Cara a cara

Então 2015 começou pra valer e é hora de trabalhar, tentar fazer desse ano novo um muito melhor do que o último.

E a Elephas já está a todo vapor, em busca de novos clientes, desenvolvendo projetos, prestando consultoria e promovendo cursos. O primeiro do ano será Conceitos de comunicação para profissionais de RH e segue com inscrições abertas

Um dos temas que será abordado será abordado é a comunicação face a face. E sobre isso, o portal Comunicação Integrada publicou o artigo abaixo, deste que vos bloga.

Face a face e a comunicação de recursos humanos

Conceitos de comunicação para profissionais de RHDepois de cerca de 30 anos de evolução contínua dos processos de comunicação interna e do surgimento e adaptação das novas mídias e tecnologias às necessidades corporativas, chegamos ao ponto de onde – na verdade – o processo, como um todo, deveria ter começado: a comunicação face a face.

Não há grande novidade no que está dito neste texto, há pelo menos 10 anos o tema virou foco de discussão no ambiente corporativo, seja em equipes de Recursos Humanos, seja em equipes de Comunicação. Mesmo assim, o processo face a face continua relegado como algo menor ou sofreu tentativa de mecanização ou processualização, quando deveria ser algo orgânico, natural.

“A principal responsabilidade do profissional de Recursos Humanos é cuidar de gente (…) pois desde o momento da seleção de um candidato até o instante da entrevista de saída, são as pessoas de Recursos Humanos que acompanham, controlam, pagam e desenvolvem esse funcionário. Junto com essa responsabilidade, é necessário se comunicar com ele.” (Passadori, 2006)

Quando apontamos nosso olhar para a área de Recursos Humanos, a comunicação clara e com credibilidade é uma necessidade facilmente identificada. A razão para isso é simples, pois – como diz Reinaldo Passadori – o RH é o elo de ligação entre o colaborador e a organização.

É necessário perceber que toda a comunicação de Recursos Humanos é crítica, pois todas as ações e processos de RH influem, direta ou indiretamente, na carreira de cada um dos empregados da organização. É nesse momento que a credibilidade é fator fundamental e onde se torna necessária a presença do líder.

“Na Era do Conhecimento, o sucesso não depende apenas de quem é mais esforçado, esperto ou experiente. Mesmo os caminhos convencionais como talento, experiência, motivação e conhecimento não são mais suficientes. Hoje, cada um também deve dominar a arte de usar a palavra e seus efeitos. Nada mais justo, já que somos instrumentos e produtos da nossa comunicação com o próprio potencial. Uma vez que os funcionários banalizaram esse tipo de comunicação, os líderes têm a missão de levar cada um a resgata-la, porque ela resulta na comunicação ideal nas empresas. Acima de tudo, portanto, a liderança está ligada ao conceito de comunicação.” (Mendana, 2004)

Pois é, há cerca de 10 anos vivíamos o que era chamado de era do conhecimento, com a explosão desenfreada de mecanismos de comunicação, acelerando a circulação das informações. Hoje, com a “estabilização” das redes e mídias sociais – inclusive com sua utilização no ambiente corporativo -, vivemos o que se pode chamar de era do relacionamento. Ainda assim, um modelo de relacionamento que não suporta a comunicação face a face, pois baseado em ferramentas tecnológicas.

Quando se fala em mudanças nos processos de RH, é a força de trabalho que ‘exige’ que a comunicação seja feita de maneira direta e, preferencialmente, pelo líder. Pesquisas realizadas durante mais de 20 anos por Larkin e Larkin, sobre comunicação nas empresas, em diversos países, sugerem que os empregados preferem a comunicação face a face ao vídeo, por exemplo, na proporção de 2 por 1.

As mesmas pesquisas indicam que publicações e impressos devem servir para orientar as discussões face a face, mas nunca substituí-la. Assim, os gestores precisam perceber que os empregados só mudarão o modo de executar seu trabalho se forem informados do que se espera deles por uma fonte familiar e digna de crédito. Segundo T.J. Larkin, essa ‘necessidade’ da força de trabalho da comunicação pelo líder ocorre pela simples proximidade nas relações de trabalho.

“O contato deve ser direto do comunicador com o gestor para, aí sim, ocorrer a comunicação com os funcionários. Esse é o primeiro ponto importante. O segundo ponto é a comunicação face a face, o contato direto. E a terceira coisa é comunicar os fatos, o que acontece na empresa. O principal é ter o chefe comunicando as coisas. Isso ocorre porque os empregados confiam no chefe ou diretor porque eles o veem todo dia, sabem da sua vida, até conhecem a família. Isso não ocorre com o comunicador que, às vezes, entra para dar um recado num dia e quase não mantém contato. Eles não conhecem a pessoa do comunicador e, assim, não conseguem estabelecer um laço de confiança.” (Larkin, 2006)

Em resumo, mesmo correndo o risco de parecer simplório devido à evolução tecnológica e possibilidade de utilização de novas mídias, a forma mais eficiente de comunicação corporativa – especialmente em temas de Recursos Humanos e mudanças em seus processos – está exatamente na base de toda a teoria da comunicação e na identificação correta de seus componentes (emissor, receptor, mensagem, canal de propagação, meio de comunicação, resposta e ambiente), onde o líder é o emissor ideal para a comunicação efetiva.

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Ah, 2014…

Mussum_KeanuÉ, sei que a piada é velha e que todo mundo já cansou de ver a montagem aí ao lado, mas não resisti. E desde que recebi a imagem no zapzap que ela não me sai da cabeça, que comecei a pensar em como foi de verdade o meu 2014.

Que ano da porra… Não ganhei na mega sena, perdemos a Copa daquele jeito, o Flamengo foi ridículo, não velejei nenhuma vez e a Dilma ainda foi reeleita. Piadas à parte (a Dilma não é piada!), a turma que me conhece sabe que sou um bocado ranzinza, beirando o raivoso. Definitivamente não sou um seguidor de Pollyanna, “copo meio cheio é o cacete, o bicho tá quase vazio”.

Pois bem, resolvi tentar fazer um tantinho diferente e olhar com calma para o que aconteceu neste ano. E vou contar pra vocês, não tem sido nada fácil. Especialmente o segundo semestre. Tudo por conta duma feladaputa duma mentirosa, capaz de dizer uma coisa em cena aberta, com a sala cheia, olhando nos olhos de todo mundo, e depois não cumprir a palavra. Pra terminar o serviço com classe, ainda soltou alguns boatos ‘carinhosos’.

É, estar desempregado é uma bosta, ninguém tem dúvida disso. E eu estou. Mas comecei a olhar com mais carinho para toda a situação. Sim, a moça ainda é uma feladaputa sem palavra, mas não dá pra negar que – no fim das contas e apesar das dificuldades que não parecem estar perto de acabar – ela acabou me fazendo uma espécie de favor. Porque eu já estava há dez anos no mesmo lugar, tentando encontrar um jeito de sair, muito muito cansado. Então, essa confusão não deixou de ser uma espécie de oportunidade pra me mexer.

Vida que segue, pois. E seguiu bem bem, apesar das circunstâncias, vejam só.

Minhas filhas continuam crescendo bem e felizes, apesar do susto que foi a “cavíbula” da Isabel. E da família, pai, mãe, sogro, sogra, e todos os parentes e aderentes possíveis e imagináveis, não há o que falar, não tenho palavras pra agradecer.

De quebra, reencontrei uma turma que nunca saiu do meu coração, mas que não via há anos, décadas até. E os amigos mais próximos e até mais recentes… Definitivamente, não tenho do que reclamar. É claro que não vou nomear todo mundo, não caberia aqui.

Mas tem o Zé Luis e a Mayra e o Giorgio, sempre por perto, tomando conta mesmo. Tem o Alvaro e o Lucas, amigos velho e novo que tem feito todo o possível, o Saulo e a Moema, apresentada pela Alessandra, que mesmo com a distância de Brasília, também tem feito força. Sem contar a Isabela, amiga que virou uma parceira daquelas que aturam até minhas complicações. E a Paula, o Zuzo, o Octavio, a turma do Boteco 1 etc etc etc, e bota gente.

E trabalhos diferentes também apareceram, de ghost writer a professor, papel que não cumpria há muitos anos, quando substituí um amigo, e que definitivamente não posso mais deixar de lado. E nessa onda veio a Elephas e o presente gigantesco do Ricardo, toda a identidade visual da empresa.

Falando nisso, que belos regalos a vida entregou com as chegadas do Luciano (e sim, estou em dívida com Giorgio e Renata) e do Luis, filho do meu irmão MP e da Elísia.

Então é isso, o que comecei com a intenção de um exorcismo capaz de colocar todos os meus fantasmas pra fora, termina como um baita dum agradecimento a Papai do Céu.

No melhor clima tá ruim mas tá bom, até achando que o copo está pra lá de meio cheio, me despeço desse 2014 certamente inesquecível. Que todos nós possamos ter um Natal de paz e sorrisos e um 2015 muito melhor, quem sabe até redentor.