O STF e seu 11/9

11 de setembroO grande barato desse meu cafofo é que não tenho qualquer compromisso com qualquer coisa. Já escrevi sobre isso outras vezes. É quando quero, se quero, sobre o que quero.

Não é por acaso que já estou há semanas sem escrever, já não é a primeira vez que reclamo de enfado em relação ao que vem acontecendo nesse nosso Brasil de meu Deus.

Quando a atuação de Joaquim Barbosa como relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão como sabemos todos, quase o transformou em pop star, isso não se deu por acaso. Apesar de todos os seus defeitos superlativos, viu canalizado para si e suas posturas a esperança de que, apesar e com toda a demora do nosso judiciário, haveria solução, haveria a chance de se começar a construir um país moral, ético.

Quando explodiram as manifestações de junho, em meio a um bom tanto de balbúrdia e à clara falta de foco, ficou patente que a grande demanda, o grande desejo era a necessidade de um país sem corrupção.

Então é sintomático e extremamente simbólico que Luis Roberto Barroso – recém empossado e claramente com a missão de torcer a realidade em favor de interesses pessoais contra os republicanos que deveria defender – tenha encerrado seu voto falando da necessidade de se dar uma resposta à sociedade. Bela resposta, diga-se.

A essa altura, mesmo que o plenário recuse por 6 a 5 os embargos infringentes (o que já não acredito mais), o que a turma de ministros a soldo terá feito é demonstrar que já não há mais esperança, que estamos mesmo entregues às querências de um projeto de poder, de um partido que – depois do maior estelionato eleitoral de nossa curta história -, usando todos os mecanismos democráticos, aplica sobre nós o maior golpe contra a democracia (plena) que o país terá vivido em toda sua história. E aos que acham que isso é fatalismo, preparem-se para o marco civil da internet e o controle social da mídia.

Então não é por acaso a imagem escolhida pra ilustrar esse post. Não é por acaso que a estátua da liberdade está ali, como que observando o mundo ruir e virar fumaça. Estamos entregues.

Impossível pois, com tudo isso, não se reconhecer como o tolo personagem de Raul.

Abaixo, um texto de Luiz Octavio Bernardes, um sujeito de pena brilhante como diriam os antigos.

O STF submisso

Nem uma virada histórica que determine o placar de 6 a 5 contra os embargos infringentes vai apagar a mancha na sua trajetória que o STF se autoimpôs hoje. Isto porque, por uma questão regimental, logo após o relator, que vem a ser o atual presidente Joaquim Barbosa, apresentar seu voto de não aceitar os embargos, fomos bombardeados com outros três acatando os tais, cada qual com uma lógica que enrubesce quem não é causídico como eu.

Invocando aspectos regimentais, Barroso e Zavarscki cumpriram com o que o PT os orientou, mas derraparam feio no Direito Constitucional.

O mesmo raciocínio foi usado pela ministra Rosa Weber, esta exibindo uma linguagem corporal de quem queria mesmo era passar totalmente despercebida e ponderando “sims” e “nãos” até, finalmente, pronunciar seu voto. Estava difícil entender onde ela ia terminar.

O ministro Fux, igualmente nomeado pelo PT, começou enumerando as incongruências pronunciadas pelos que o antecederam. E com uma fisionomia de ironia, como que transmitindo “vou votar, mas as cartas estão marcadas”. Ironia compartilhada por Marco Aurélio Mello, que chegou a falar “revisar deve ser melhor, afinal aqui somos todos juízes pouco experientes”.

Em seguida veio o cidadão que mais deve envergonhar o STF em sua história: Dias Toffoli. Abriu a boca e com cinco minutos de fala recebeu uma reprimenda e um devido desprezo de Joaquim Barbosa e nenhum aparte a seu favor. Este sujeito entende menos de Direito Constitucional que muito advogado de porta de cadeia. Ele realmente envergonha e mancha a reputação da corte máxima do país. Depois do puxão de orelhas, proferiu seu voto em mais cinco minutos, cortado por um “termina logo que eu tenho um compromisso inadiável, por favor” do Celso de Mello, o que demonstra o quanto seus pares o consideram.

Eu, que repito, não sou causídico, fiquei com a seguinte impressão: todos os ministros estão sob terrível pressão. Pressão esta que não se sabe nem a que nível chega, mas deve ser enorme. Isso justifica o comportamento da Rosa Weber, que acompanhou os votos do relator nas penas e agora defende uma “outra chance” de rever as mesmas penas que ela ajudou a definir. Visivelmente, cedeu à pressão.

Pressão de dois novos chegados, Barroso e Zavarscki que não participaram das 52 sessões do julgamento e estão livres para invocar qualquer baboseira que descobrirem no arcabouço legal para justificar seu voto agora. Um “penduricalho” como definiu o Ministro Fux, por exemplo. A mesma pressão que deu conforto a Luiz Fux para detonar, inclusive citando jurisprudências de outros países, os embargos, pois ele sabe que o resultado está definido e aproveitou para brilhar no palco.

Ocorre que um novo julgamento – e isso foi dito em plenário pelo ministro Gilmar Mendes – que “ninguém aguenta mais” vai ser muito mal recebido pela opinião pública e de certa forma diminuirá a envergadura do STF nos embates com o Legislativo e o Executivo que temos observado recentemente.

Somado à empáfia de alguns dos réus que não economizam em desafiar princípios do Direito Penal (como interferir no julgamento) com o respectivo beneplácito da velocidade quelônica da nossa justiça, a antipatia a tudo isso atinge o auge. O problema é que parece que o brasileiro se resignou em apanhar da polícia. E está desamparado juridicamente porque os legislativos criam mecanismos de autoproteção.

Por este motivo, depositava-se no STF um crédito no qual, se pelo menos pusessem um fim a esse famigerado mensalão sem se curvar ao partido que se apoderou do país, estaríamos ainda ouvindo os ecos de junho e quem sabe nos alimentaria para novas mudanças.

Mas não. O STF hoje escreveu uma das páginas mais obscuras de sua História hoje, 11/09/2013.

GVT (ou como perder um cliente antes mesmo de conquistá-lo)

Lá estava eu, uma noite de segunda-feira das mais comuns, sentado em meu sofá, tentando assistir os telejornais à espera do jantar. E tocou o telefone.

Do outro lado, em resposta ao meu ‘alô’ mais amistoso que o habitual, uma gravação absolutamente impessoal. Da maneira mais simpática que uma máquina é capaz de ser, o locutor avisa que é da GVT, explica que tem uma promoção de TV HD + internet de sei lá quantos megas e que, se eu quisesse saber mais detalhes, bastaria teclar ‘1’.

Vivendo aquela insatisfação comum de qualquer cliente NET, resolvi dar trela e quando achava que falaria com alguém de carne e osso, uma nova gravação avisa que, em breve, alguém ligará para mim. E ‘tu-tu-tu-tu…’.

Depois de alguns 10 ou 15 minutos, o Ricardo ligou. Começamos a falar sobre o serviço oferecido e lá pelas tantas, disse que queria saber da tal promoção. O sujeito confirmou meu CEP e, depois de um tempinho em silêncio para verificar a viabilidade técnica da minha solicitação, deu-me a notícia de que a GVT ainda não chegou à minha quadra.

Como é que é? Os caras me ligaram (duas vezes!) para me oferecer um serviço que não podem me vender? Não é brilhante a estratégia?

Agora, como é que eu, consumidor, vou confiar numa empresa que não sabe o que faz e já me incomoda antes mesmo de eu ser seu cliente? Como é que vou confiar que uma empresa com esse nível de (des)organização vai me atender bem?

P.S.: os roteiros desses teleatendimentos são terríveis, estamos todos cansados de saber. Nesse caso da GVT, por exemplo, é preciso avisar a turma que prepara o material que a GVT nunca vai chegar à minha quadra. Talvez seu cabo chegue até lá. Além disso, seria simpático, de bom gosto mesmo, adaptar as mensagens e roteiros aos regionalismos característicos do Brasil. Porque, no Rio, chamar quarteirão de quadra é gafe tão grande quanto, em São Paulo, chamar guia de meio-fio.

Não inventa, profexô

Comemorações à parte (que nem devem ser tantas e tão animadas pela rotina que é a presença do Flamengo na Taça Guanabara), é preciso admitir que o time não está lá essas coisas. Está ganhando, é verdade, mas não está convencendo. E é preciso ser realista. Porque no ritmo que vai, até dá pra ganhar o carioquinha e até a Copa do Brasil. Mais do que isso…

E que me desculpem os otimistas, não consigo aceitar a ‘desculpa’ de que é início de temporada porque o mesmo vale pra todo mundo. Ainda dou um desconto para o ritmo de jogo de Ronaldinho e Thiago Neves. O primeiro passou trocentos anos fora, jogando de outra forma e em um clima completamente diferente. Mas mesmo na Europa, já não vinha bem há algum tempo. No caso do ex-tricolor, apesar de pouco tempo fora do Brasil, é bom registrar que ele estava há um ano e meio na Arábia Saudita onde o campeonato local seria vencido com sobras por qualquer time de peladas mais organizado do Aterro do Flamengo.

Mas boa parte da culpa pelo desempenho não melhor que razoável do Flamengo até agora é do profexô, pela maneira como está armando o time. A outra parte é da diretoria, porque até hoje não arranjou uma zaga decente e um lateral esquerdo de verdade. Mesmo assim, colocar o Egídio (apesar de todas as suas limitações) pra jogar seria muito melhor do que ficar inventando com Renato Canelada e Ronaldo Angelim.

Do meio pra frente, é preciso dizer que Luxemburgo só poderá definir o time titular de verdade depois que Botinelli estrear e entrar no ritmo. Porque só aí ele saberá se o cara é bola de verdade ou não. Mesmo assim, ele anda inventando com o que tem à mão.

A primeira providência do profexô deveria ser colocar o time pra jogar no 4-4-2. E, mesmo sem poder contar o meia argentino,ele teria hoje boas opções. Vejam se não?

A defesa é óbvia: Felipe; Leo Moura, Wellington, David e Egídio. Quando precisar, tem Galhardo para lateral direita e Angelim para a zaga. Para a lateral esquerda, numa emergência, aí sim improvisaria o Canelada, o Angelim ou até o Galhardo.

No meio, não pode haver dúvidas: Williams, Maldonado, Thiago e Ronaldinho. Precisando do banco, as opções seriam o Canelada (como volante ou meia), Muralha (volante), Negueba (é, ele é meia) e em último caso (só em último caso!!!) o Fernando.

Com Botinelli, se ele for realmente o que dizem dele, passamos a ter a opção do losango, com apenas um volante e três meias. Nesse caso, Maldonado seria o titular e Williams passaria a ser mais um reserva. Para isso dar certo, a defesa precisa ser bem organizada e os laterais não podem, de jeito nenhum, subir ao mesmo tempo. Se o argentino for meia boca, seria um meia reserva. Simples assim.

E o ataque… É sacanagem (além de burrice) colocar o Deivid como único atacante, como e profexô tem feito. Porque mesmo que ele estivesse em boa fase, seria presa fácil para qualquer defesa adversária. Além disso, com apenas um homem para bater de frente com a zaga, a marcação dos meias fica fácil (aconteceu isso hoje e já era meio óbvio que Joel entraria com três volantes e apenas dois zagueiros para tentar soltar os laterais e jogar no contra-ataque. Cansou de fazer isso quando treinava o Flamengo).

Então meu ataque teria dois jogadores: Diego Mauricio (Drogbinha ou Serena Williams, chamem como quiserem) e Deivid. Se mesmo assim, o atual camisa nove não deslanchar, há o Negueba. Deivid viraria reserva. E o profexô poderia trazer um ou dois garotos que jogaram a Copinha para já ir entrando e ganhando experiência nos jogos contra os pequenos no Carioca. O mais importante disso é que com dois sujeitos entre os zagueiros, sobra menos gente para marcar nossos meias.

Quer dizer, é só não inventar que o negócio anda. Futebol é simples. Isso tornaria o time imbatível? Claro que não, isso não existe. Mas tenho certeza que encaixaria mais rápido, seria mais constante e venceria com menos sustos e sufocos. Como o time não joga nesta semana, bem que o profexô podia treinar isso aí né não.

Algumas mal traçadas linhas

Existe uma certa regra entre profissionais e empresas de comunicação: textos para internet têm que ser curtos. Já vi até anúncios de empregos com a seguinte competência exigida: “saber escrever para internet”.

Pois é, meus amigos, não sou o outrista mas discordo. Porque texto bom é texto bom, não importa o tamanho, nem a mídia em que ele está publicado. É como uma reportagem, que é bem apurada ou não.

Então, da série Leitura obrigatória, segue abaixo um excelente texto de Augusto Nunes, que não é longo nem curto, é bom. E depois, alguns links. Afinal, final de semana tai e ler nunca é demais. Divirtam-se.

Estadistas não consultam marketeiros

A era dos marqueteiros produziu incontáveis espantos: acabou com todos os vincos e rugas, erradicou os cabelos brancos, instituiu a obrigatoriedade do uso do uniforme terno-azul-marinho-camisa-azul-celeste-gravata-vermelho-cheguei, aposentou os óculos de aros grossos, converteu arrogantes vocacionais em poços de humildade, permitiu a gargantas franzinas formularem incongruências com voz de tenor, transformou azarões em favoritos, elegeu perfeitas nulidades e promoveu bestas quadradas a gênios da raça. Mas não produziu um único estadista.

O sumiço dessa fina estirpe não pode ser debitado inteiramente na conta do profissionais do marketing político. Mas é impossível imaginar um marqueteiro soprando o que deve ser feito aos ouvidos de um estadista. Gente assim sabe que pesquisas de opinião captam um estado de ânimo condicionado por circunstâncias passageiras ─ e pelo imaginário popular. Sabe que a voz do povo não é ditada pela Divina Providência: é apenas a voz do povo, e não traduz necessariamente o que é melhor para um país.

Como os políticos comuns, profissionais do marketing político pensam na próxima eleição. Estadistas pensam na próxima geração. Em 1938, já que a maioria dos britânicos queria um tratado de paz com a Alemanha, os marqueteiros teriam sugerido a Winston Churchill que fosse mais polido com Adolf Hitler. Nos anos seguintes, sobraçando levantamentos do Instituto Gallup, teriam implorado a Franklin Roosevelt que mantivesse os Estados Unidos fora de uma guerra que, para sete entre dez americanos, era um problema europeu.

Na eleição que se seguiu ao triunfo contra a Alemanha nazista, Churchill também seria aconselhado a livrar-se do charuto, beber menos, esconder que dormia depois do almoço, emagrecer pelo menos 15 quilos, usar fotografias que amputassem a calvície e, sobretudo, parar de denunciar com tanta veemência a política expansionista da União Soviética. Cansados de guerra, os ingleses não queriam sequer ouvir falar em Guerra Fria. Churchill talvez não tivesse perdido a eleição. Mas perderia a chance de voltar nos anos 50, o lugar que lhe coube na História e o respeito que sempre merecerá  de todas as gerações.

A oposição brasileira precisa mais de líderes com visão histórica que de candidatos com chances de vitória. O país que presta está pronto para o combate frontal e sem prazo para terminar. Se o preço a pagar pela chegada ao poder for a rendição sem luta, os democratas preferem a derrota. O que está em jogo não é o Palácio do Planalto, é o futuro. Não se trata de escolher entre nomes, mas entre a liberdade e o autoritarismo. José Serra e todos os oposicionistas decentes devem mirar-se no exemplo do primeiro-ministro britânico. A farsa precisa ser desmascarada. A fraude não resiste ao confronto com a verdade. Quem se opõe tem o dever de denunciar com dureza os crimes e pecados do adversário.

Churchill perdeu as primeiras batalhas. Sabia, quando começou a guerra contra o inimigo primitivo e poderoso, que tinha o apoio declarado de menos que 5% dos ingleses. Mas também sabia que tinha razão. E a civilização sobreviveu.

Lei seca (Eduardo Lara Resende)

O bolso e a liberdade (Giorgio Seixas)

O meu Maracanã e o Maracanã dos proxenetas (Lúcio de Castro)

A curiosidade que mata (Victor Martins)

Yes, we can

Clay Shirky é um jornalista e pesquisador norte-americano, estuda novas mídias e o comportamento do público diante do avanço tecnológico. Resolvi colocar aqui sua palestra no TED por várias razões.

A primeira delas é que, do ponto de vista da comunicação, apesar de proferida há pouco mais de um ano, em junho de 2009, não houve grandes mudanças de cenários e comportamentos. Vejam que não estou me referindo às novas ferramentas disponíveis, mas ao modo de usá-las. Neste um ano, pouca coisa mudou nesse sentido.

Outro motivo de postar o vídeo é que sua análise sobre as possibilidades da mídia digital –  e os cases apresentados – mostra que ainda podemos sonhar com algo diferente do que desenha nosso quadro eleitoral. Enfim, cabe a nós usar as ferramentas disponíveis corretamente e, assim, tentar mudar o que aí está.

Por fim, mesmo que você não esteja nem aí para nossa eleição à presidência, vale a pena saber um pouco mais sobre como funciona e quais os horizontes que se oferecem a nós, usuários de redes sociais.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

“Com Deus eu vou, com Deus eu volto”

Quando era criança e gastava parte das minhas férias a bordo do fusquinha da família viajando entre Rio, Minas e Espírito Santo, uma das diversões das viagens era ler as frases que quase todos os caminhões estampavam em seus parachoques. A campeã de audiência está no título deste post.

Não sei se ainda é assim, mas lembrei disso quando vi, na Globo.com, a matéria com os ônibus que vão transportar as seleções durante a copa. Além de decorados com as cores e bandeiras de cada país, todos têm uma frase de incentivo que foi escolhida em votação pela internet. Para o escrete canarinho, “Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro”. Enfim, só mais uma bobagem. E não é nova, na última copa já foi assim: “Veículo movido por 180 milhões de corações brasileiros”.

E enquanto procurava coisas pra ler (não ando em dias de muita inspiração para escrever), encontrei o texto abaixo no Blog do Juca Kfouri.

Frases de parachoque

A Fifa deve ser um bom lugar para se trabalhar porque, aparentemente, não tem muito o que se fazer por lá.

Ou vá me dizer que certas bobagens não são frutos do ócio?

A última – e acho que não é tão última assim, porque se não estou enganado já aconteceu na copa passada – é a ideia de que todos os ônibus utilizados pelas seleções no mundial, devem ter frases de incentivo escritas em suas latarias.

Depois, pedem a sei-lá-quem para criar essas frases e o resultado vai do original “Vamos, Suíça”, passando pelo enigmático “Chutando ao estilo Kiwi” até o tocante “Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!”.

Convenhamos: melhor seria se ao invés desta frase, o ônibus brasileiro levasse o Neymar e o Ganso.

Porém,  já que a bobagem está escalada para entrar na copa, é hora de dar uma força, e ficam aqui sugestões mais adequadas aos ônibus de todas as seleções:

Uruguai: Gaúcho é a mãe, tchê.

África do Sul: Futebol aqui é preto no branco.

Alemanha: A caneca é nossa!

Argélia: Sem essa de nadar, nadar, nadar e morrer nas dunas.

Argentina: Gracias, Dunga.

Austrália: Tirando onda dos adversários.

Brasil: Um ônibus, 10 volantes.

Camarões: Um time meio sem cabeça, mas cheio de pernas.

Chile: Um país inteiro tremendo de esperança.

Coreia do Norte: Vamos bombar nesse mundial!

Coreia do Sul: Vamos nos matar em campo. Mas se o jogo for contra a Coreia do Norte, matamos eles.

Costa do Marfim: Vamos, Elefantes! E ai de quem trombar com a gente.

Dinamarca: Ficaremos com os louros da vitória.

Eslováquia: Perdemos a Tcheca, mas não perdemos a honra.

Eslovênia: Pela milésima vez, não temos nada a ver com a Eslováquia.

Espanha: Não vamos fazer feio: convocaremos a Penélope Cruz.

Estados Unidos: Ê ô, ê ô, o Osama é um terror.

França: Desodorantes podem estar vencidos, o time nunca.

Gana: Gatos em pele de leões.

Grécia: Chuto, logo existo.

Holanda: Ônibus ecológico: fumaça só do lado de dentro.

Honduras: Em busca de um sonho. Ou pelo menos de um presidente.

Inglaterra: Chá com a gente

Itália: A Copa do Mundo é massa.

Japão: A gente caberia numa van, né?

México: Se buscamos nosso lugar ao sol, porque temos que usar esses malditos sombreros?

Nigéria: Vamos tirar a barriga da miséria.

Nova Zelândia: Mas que diabos da tazmânia estamos fazendo aqui?

Paraguai: Copa do Mundo por apenas R$ 1,99.

Portugal: Seremos campeões em plena Ásia!

Sérvia: Vai dar Zebracovic.

Suíça: Vamos dar um chocolate neles.

Ah!, e  aproveite que você está aí sem fazer nada (se não não estaria lendo esse texto) e dê a sua sugestão também aí nos comentários.

Rafael Klein é publicitário.

Não precisou postar por e-mail

Antes é preciso agradecer ao Hélio pela dica colocada nos comentários do último post, mas não foi preciso enviar nada por e-mail.

Mas apesar de estar postando, o que me incomodou mesmo na história do bloqueio a que me referi não era o risco de parar meu blog pessoal, mas a impossibilidade de acesso a um sem número de páginas não apenas interessantes, mas muito úteis (para mim, para meu trabalho e para a tal empresa de vanguarda). Ou seja, censura. Estúpida e improdutiva como qualquer censura.

Parece que alguém se deu conta da besteira que estava fazendo. A essa pessoa (ou grupo) que não sei quem é, meus parabéns por conseguir enxergar o que muitos não são capazes: o óbvio.

Aqui do meu cantinho, acabaria dando um jeito de publicar uma coisinha ou outra, nem que fosse apenas para manter o movimento. Como tudo voltou a funcionar, vou aproveitar para escrever sobre as coisas desimportantes que nos divertem, como bola, corrida e o que mais der na telha. Inclusive o que importa de verdade.

Faltam cinco dias para os motores da Fórmula 1 voltarem a roncar, Ganso é o cara, a Globo é um pé no saco, vai começar o brasileirão, Cabral e Paes apostaram corrida, Copa atrasada, Olimpíada no porto… Enfim, assunto é o que não falta e a semana parece que vai ser cheia.