Crônica de sexta-feira (17)

Aquela coisa de Facebook. A turma posta, a galera compartilha e chega a você, mesmo que não conheça quem contou a história. Essa aí embaixo foi publicada por Carolina Raro Schimidt. Já não sei mais se foi na terça ou quarta ou sei lá quando. Mas quando recebi o texto do Rodrigo, foi impossível não lembrar dela.

Trocador gentilNão sei infelizmente seu nome, mas esse trocador – junto com o motorista que não pude fotografar – forma uma dupla sensacional! Minha viagem começou na praia do Flamengo às 12h45, aonde eu fiz sinal para o ônibus 107 (Central-Urca). Gentilmente, o cobrador pediu para eu entrar pela porta de deficiente. Não entendi muito bem, mas obedeci. Logo depois, subiu uma cega. O motorista só andou quando o trocador se certificou que a senhora estava sentada e bem. Logo depois, perguntaram onde ela ficaria e, assim, seguiram seu percurso. Sempre pedindo pras pessoas entrarem pela porta de deficiente, pois a principal estava quebrada. Mesmo com o transtorno, seguiram viagem tranquilos, felizes, não deixavam de dar boa tarde e se desculpar pela porta quebrada uma vez se quer, além de serem extremamente pacientes com os idosos que demoravam mais pra subir pela outra porta. E simpáticos. Quando a senhora cega perguntou o segredo de tanta hospitalidade e bom humor aos dois, o motorista respondeu: “minha senhora, de estressante já basta o trânsito e o calor. De que adianta eu ficar de cara feia? Eu quero mais é felicidade!” Por fim, deixou a senhora em frente ao local desejado, independente de ser ponto, e coincidentemente onde também desci. Os dois esperaram ela entrar no local e seguiram. Fiquei assistindo aquela cena com o coração muito surpreso e feliz! Mesmo sem ar condicionado, mesmo sem lugar pra sentar, saí daquele ônibus leve e sorridente!!!! Incrível como um pouco de simpatia, bom senso e cidadania é capaz de contagiar pessoas de um ônibus inteiro, que automaticamente ao saírem dele, agradeciam e desejavam aos dois tudo de melhor. OBRIGADA senhor motorista e senhor trocador, vocês são um exemplo de seres que muitos humanos deviam ser!!!!!!!! TUDO DE BOM À VOCÊS!

E o nosso colaborador compulsório de quase todas as sextas mandou esse aqui.

Utilidade pública

Lá vai mais uma crônica que pode ser classificada como utilidade pública, até parece uma reportagem, pois trata-se de tema urbano, comum a todos nós, cidadãos metropolitanos.

É que eu decidi que não posso ficar guardando, só pra mim, algumas ideias, algumas iniciativas que penso em colocar em prática, mas não coloco. E quem sabe, escrevendo, tornando-as públicas, alguém pode abraça-las e tocar o barco pra frente. Outras ideias ainda manterei em segredo, por enquanto, mas, quem sabe, aos poucos, vou divulgando-as, pensando sempre no bem comum, no bem público, sentimentos tão raros hoje em dia, principalmente naquelas pessoas que foram designadas pela sociedade para justamente pensar, planejar, criar, implementar, acompanhar e controlar assuntos de interesse de todos, social, do cidadão.

Transporte coletivo urbano, este é o assunto e vou direto revelar minhas imaginações, nem todas idealistas, utópicas, pelo contrário, algumas bem práticas e realizáveis. Como vocês todos bem sabem, se o transporte coletivo melhorar, muitos carros deixarão de circular com uma pessoa. É uma conclusão óbvia e, acredito, unânime. Então, o que podemos propor aos órgãos que cuidam do transporte coletivo, aos vereadores, aos secretários, aos empresários, aos prefeitos e a quem mais de direito? Muita coisa, né, e da minha parte escrevo logo.

– ônibus com piso baixo: por que dois ou três degraus pra entrar no ônibus?

– roleta: parece um obstáculo a ser transposto, uma barreira. É preciso redesenhá-la, torná-la mais confortável para o passageiro.

– acabar com o trocador: calma, sindicalistas, não quero tirar o emprego de ninguém, pelo contrário. Todos para a sala de aula para treinamentos de gentileza urbana. A passagem deve ser paga com cartão, para segurança e conforto de todos. O trocador passa a ser um auxiliar, informando o itinerário, os pontos de parada, os horários. E dando algumas informações turísticas e sobre hospitais, escolas, empresas, conexões com outras linhas e, é claro, cobrando a passagem daqueles desavisados que não sabiam, que não leram e não foram informados que a passagem só pode ser paga com cartão. Este auxiliar pode, também, ficar em alguns pontos, ajudando os usuários.

– ar condicionado: é óbvio demais, né?

– pontos finais: acomodações simples mas dignas para os motoristas descansarem. Afinal, eles têm uma responsabilidade enorme, conduz pessoas!!!!! Uma salinha, uma água, biscoitos… Quem sabe uma massagem? É sonhar demais? Então um jornal pra ler e uma TV pra ver um pouco do futebol ou o noticiário geral.

Tudo isso não é pra ser feito de uma vez, por decreto. Impossível! Vamos escolher uma empresa-piloto e fazer as experiências. Vamos convidar os fabricantes de ônibus e conversar, vamos nos reunir com associações de bairros e moradores e trocar ideias. Cada um, com certeza, pode e deve contribuir, pois eu acredito que o interesse e a responsabilidade é de todos. E todos podem sair ganhando.

Meu(inha) prezado(a) leitor(a), se você conhece alguém que trabalha com transporte coletivo, conhece alguém que pode dar uma abrangência maior a este conteúdo, por favor, fique à vontade. O meu maior desejo é apenas contribuir para minimizar este problema crônico das metrópoles. Lá em cima está escrito: gentileza urbana. Sou louco por esta expressão, que eu conheci num jornal afixado num ônibus. O jornal é da BHTrans, órgão que cuida – ou descuida – do caótico e inexplicável trânsito da minha querida roça grande.

Gentileza urbana é o princípio básico para alcançarmos muitas soluções que todos nós precisamos urgentemente. É coisa séria, trata-se da qualidade de vida de todos nós.

Gentileza urbana. Como cidadão, jornalista, relações públicas e tentando ser cronista semanal, procuro fazer a minha parte, com a ferramenta que mais posso usar: as palavras.

Rodrigo Faria

Ah, quase esqueço da trilha sonora. Atenção para a vinheta de abertura, tudo a ver com o tema de hoje.

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Foto do dia: Steven Dempsey

Nada demais, na verdade. Mas quando vi a foto, lembrei desses menores que se apresentam no lugar dos outros ou fazem suas próprias cagadas, lembrei dos atropelamentos por ônibus, lembrei dos criminosos confessos que por artimanhas de advogados não vão presos.

Ah, e lembrei também do José Dirceu e sua turma.

Breaking Out / Foto: Steven Dempsey

Será que a foto de uma pizza ou algo do gênero cairia melhor?

Os sinais e a resposta vazia

Sou morador da Tijuca. Especificamente, da Usina. Pra quem não conhece, um sub-bairro que o Alto da Boa Vista e a Muda (outro sub-bairro). Um pedaço de terra que virou sinônimo de horror por conta das favelas nos morros do Borel, Formiga e Casa Branca.

Farra do boi

As favelas estão pacificadas (Deus sabe até quando) e o bairro é bem aprazível, com temperatura amena (para os padrões cariocas, claro). Aos pouquinhos, vai voltando a ter vida, comércio reabrindo etc. Mas ainda é uma espécie de farra do boi.

O povo é mal educado e não é raro termos problemas com barulho de festas, muitos edifícios estão mal tratados por puro desleixo, há casas antigas abandonadas e andar nas calçadas é como uma espécie de gincana fugindo de cocos de cachorro que muitas vezes parecem bombas (até hoje não entendo qual a dificuldade das pessoas em levar um saco plástico para recolher sua sujeira e jogar no lixo).

O trânsito não é diferente e os sinais, na maior parte do tempo, são meros ornamentos. Quase tratados como luzes de Natal que piscam o ano inteiro. E como na maior parte da cidade, motoristas de carros fazem cagada. Mas vans e ônibus capricham, se superam dia a dia.

Os sinais

UsinaNa imagem acima, há três sinais marcados. O número 1 fica na esquina de Conde de Bonfim e Santa Carolina. Durante o dia, ainda há algum (pouco) respeito, mas à noite é o caos. Quem circula pela via principal, só para se for obrigado. Com sorte, diminuem a marcha. Pela transversal, os carros ainda param. Mas os ônibus avançam insistentemente. E ainda ficam ofendidos quando um pedestre atravessa à sua frente.

O número 2 é um sinal de pedestres que fica em frente a uma escola. Se não há alguém na beirada da rua pra atravessar, ninguém (ninguém mesmo!) para. De dia e de noite.

O número 3, esquina de São Miguel com São Rafael, também fica em frente a uma escola e a 40 metros de uma creche. E sofre do mesmo problema do segundo. Não há diferença entre carros, vans e ônibus.

Quase atropelamento

Tive um probleminha no número 2, na segunda-feira à noite. Depois do trabalho, saí a passear com Adriça e Joana. Como faço diariamente, parei na beirada da rua (se parar na calçada, ninguém te vê) e fiquei esperando o sinal fechar. E na hora certa, comecei a atravessar. E quando estava no meio da rua, lá veio o ônibus. Nem aí. Se eu estivesse distraído, teríamos ido os três pro beleléu.

Só pra constar, já vi a cena acontecer outras vezes, inclusive com crianças, e a única solução real é instalar radares em cada um dos sinais.

Resposta vazia

Como o ponto final era perto, fui até lá e reclamei com o fiscal que prometeu tomar alguma providência. Não sei se algo aconteceu. Também tratei de ligar para o 1746 (Central de Atendimento ao Cidadão) e fiz o registro. Ônibus da linha 604 (integração Usina – Metrô Saes Pena), numeral A50131, Auto Viação Tijuca, às 19h11 do dia 1º de abril de 2013, na rua Conde de Bonfim, em frente ao Colégio Regina Coeli.

Cinco dias esperando a resposta que chegou hoje. Resposta vazia como vocês podem ver abaixo, sem qualquer tipo de definição sobre o assunto, nenhuma providência específica.

Resposta 1746Como vivo em uma área da cidade que não será afetada diretamente por nada relativo à Copa ou Olimpíada, nada vai acontecer. Como não morri atropelado, como a história não foi noticiada em grandes sites, jornais ou TVs, nada vai acontecer. Como a agência reguladora não faz seu trabalho (tai o metrô e as barcas que não me deixam mentir), nada vai acontecer. Como a CET-Rio é ineficiente, como vemos diariamente nos engarrafamentos da cidade, Porque o Rio – fora dos canteiros de obras para os grandes eventos – está abandonado. E continuará assim.

O sentido das coisas

Protesto de rodoviários na Av. Brasil / Foto: Renata Soares/G1Essa é a foto de um “protesto” dos rodoviários do Rio sendo dispersado pela PM. Entre aspas porque, quando alguém quebra algo ou joga algo em alguém, é vandalismo e violência. Pois foi o que aconteceu hoje, pouco depois do meio-dia, antes da assembléia que seria realizada em clube de Guadalupe.

Tentaram evitar que alguns ônibus que passavam pelo local continuassem a circular. Conseguiram quebrar o retrovisor de um (não sei como) e jogaram ovos em outro (ou outros, sei lá).

Mas a questão aqui é outra, é a foto e a compreensão de que o sentido das coisas está em tudo.

Por exemplo, jamais iria ao Maracanã torcer pelo Flamengo de smoking. Da mesma maneira, não poderia ser padrinho de casamento de alguém usando bermuda e chinelos. Além de eventos específicos, não se pode esquecer que a roupa que usamos sempre diz muito sobre nós mesmos, quem somos, até o que pensamos. Donde se conclui que o cuidado com ela – a roupa e sua apresentação – não é apenas um detalhe.

Com a máxima de que, muitas vezes, uma imagem vale mais do que mil palavras, olhem a foto outra vez e reparem na camisa que o rapaz em primeiro plano, no canto direito está usando.

Não é mesmo uma beca absolutamente adequada para alguém que está em greve?

Pra constar, os 10 mandamentos do baiano são os seguintes (mesmo que em ordem diferente da camiseta do moço):

1 – Viva para descansar.
2 – Ame a sua cama, ela é o seu templo.
3 – Se vir alguém descansando, ajude-o.
4 – Descanse de dia para poder dormir à noite.
5 – O trabalho é sagrado, não toque nele.
6 – Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.
7 – Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito, deixe que outra pessoa faça.
8 – Calma, nunca ninguém morreu por descansar, mas você pode se machucar trabalhando…
9 – Quando sentir desejo de trabalhar, sente-se e espere que ele passe.
10 – Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes.

Nessa data querida

Sabe aquele papo de purgatório da beleza e do caos? Pois é, a beleza está no post anterior, uma pequena galeria de 12 fotos sobre a cidade. Os 40 graus deram um tempo e a temperatura tem estado bem amena nos últimos dias. Sobrou o caos.

Greve  de ônibus deixa Rio confuso / Foto: Reynaldo Vasconcelos/Futura Press/Estadão ConteúdoO Rio amanheceu com greve de ônibus. Aí, já viu né. Trens e metrô mais que lotados, naturalmente. Parece que os caras prepararam uma operação especial pra dar conta do aumento de passageiros, mas no negócio não tá fácil não. No caso do metrô, é claro que se os trens novos tivessem chegado no prazo, não seria tão difícil. Mas… Só pra ter uma idéia de como a coisa anda frouxa, só no dia 31 de janeiro é que uma multa pelo tal atraso aplicada em 2011 foi ratificada pela agência reguladora. Sabem como é, recurso daqui, recurso dali, empurra com a barriga, aplica o dinheiro e deixa render…

E é engraçado porque, se na zona norte os trens estão cheios, na zona sul o metrô está vazio. Com duas estações fechadas por conta das obras de expansão e dependendo de ônibus para cobrir o buraco, deu zica. As pessoas simplesmente não conseguem chegar ao metrô. O mesmo acontece com quem vem da Barra. Afinal, o Rio é tão especial que tem o único metrô do mundo que para em sinal de trânsito.

Mudando de assunto, a outra notícia do dia é que está rolando uma baita queima de estoque no Caju. Pra quem não sabe, é um dos bairros do complexo portuário do Rio, abriga um dos maiores (se não o maior) cemitério do país e um complexo de 13 favelas que serão ocupadas no próximo domingo. Claro que sem disparar um tiro (podem esperar os discursos festivos do governador e do secretário de segurança). Nem prender ninguém.

Rio se preparar para instalação de nova UPP / Foto: Pablo Jacob/GloboPorque a turma que manda na boca já deu no pé. E os vapores foram incumbidos de vender tudo o que podem, da maneira que der, pra diminuir o prejuízo. O resultado é que a pedra de crack sai por R$ 0,50 e a maconha, pra quem é local, sai de graça. Isso mesmo, de graça.

Agora, se todo mundo sabe disso, se está publicado nos maiores jornais da cidade, é claro que a polícia sabe, o que nos leva ao óbvio ululante de que ninguém é preso porque ninguém quer prender. E você, surpreso com essa revelação, faz um ‘ohhhhh!’ e depois canta assim: “parabéns pra você, nessa data querida…”

Questão de berço

Just watching / Foto: Alfeu MoraisA bela foto acima, do amigo Alfeu Morais, além de fofinha, engraçadinha, espirituosa e coisas do gênero é – se compararmos com essa gente bronzeada que mostra seu valor – de uma ironia finíssima.

Como tenho viajado muito pouco, vou falar de algumas das mais fantásticas experiências que tive na inigualável cidade maravilhosa.

Quando eu era criança pequena lá em Vila Isabel, aprendi coisas simples com meus pais, avós, pais de amigos etc. Regrinhas básicas como respeite os mais velhos ou não empurre nem bata em ninguém. Resumindo, ser honesto, honrado e sempre lembrar que o seu direito termina onde começa o do outro.

Há alguns dias, por exemplo, estava parado no sinal vermelho e o sujeito que estava parado atrás de mim ficou buzinando para que eu avançasse. Eu sei e até a Adriana Calcanhoto já cantou que cariocas não gostam de sinal fechado, mas há limites né não? Ou não?

Voltando à convivência básica, que tal entrar no metrô ou trem na hora do rush? Sempre lotado, os mal educados estão dentro e fora dos vagões na mesma proporção. Dentro, tem aquela turma que fica parada na porta impedindo você de entrar. Há duas teorias a respeito: diz uma amiga que é a síndrome da Caverna do Dragão, todo mundo com medo de nunca mais sair e acabar encontrando o Vingador; eu já acho que é tara, a turma morre de tesão e goza horrores quando a massa na estação passa por cima pra entrar.

Ainda no metrô, tem o pessoal da plataforma que, quando as portas se abrem, avançam como autêntica manada, passando por cima de tudo e de todos, do jeito que dá, não se importando com quem está na frente.

Daí pra frente, tudo é pinto na má educação geral que assola a cidade. Lixo no chão, latas pelas janelas de automóveis, a música alta no celular, o sujeito que finge dormir (esse é um clássico) em ônibus e vagões para não dar o lugar a grávidas e idosos, a bicicleta pela calçada, o coco do cachorro, o cruzamento fechado, o pinga-pinga do ar condicionado. Exemplos não faltam.

Então, quando até uma gaivota resolve seguir uma regra simples, fico mesmo muito emocionado. Chego até a pensar que a humanidade tem futuro…

E o carioca que se dane

Não, eu não vou falar mal da Rio +20, da sua completa inutilidade, de como tudo isso – na verdade – cheira mal, de como e quem vai pagar a conta da festa etc etc etc. Vou falar do Rio, só do Rio.

E de como é óbvio que a cidade – despreparada até para uma Feira da Providência ou um jogo de médio porte no Maracanã – arrebenta a vida de seus cidadãos.

E basta apenas um exemplo para mostrar isso: o feriado escolar que teremos nessa semana. Três dias sem aula de escolas, faculdades e qualquer cursinho livre. Três dias em que pais e mães terão que se virar para cuidar de seus filhos que deveriam estar na escola.

Todos sabemos que não são poucos os pais que precisam de creches e escolas em horário integral porque trabalham (essa coisa antiquada que quem está acampado ou fazendo passeatas pela cidade não cultiva muito, bancados por ONGs ou pelo próprio governo, mas isso é outra história e também não vou falar disso).

Pois bem, me digam aí, prefeito, governador, secretários e quaisquer outros envolvidos com a programação do evento: o que fazemos com nossos filhos? Contratar babás? Quem paga a conta? Deixar com as vovós e vovôs? E eles também não precisam trabalhar? Faltamos, os pais, ao trabalho?

Pois toda essa confusão é para diminuir o movimento e o trânsito na cidade que não tem capacidade para receber um evento como esse.

Aí, alguém soltará a pérola: “imagine então na Copa e nas Olimpíadas”. Pois é, imagine só… Sinceramente, não estou nem aí. Porque como sempre as coisas vão acontecer. Minha preocupação é um tantinho maior, porque nossa cidade não está preparada para nós, porque não temos estrutura viária correta nem metrô ou ônibus decentes, entre muitas outras coisas. Isso é que é grave.