9

Foi no último fim de semana, durante a viagem do feriado, que caiu a ficha. Com o peso de uma bigorna, é bom que se diga. 9!

Foi um fim de semana especial pra ela, que pelas circunstâncias, pelos relacionamentos ao redor das duas mais novas, sempre abre mão de tantas coisas, sempre disposta a fazer tudo certo e ajudar até quando não precisa.

Foi um fim de semana especial pra ela, com tanta liberdade. E ver sua independência e sua personalidade florescerem em todos os aspectos. Essa moleca é do balacobaco.

E foi um fim de semana especial pra mim, que pelas mesmas tais circunstâncias, tenho tão poucas oportunidades de estar só, de fazer coisas, de ter conversas só com ela. Ao mesmo tempo que ela ficou tão livre e solta, há muito não tínhamos tantos momentos só nossos.

E ela chegou aos 9. E a tal bigorna pesa entre os momentos em que ela já se comporta como a adolescente que será muito em breve e aqueles em que ela – talvez sem se dar conta – ainda se permite ser uma criancinha que rola de rir com um palhaço sem graça. Entre a garota que já tem vergonha dos micos do pai e a menina que pede colo.

9. Já faz 9 anos que ela chegou, que minha vida virou do avesso, que minha vida ganhou sentido, todos os clichês possíveis, imagináveis e muito reais.

Vi por aí que o 9 representa a mais alta forma do amor universal. Taí a definição.

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Chillie

Runaway / ReproduçãoPode parecer coisa de maluco. Mas gosto muito de coisas antigas – carros, móveis, aviões, acessórios e o que mais. Sempre quis ter em casa uma daquelas geladeiras antigas, tipo Frigidaire, acho lindas.

Não sei, gosto de viajar um tanto sobre o assunto, defendendo que isso tem muito mais a ver com valores do que com a idade e qualquer espécie de saudosismo. Vocês certamente conhecem a frase “já não se faz mais (qualquer coisa) como antigamente”. E não mesmo, claro, é pra frente que se anda e tal e coisa.

Mas gosto da idéia de um mundo bastante mais artesanal e num ritmo mais cadenciado. Por exemplo, quando comparo as imagens das linhas de produção de carros de hoje, com seus robôs, com as de muito tempo atrás, como pessoas cumprindo suas tarefas.

Gosto de pensar e até sentir que aqueles objetos, dos maiores aos menores, tinham e têm alma. Voltando às geladeiras, que me perdoem os modernosos e modernistas, não é possível comparar a diferença de personalidade da velha Frigidaire com as novas e cromadas e impessoais.

Então encontrei o filme abaixo. Mais um de estudantes, criado, animado, dirigido e produzido por Susan Yung, Emily Buchanan e Esther Parobek, no Ringling College or Art and Design.

Runaway fala de um mal entendido, nos dias de hoje, entre uma geladeira dos anos 50 e seu dono. Um filme terno, quase bobo, mas que vale para marcar a chegada do fim de semana, hora de diminuir o ritmo, aproveitar as horas etc etc etc.