Weweh

Weweh / ReproduçãoOlha eu de casa nova e sem avisar nada. Ou quase nada. Quem está acostumado a me visitar por aqui, deve ter notado que os textos esportivos desapareceram. Não foi por acaso.

Desde o início do mês, na página Esportistas, sou o colunista ou cronista ou blogueiro (acho que essa última se encaixa melhor) do Weweh.

O portal é novo e convido a uma visita com calma. Já tem muita coisa legal publicada, especialmente para quem gosta de fotografia, música e esportes (dãããã).

Como toda casa nova, ainda tem umas caixas fora do lugar, um ou outro quarto que não foi ocupado, mas as coisas vão se ajeitando aos poucos. Tem uma estrutura diferente, uma maneira não habitual de organizar seus conteúdos e que é bem bacana.

Na página inicial do site, você pode pesquisar o conteúdo que quiser por hashtags ou, no menu superior, clicar no ícone do relógio, o Agora, para ver o as publicações mais recentes, organizadas por data.

Pra interagir, dar pitacos e afins, é preciso se cadastrar. Mas nada muito sofrido e tudo de graça. É claro que quanto mais cadastrados, melhor. Então, deixem de preguiça e ajudem o Gustavinho a pagar a escola das crianças.

Aos poucos, mais e mais novidades vão surgir. E os botões e ferramentas para facilitar o compartilhamento de conteúdos estarão à disposição em breve. Promessa do Cadu Roncatti, o professor de fotografia que resolveu sair da mesmice e administra o site, vulgarmente conhecido como o dono da bola.

Enfim, fica o convite. Naturalmente, o tema quase único dos próximos 30 e poucos dias, será a Copa do Mundo. Mas as minhas paixões – bola, carros de corrida e vela – não serão as únicas coisas que vocês verão por lá, garanto.

Por aqui, fica todo o resto: delírios políticos, vã filosofia, um tantinho de dia a dia, escola, cinema, música e o que mais passar pela minha cabeça. Como sempre foi. Então, sintam-se em casa, lá e cá.

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Dois pesos, duas medidas

O vídeo não é novo. E mostra como vai ficar o Estádio Mário Filho após a reforma para a copa. Quer dizer, ficaria. Porque a explicação sobre a cobertura já não vale mais. Diz que a nova seria acoplada à lage existente. Mas, por algum motivo técnico que não conheço, isso foi impossível. Colocaram a velha marquise abaixo e toda a estrutura será refeita.

Além disso, como todo mundo sabe já há algum tempo, todo o resto também será modificado. Principalmente na disposição do público.

Basicamente, o estádio foi sendo destruído aos poucos (começou com o encerramento da geral) e, após as obras, será completamente diferente, ocupando apenas o espaço já existente e mantendo – em parte, porque haverá outro sem número de modificações – a fachada. Ou seja, continuar a chamá-lo de Maracanã após sua inauguração será, apenas e tão somente, uma espécie de licença poética.

Cá do meu pobre ponto de vista, penso que teria sido mais digno (e provavelmente mais barato) repetir o que foi feito em Wembley: demolir o antigo e construir um completamente novo.

Ah, mas o Maracanã é tombado. Sei… Pelo visto, só até a página 2. Porque o Iphan abriu as pernas. Levando-se em conta os interesses e a grana envolvida, nada surpreendente.

Muito diferente do que aconteceu na Marina da Glória. O que terá sido? Excesso de zelo sem sentido ou falta de grana suficiente nas mãos corretas? O que explica os dois pesos, as duas medidas?

Porque o mesmo Iphan que corroborou com a destruição do Maracanã, fez muito barulho e conseguiu impedir a completa remodelagem da nossa marina. Vale registrar que o turismo náutico é uma das formas que mais cresce no mundo (e gera muito dinheiro) e o esporte a vela é uma modalidade que recebe – no mundo inteiro – cada vez mais investimentos (gerando, também, muito dinheiro).

Essa atuação equivocada – pra dizer o mínimo – do Iphan, além do governo e prefeitura do Rio, faz com que, apesar dos grandes eventos em série que a cidade vem recebendo desde o Pan 2007, o Rio de Janeiro fique de fora do roteiro náutico mundial, seja de turismo ou de competição. Não é digno de parabéns?

O canal do esporte

Domingo é dia de esporte? Então vamos começar a semana por aqui falando sobre o tema.

Não, não vou gastar tempo falando do Flamengo e da vitória sobre o América pela segunda rodada do carioca. Aliás, como já disse, só vou me dedicar ao inchado campeonato quando começarem os clássicos e a coisa ficar séria. Por hora, só merece destaque a sensacional campanha do Vasco até agora: duas derrotas para os gigantes Resende e Nova Iguaçu. Crise na Colina?

Sobre o rubro-negro, o que vale destacar é que estamos na final da Copinha, algo que não acontecia há tanto tempo que nem lembro nem tive paciência de procurar. Independente de título, acredito que há alguns meninos com muito futuro. E nenhum deles é o Negueba.

Mudando completamente de assunto, vamos às pistas. E sabem como está a Fórmula 1? Pois é, não está.

Vou te dizer… A F1 está se especializando em produzir chatice. Dá para acreditar que a menos de dois meses da abertura do Mundial o único assunto para discutir é quem vai usar o nome Lotus? Nenhuma grande contratação, nenhuma dança de cadeiras relevante, nenhuma perspectiva de revolução técnica, nada.

O regulamento vai mudar, OK. Asas móveis, que podem trazer alguma polêmica, a volta do KERS, a saída da Bridgestone e a chegada da Pirelli. Mas não teremos equipes novas, nenhuma das nanicas fechou as portas, receio que o campeonato comece mais ou menos do jeito que terminou no ano passado.

Este aí é um trechinho da coluna Warm Up, de Flávio Gomes. E nada mais teria a declarar se não tivesse encontrado o vídeo abaixo no blog Ultrapassagem, já devidamente adicionado à lista Na pista – Blogs, na barra lateral.

Como postado aqui, o cheiro é bom mas depois de ver a animação fiquei um tanto preocupado com a aparente falta de pontos de ultrapassagem. De qualquer maneira, o relevo é realmente bem aproveitado e a pista promete ser bem técnica.

Mudando de novo, um pouco de tênis. E política. Vocês lembram desse vídeo?

Pois ele andou bombado lá pelo meio de 2010. Não sei se vocês repararam no belíssimo aforisma produzido pelo nosso ex-guia: “tênis é esporte da burguesia”. Ainda bem que há muita gente que não acredita ou tenta mudar esse cenário.

Ao todo, são 32 as quadras de tênis da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo concentradas na periferia da capital. A maioria é de cimento cru, algumas têm a marcação pintada com tinta emborrachada, oito são de saibro, várias fazem as vezes de quadras poliesportivas e 18 delas, ou seja, mais da metade, estão com as atividades temporariamente interrompidas por motivos diversos.

Ainda assim, o conjunto de espaços públicos do programa Clube Escola, criado pela prefeitura em 2007, aglutina mais de 3 mil jovens da rede pública loucos para rebater uma bolinha. Nesse universo, a Teoria do Tênis como Agente da Burguesia construída por Lula de improviso foi bola fora.

Este é um trecho da matéria de Dorrit Harazim publicada na edição 48 da revista Piauí e republicada na coluna do Augusto Nunes. Vale ler inteira.

E pra terminar, vem por aí o que promete ser uma briga boa entre as confederações de muitas modalidades e o velho COB, que apesar de viver acossado pelo TCU continua fazendo das suas. Tudo porque modalidades que não deveriam receber tanto dinheiro – como o vôlei – porque são autossustentáveis, continuam abraçando as maiores partes do bolo. E já há muita gente se movimentando para resolver a pendência da marra, levando o caso à justiça. Pelo jeito, para quem gosta dos esportes olímpicos, vem aí uma boa novela. E não se espantem se o final dela for uma participação ridícula do Brasil nos jogos de 2016, no Rio.

Faxina e mobília nova

Quem passou por aqui nos últimos dias deve ter reparado que o layout do blog mudou várias vezes. É, eu ando um tanto indeciso ultimamente. De quebra, os templates padrão do WordPress não andam me inspirando muito.

Resultado: procurei, procurei, procurei, escolhi, testei, desisti, escolhi de novo, testei de novo e nada. E como não é fácil encontrar alguém que desenvolva algo só pra mim, no amor (nem relógio trabalha de graça, né não?), acabei voltando a um modelo que já usei por aqui. Vamos ver quanto tempo aturo.

Mas pra não dizerem que nada muda de verdade, resolvi dar uma arrumada nos links do blog. Pelo menos nos de esporte. Além de novas categorias, muitos novos atalhos para páginas que achei interessantes. Então, quem gosta de bola, de corridas e de vela, tem mais coisas com o que se divertir.

E se alguém tiver alguma sugestão sobre qualquer coisa para melhorar esse meu canto, não se acanhe.

Velas ao mar (3): as imagens

Descobri a vela há muito pouco tempo, foi em 2006 que entrei em um veleiro pela primeira vez na vida. Não sei se sou alguém para dar conselhos ou sugestões a alguém, mesmo assim resolvi arriscar: se você que está lendo esse negócio tiver a chance de experimentar, não a perca.

Mas a vela, além do esporte em si – o prazer de praticar, a competição etc etc etc. -, tem outro grande barato: as imagens que oferece. E já que há muito, muito tempo eu não publico uma coleção de fotos por aqui (a última foi em 2008), resolvi aproveitar o Brasileiro de Velamar22 para retomar a prática.

Todas as fotos são de Alfeu Morais e Leonardo Mauro, cedidas à Classe Velamar 22 e à Engagec.

 

Bom, mas…

Tinha prometido que passaria por aqui no final de semana para falar sobre os dias de regatas do Brasileiro de V22. Peço desculpas a quem passou por aqui por causa disso, mas – sinceramente – não deu.

O resultado final, friamente, não foi nada ruim. Afinal, terminar em quarto entre 16 barcos – numa flotilha em que pelo menos dez têm condições de brigar pela vitória – não é nada mal, muito pelo contrário. O problema é que minhas expectativas eram maiores.

Depois do primeiro dia apenas razoável, depositava esperanças nas regatas que faltavam para conseguirmos nos recuperar e brigar por um lugar no pódio. Mas…

A programação previa três regatas no sábado, mas o dia foi horroroso. Vento ruim (uma brisa muito estranha que rondou por todos os quadrantes) ou nenhum vento e chuva, enquanto boiávamos por quatro horas e meia para, então, ter o dia cancelado. Isso significava que não conseguiríamos cumprir as oito regatas previstas e, com isso, nossas chances de qualquer coisa diminuíam demais.

Mas ainda havia a segunda-feira e uma alteração nas instruções de regata permitia que até quatro provas fossem realizadas. Sabia que isso não aconteceria, com muita sorte teríamos três, mas…

Outro dia de ventos nada típicos encerrou qualquer chance do Picareta. O vento rondava tanto que uma raia chegou a ser montada e faltando apenas um minuto para o início da primeira regata do dia, a largada foi abortada.

No final das contas, foram realizadas duas regatas mas a segunda foi cancelada. Resumindo, estava muito puto no final dos dois dias. Junte-se a isso o cansaço pelo trabalho e dias longos, ônus de ser um dos organizadores além de velejador, não dava pra chegar em casa tarde da noite e ainda passar aqui com humor suficiente para escrever algo simpático.

Na verdade, não velejamos mal. Tivemos alguns problemas, como o fato de largar mal em todas as regatas válidas. Mas andamos bem e tivemos nossos grandes momentos. Na primeira regata, passamos a primeira bóia em 10º ou 11º e terminamos na quarta posição; na segunda, deixamos a primeira marca em sétimo e terminamos em quinto; na última, largamos em penúltimo e chegamos a andar em segundo, cumprimos a últimas pernas em terceiro e perdemos uma posição a 200 metros da linha de chegada.

Ou seja, no final das contas, foi sim um belo resultado. Mas o troféu ficou tão bonito que estou sinceramente disposto a seguir o conselho do Marcelo Gilaberte, comandante do Dona Zezé, e mandar fazer um. O problema é que em vez da plaquinha de campeão ou vice, eu seria obrigado a escrever algo parecido com “Gustavo, orgulho da mamãe”.

E se você chegou até aqui e está tentando entender o que a foto lá no alto tem a ver com o texto, basta dizer que o sujeito no leme do Smooth é Ricardo Timotheo. Ah, e junto com sua bravíssima tripulação (“ninguém ganha nada sozinho”, é o que ele diz coberto de razão), ganhou as quatro regatas. É, campeão indiscutível. Como brinquei com ele, fez barba, cabelo, bigode e sobrancelha. Parabéns.

Fórmula 171

Eu devia ter uns cinco ou seis anos quando ganhei um carro de fricção, preto com detalhes dourados, com duas asas. Provavelmente já sabia que aquilo era um Fórmula 1, o que não significa que entendesse o significado disso. Gostava do carro porque cruzava a sala de ponta a ponta, em alta velocidade.

Com o tempo, aquele carro ficou de lado e, acompanhando as corridas de Nélson Piquet, comecei a entender o que eram aquelas corridas e tive até a dimensão de quem foi Emerson Fittipaldi e o que era aquela Lotus.

Torci pelo Piquet. Mas me apaixonei mesmo pelas corridas. E com o tempo entendi como funcionava aquele negócio, a disputa dos pilotos e escuderias, o que era o jogo de equipe, quem eram os grandes ases e quais eram os grandes times. E com a aposentadoria de Nélson, deixei de ser um torcedor de pilotos e passei a querer assistir grandes corridas.

É claro que sempre se simpatiza com um ou outro, mas sempre olhei para os caras que ficavam atrás dos volantes sem me preocupar com o lugar onde tinham nascido. Nunca torci pelo Senna, por exemplo, apesar de apreciar seu arrojo.

Até que um dia apareceu um certo alemão que, com status de primeiro-piloto-praticamente-dono-da-ferrari, ao lado de Jean Todt e Ross Brawn, extrapolaram o conceito de jogo de equipe. O ápice foi o GP da Áustria de 2002, em que Rubens Barrichelo jogou a merda no ventilador ao quase parar seu carro a poucos metros da linha de chegada, permitindo a vitória do alemão. Foi um escândalo. E por conta disso, até novas regras foram criadas pela categoria.

2010 tem sido um ano especial na categoria. Apesar das dificuldades em se ultrapassar, pelas características de carros e pistas atuais, grandes duplas de equipes têm protagonizado disputas inesquecíveis, o caso de Vettel e Webber na Red Bull, Hamilton e Button na McLaren. E o mesmo se esperava de Alonso e Massa na Ferrari.

Até que o time italiano (Domenicalli à frente), o espanhol mimado e de caráter duvidoso, e o brasileiro fraco, sem atitude, sem hombridade, estragaram tudo.

Para mim, nos dois episódios, mais grave do que o jogo de equipe extremo foram as posturas dos dois brasileiros. Barrichelo expôs a farsa ao freiar quase na linha de chegada, mas depois se agarrou no discurso do “só um brasileirinho contra o mundo”. Massa, a despeito do que todo mundo viu e ouviu, primeiro fez cara de emburrado para depois dizer que foi uma decisão sua.

Não acho que a Fórmula 1 acabou ou vai acabar por causa disso. Assim como eu, milhões de pessoas continuam gostando das corridas. Mas episódios como o de domingo confirma a tese de que, mais do que um esporte, a F1 é um negócio. Um negócio que pode ser divertido para quem assiste.

Mas o que a Ferrari fez (de novo) pode sim espantar uma boa parcela de público, mesmo que temporariamente, que espera por disputas limpas e reais. Isso pode espantar patrocinadores que pagam as contas que garantem os carros na pista e tudo pode ficar muito mais difícil. Mas depois passa, como sempre.

E se você quer continuar ou começar a assistir corridas de F1, não esqueçam de não torcer por ninguém. Apenas apreciem o espetáculo. Porque da mesma maneira que nossa seleção não é a pátria de chuteiras, os pilotos brasileiros não são a pátria sobre rodas. Ou vão se decepcionar…