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70

É isso, o sujeito chegou aos 70 e o que mais é preciso dizer sobre ele? Que continua fazendo lindas canções de amor.

Dois anos e dois dias

Há dias que não escrevo e isso me agonia. Não porque pretendo dar notícias importantes ou fazer análises definitivas sobre qualquer coisa. Só porque é aqui que desopilo o fígado. As coisas andam corridas, muito mais do que o normal mas nada muito diferente de qualquer um.

Mas a correria não é só de aporrinhações. Muito pelo contrário. Entre notícias de explosões, confusões da Copa, Flamengo, F1, morte de piloto, mais confusão de mais um ministro, palestinos e israelenses (coisas sobre o que ainda pretendo falar por aqui, sem saber quando), a moça completou dois anos.

Parece que foi ontem que praticamente cabia na palma da mão. Está enorme… Todo mundo fala a mesma coisa e às vezes é difícil se dar conta, mas é mesmo preciso aproveitar tudo o quanto é possível, porque passa muito rápido. Rápido demais.

O jovem octogenário

Então o sujeito fez 80 anos de idade e está bombando na TV, jornais, rádios etc. Deu boas entrevistas, é bom que se diga. Foi homenageado em trocentos eventos. E ainda está lançou o documentário Quebrando tabu, sobre a descriminalização das drogas. Atual e jovial em todas as aparições.

Essa onda, na verdade, é bem natural. Afinal, é ex-presidente e tem coisas importantes a dizer, concordemos ou não. Mas fico pensando se não foi exagerado. E derivo sobre se é de propósito, para testar sua popularidade e seu alcance. Lembrem-se que a oposição, no Brasil, desapareceu.

Será que, a essa altura da vida, o sujeito começou a preparar o bote para uma nova campanha?

Espírito imutável

Uma vez escrevi um texto sobre as memórias que temos, independente de ter vivido ou não o tal fato ou a época. Me referia a Garrincha, no dia em que se completavam 25 anos de sua morte.

Pois hoje seria seu aniversário, se vivo completaria 77 anos, no dia do padroeiro do Flamengo em que ele acabou jogando já no final de carreira para agradar sua Elza. Para marcar a data, a Trivela publicou uma entrevista fictícia com Mané, baseada em idéia semelhante da Vanity Fair, em que David Kamp “entrevistou” John Lennon aos 70 anos.

Abaixo, um trecho do texto de Felipe dos Santos Souza. Para ler a matéria completa é só clicar aqui.

Novamente, a face de Mané se ilumina: “Ela, sim, me salvou. Porque, mesmo com todo mundo dando uma forcinha, eu continuava querendo beber. Pô, beber é bom pra chuchu! Daí, ela chegou, lindinha, tinha uns 20 anos. Conheci ela numa festa duma dessas escolas de samba, o enredo ia ser sobre mim. Claro que eu fui acompanhado por uns três filhos, senão eu ia me acabar numa branquinha.

“Daí eu vi ela sambando. Pedi o telefone dela, um dos meus filhos pegou, e eu fiquei ligando pra ela. Falei um tempão “minha nega, por você eu paro até de beber”. E ela: “Se você fizer isso, eu fico contigo. Mas eu duvido.” Já viu homem provocado, né? É fogo na jaca…

Tremendão

Como lembrou a Isabel, o cara fez aniversário ontem: 69. E como podem ver, continua fazendo música boa.Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Aniversário

E na de colocar a leitura em dia, passei pelo Pretextos e descobri que na quarta-feira o blog fez aniversário de um ano. Eduardo faz parte da turma “nasceu para escrever”. E como a coisa é boa e como cumprimento pela data querida, republico mais uma pérola do sujeito, a que inaugurou aquele seu canto. Locupletem-se.

Pteloracul

Dez letras – duas repetidas – formam a palavra locupletar. Que incita a pensar em ato ilícito, embora seu significado não aponte necessariamente para algo assim. E como não se diz, de alguém que ganhe espetacular prêmio de loteria, que está locupletado, fica na palavra uma sombra de suspeita, com endereços para sua adaptação mais ou menos conhecidos.

Se nos contentarmos em usar apenas as letras do suspeitíssimo vocábulo – sem ânsias de nos locupletarmos com as do alfabeto – chegaremos a palavras como culpa e clepto, lucro e lucrar. Escreve-se também culpar, que mais se presta ao uso para definir intenção de quem se locupleta.

Acaso época, preta, cura e cureta não nos trariam significados fácilmente associáveis à ação de um locupletante? Como admitir que a cureta não trabalhasse na cura de alguém dedicado à coleta oculta, em rapto e repto à corte e à ralé, louca e rouca – sem prato, sem arte e sem roupa – sem letra, no talo, no taco e em trapo?

Sem roupa a ralé, mas com paletó – vá lá! – o locupletador. Que teria condições ideais para ir não apenas ao Crato, mas a Creta. Poderia também ir àquele parque, ver a personificação do cão Pluto. Praticar o rapel, indagar o que diriam as cartas do tarô. Poderia ser poeta e poetar ao luar.

Bem entendido de pacote e teca – dois dos muitos nomes que identificam o vil metal – o tal locupletador, locupletante e locupletatício, com calo e sem cola, adivinharia tropa e identificaria tropel. E mais poderia com aquelas letras, se eu não desejasse poupar à minha leitora e ao meu leitor a monotonia de uma leitura que já vai longa. Apenas peço-lhes mais um nada de paciência para lembrar que o indivíduo fictício a que me refiro (não vou mais citar aquela palavra), poderia também pular, optar, cotar e copular.

Se, inadvertidamente, deixei de lado alternativas para a grafia de palavras usando aquelas letras, para por em ação o infrator, trato logo de retornar à idéia original. Tiro ainda e finalmente, daquela modesta fonte, os vocábulos que identificariam o sujeito – um rato; a ação – em rota; o destino – uma cela; e a provável conseqüência – …créu!

Se o leitor topar, aqui eu fecho a porta.

Eduardo Lara Resende (Pretextos – ELR)