Duas observações sobre Belo Monte

Não sei nada sobre Belo Monte, sobre o projeto da hidrelétrica, sobre como afetará a região em que será construída e qualquer outra coisa do gênero. Mas resolvi me meter no assunto assim mesmo.

Pode parecer loucura a relação que vou fazer: sabe aquela história de que ONU, OTAN, Deus e o mundo estão se metendo em um problema interno da Líbia? Pois é, que merda é essa da OEA (Organização dos Estados Americanos) fazer observações e se achar no direito de fazer exigências sobre a construção de uma usina no Brasil? Virou zona? Neguinho por aí pode até achar que a Amazônia é de todo mundo, que isso ou aquilo. Mas não é. Então, antes de se meter, é bom invadir, trocar bala e tomar posse de verdade. Se não for assim, é bom ficar de boca fechada, porque – até onde sei – não andamos nos metendo nos problemas dos outros, que não são poucos. Só espero que nossa presidenta e o Itamaraty dêem as respostas certas.

Agora, talvez misture alhos com bugalhos, mas não vou perder a oportunidade. Como disse lá em cima, não sei nada sobre Belo Monte. Mas sei que há por aí um monte de gente que simplesmente não quer nem discutir o assunto, simplesmente não quer que nem essa nem qualquer outra nova usina seja construída. Pois meus amigos, vocês precisam se decidir se querem viver no escuro ou não. Porque, simplesmente, não há como gerar energia em larga escala sem que haja conseqüências para a natureza. Preferem térmicas a carvão? Ou gás? Ou uma nova usina nuclear?

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