mostrou uma diferença de apenas 3% entre Fla e Corinthians, configurando um empate técnico A melhor resposta para isso está aqui.

– Outro amigo, o baiano Elmo, fez a seguinte declaração: “é na hora do sufoco, quando menos se espera, que os grandes times como Bahia e Flamengo nos surpreendem”. Não sei se rolo de rir ou se ajoelho a rezar para que esteja certo.

– É pouco provável, mas não estranharei se o time do Flamengo entrar em campo comendo a bola e acabar ganhando bem para dedicar a vitória ao Andrade. E com o Maracanã lotado, tudo é possível.

Flu

– Muricy arrumou confusão no Palmeiras porque a Traffic queria e conseguia escalar o time. E veio para o Fluminense, que tem uma relação ainda mais íntima com a Unimed. Tudo bem que ele quer experimentar o mercado carioca, variar um pouco, mas alguém acha que isso vai dar certo de verdade?

Dunga e Seleção

– Ainda falta uma meia dúzia de 15 ou 20 dias para a convocação final da seleção. E está todo mundo fazendo pressão para se convocar esse ou aquele. Especialmente Ganso e Neymar. Dificilmente acontecerá e, no fundo, todo mundo sabe disso. Torço, sinceramente, para que o Ganso seja levado, é bola demais e uma baita opção para o meio campo da seleção.

– Neymar também é bola, não sou louco, mas ainda é muito presepeiro. Diferente do meio campo, ainda há opções para o ataque

– Mesmo que tenhamos alguma novidade, não será nada radical. Vamos à copa com um time em que vários jogadores são reservas em seus clubes, mas que fazem parte da ‘Família Dunga’, modelo herdado de Felipão e inflado pelo fracasso de 2006. Ou seja, vamos ter que aturar os josués, julios batista, elanos e felipes melo da vida. Além disso, como o Rica Perrone lembrou muito bem, Dunga está nos dando exatamente o que pedimos depois da última copa.

– Concordo com Zico, Roberto Carlos ainda é o melhor lateral esquerdo do país. E apesar da cena do meião, não foi o culpado (pelo menos não foi o único) do fiasco alemão (ainda acho estranho ser o quinto melhor do mundo e dizer que isso é um fiasco).