Jogos 47 e 48: jogamos como nunca, perdemos como sempre (de novo)

Final animado do último grupo. Tudo porque a Espanha, cantada e decantada pelo futebol magnífico que apresentou nos últimos anos, resolveu perder para a Suíça. Na verdade, faltou poder de decisão, como contra Honduras, que venceu só por 2 a 0. É mesmo um timaço. Mas está numa situação delicada. Precisa ganhar para se classificar (claro, se a Suíça vencer Honduras, como se espera).

Deve partir para cima do Chile desde o início. Se tiver a sorte de marcar um gol logo no início, pode até sair goleada. Se não, corre o risco de levar um saco de gols, porque Bielsa deve estar preparando seu time para jogar no contra-ataque. E, com Valdívia puxando o bonde, eles até que fazem isso direitinho. Os sul-americanos, apesar de duas vitórias em dois jogos, pode se beneficiar do empate. Como tem pouco saldo de gols, a única maneira de garantir a vaga sem se preocupar com os outros é não perder.

No entanto, o fiel da balança será a Suíça. Para o time da terra dos relógios e chocolates, 2 a 0 é goleada. Mas é o que lhe garante caso a Espanha vença o Chile. Seus atacantes serão capazes? Eu, que me mostrei uma nulidade em previsões de placares, arrisco algo diferente.

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Jogos 45 e 46: só pra constar

Apesar das chances matemáticas dos marfinenses, não devemos ter surpresas hoje. Afinal, nossos patrícios têm uma vantagem de nove gols de saldo sobre os africanos. Tudo bem que esta é a copa da zebra, e que eu já disse aqui que até para isso há limites e já quebrei a cara. Mas uma hora ela tem que parar de correr pelos estádios sul-africanos e voltar, lépida e fagueira, para as savanas.

Enfim, a Costa do Marfim deve ganhar bem da Coréia do Norte. Pode até golear, claro, mas acho que os soldados comunistas não se abrirão como fizeram contra Portugal. Outra paulada daquelas pode significar uma visita ao pelotão de fuzilamento do Grande Líder, sabe lá. Entre Brasil e Portugal, tudo pode acontecer. Mas não acredito em goleadas não. Na verdade, acho que um empatezinho será bom para os dois, não fede nem cheira, sacumé?

Jogos 43 e 44: para tudo há limites

O número de cada jogo da Copa do Mundo não segue a lógica do momento em que acontece. Por conta disso, me enrolei com a programação. Porque, no grupo F, os jogos 43 e 44 acontecem antes das partidas 41 e 42, do grupo G. Como as partidas já começaram, não vou me alongar. Apenas acredito que até para zebras há limites, seguem meus palpites enquanto tudo está 0 a 0.

Jogos 41 e 42: leões amestrados

Esse foi um grupo que me decepcionou. Esperava que chegássemos à última rodada com todos disputando as vagas, talvez empatados em pontos e jogando a decisão para o saldo de gols. Apesar de apontada como favorita até ao título, não imaginava que a Holanda vencesse suas duas primeiras partidas sem maiores dificuldades, mesmo não jogando tão bem. E esperava muito mais de Camarões. Leões que, de indomáveis, não têm mais nada.

O time africano, que perdeu suas duas primeiras partidas, deve jogar pela honra de se despedir sem perder. E como os holandeses já estão classificados, bastando um empate para garantir o primeiro lugar, não devem forçar muito. Bom jogo para a estréia de Robben, que volta de contusão. Pode até ser um jogo animado e com muitos gols, e viva a falta de compromisso.

Do outro lado, apesar da evolução ao longo dos anos e de torcer bastante, não acho que o Japão – pelo que jogou até agora – vença a Dinamarca. Aliás, acho que não consegue nem segurar o empate que lhe é favorável. Uma pena, pois teríamos menos um europeu e mais um asiático na segunda fase.

Jogos 39 e 40: Dinge in ihren richtigen Platz (ou esta porra tem regulamento)

Apesar de começar a rodada como líder e precisar de apenas um empate contra a Alemanha, Gara será mais uma seleção africana a sair da copa na primeira fase. Considero que a derrota dos germânicos para a Sérvia foi um acidente, ainda considero um grande time. E quando contamos, também, com o peso da camisa, não resta mais dúvidas. Não há muita coisa a falar sobre Sérvia e Austrália. Vai dar a lógica e pronto, porque até para zebras há limites.

Jogos 37 e 38: yankees rules

Se você está torcendo e até esperando a eliminação da Inglaterra, pode esquecer. Basta vencer a Eslovênia e tudo estará resolvido. O time da Inglaterra é muito bom e, cedo ou tarde, vai funcionar. E os momentos de decisão são ótimos para que os grandes times se apresentem. Além disso, há um detalhe que faz muita diferença num momento como esse: o peso da camisa.

No outro jogo também não haverá surpresas. O time estadunidense, de razoável pra bom, vai passar pela Argélia sem maiores problemas. E com a fome que devem estar depois de serem roubados no jogo contra a Eslovênia, eu diria que a chance de atropelamento é enorme.

Com as duas vitórias, norte-americanos e britânicos terminam o grupo com o mesmo número de pontos. Se os ianques fizerem o mesmo número de gols que os ingleses, saem em primeiro pelo número de gols marcados. Pois eu acho até que eles vão fazer mais gols.

Jogos 35 e 36: la fanfarria de Mafalda (2)

A classificação do grupo B não deve ter muitas surpresas. A Argentina deve vencer a Grécia, concorrente a pior time da Copa. Assim, Dom Diego manterá seu sorriso fanfarrão e a decisão fica para o outro jogo. Como à Nigéria só interessa a vitória, deve partir pra cima da Coréia do Sul desde cedo. Se fizer o gol logo no início, pode dominar a partida e fazer os gols que precisa para se classificar. Mas não acredito nisso. Ao time oriental, o empate é suficiente e eles devem entrar preparados para jogar no contra-ataque. Como são muito velozes e têm alguma qualidade, podem até vencer com facilidade.