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E viva o RSS do blog. A Carla passou pra Carol que passou pra mim que cliquei e cheguei nO Buteco da Net, do Humberto Oliveira. O vídeo mostra um flash mob no canadá. O objetivo é a conscientização sobre a presença dos plásticos em nosso planetinha.

Pra mim, um vídeo como esse é muito mais eficaz do que boa parte das palestras que assistimos por aí. Sem contar que a turma que participou deve ter se divertido horrores.

Vale assistir.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Flashmob, posted with vodpod

 

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Ministério do vai dar merda

Não, não sou geólogo, sismólogo ou algo que o valha. Na verdade, não entendo lhufas do assunto. Mas acredito piamente que nada acontece por acaso, que – na verdade – os fatos se dão em cadeia. E isso vale pra tudo, mesmo que não se consiga identificar a ligação entre os acontecimentos imediatamente. Não é o caso dos terremotos e tsunami que estão devastando a costa nordeste do Japão desde sexta-feira.

Vocês já devem ter visto por aí, em qualquer TV ou portal, um especialista qualquer explicando como é que funcionam as placas tectônicas e como seus movimentos provocam os terremotos. E a tal placa do Pacífico deve ter sido a entidade pública mais comentada nos últimos dias.

Na verdade, o mundo tremer naquela região não tem nada de novo. Pelo contrário, tudo o que se constrói por lá já está pronto para agüentar, razoavelmente bem, o tranco. E tsunamis também não são novidade, mas não há muito o que fazer quando a onda é capaz de cobrir o prédio que suportaria o terremoto. Mas esse é o risco de viver por ali, e tanto japoneses quanto seus vizinhos administram esse risco desde que o mundo é mundo.

Mas sabem aquela história de que as coisas acontecem em cadeia? Pois é.

No dia 22 de fevereiro a Nova Zelândia tremeu. As ilhas estão localizadas bem no encontro entre a tal placa do Pacífico e a Sul-Americana. Na semana passada, o Kilauea – o vulcão mais ativo do mundo, localizado no Havaí – lançou lava a 20 metros de altura e foram registrados cerca de 250 sismos na região do vulcão. De quebra, dois dias antes do terremoto de 8,9 que causou a tragédia, aconteceram três tremores que variaram entre 6,5 e 7,2. Ou seja, com os milhares de anos de história e toda essa movimentação recente, não dá pra dizer foi tudo uma grande surpresa.

No final das contas, o número de vítimas e a grande destruição são conseqüências mais da onda gigante do que dos terremotos propriamente ditos.

A grande tragédia que está para acontecer é o vazamento nuclear na usina de Fukushima. E o que me espanta, apesar de toda a tecnologia, é como é que neguinho tem coragem de construir usina nuclear num lugar como o Japão, que treme mais forte ou mais fraco dia sim e outro também. Porque na minha cabeça de leigo, é óbvio que um dia vai dar merda.

Chico Buarque disse uma vez que Lula deveria criar o ‘Ministério do Vai Dar Merda’. Na hora de tomar qualquer decisão, o presidente chamaria o tal ministro que analisaria o caso e aprovaria ou não a tal decisão. Pois começo a achar que toda e qualquer nação deveria criar a tal pasta.

Incoerências

Priorizar a educação implica consolidar valores universais de democracia, de liberdade e de tolerância, garantindo oportunidade para todos. Trata-se de uma construção social, de um pacto pelo futuro, em que o conhecimento é e será o fator decisivo.

(…)

Estamos fazendo as escolhas certas: o Brasil combina a redução efetiva das desigualdades sociais com sua inserção como uma potência ambiental, econômica e cultural.

Esses aí são pequenos trechos do artigo de Dilma Rousseff, nossa presidente, na Folha de São Paulo. E há algumas coisas que não entendi.

Como é que um governo que investe tanto em cotas e outros incentivos para o acesso à universidade mas não cuida do ensino fundamental pode dizer que prioriza a educação. Porque o que acontece hoje é que boa parte dos jovens que chegam à faculdade, não tem condições de cursá-la da maneira que deveria e o resultado disso é uma entre duas opções: cai a qualidade do ensino para que se alcance um imenso número de profissionais de nível superior sem se importar a que custo ou o sujeito beneficiado entra, não agüenta o tranco e desiste.

E que história é essa de assumir esse papel de potência ambiental com o novo Código Florestal que está em vias de aprovação?.

 

Batalha naval

– Água!

Corta para as notícias da tragédia desta semana no Rio.

Por alguma coincidência dessas, novamente o governador não está (nem) aí. Desta vez está de férias. Como, ao que parece, esteve nos meses entre a tragédia de Angra e Niterói e a atual. Na sua batalha naval, Sérgio Escabroso insiste na mesma jogada – faz um “número 2″  para todos nós. E sempre o mesmo resultado:

– Água! (Hmmm…. Número 2 + água? Será diarréia encefálica?)

Para fazer justiça, a culpa não é só dele, claro. Há décadas que a história se repete: quem tem grana, paga um por fora e constrói onde quiser. Quem não tem grana, dá uns votos e constrói onde quiser.

Giorgio Seixas

É reconfortante saber que existem pessoas que se incomodem com as mesmas coisas que eu. E, como eu, passam por ranzinzas. Para ler o texto completo, de onde foi tirado o trecho acima – além de outras histórias interessantes – basta clicar aqui.

Todo ano ela faz tudo sempre igual (2)

Ontem fiquei assustado com alguns comentários que vi no Twitter e no Facebook, misturando a festa do Flamengo com Ronaldinho e a tragédia das chuvas. Fiquei assustado porque foram comentários feitos por pessoas que conheço, que tem boa formação e acesso a muita informação o tempo todo. A frase “é um absurdo essa gente toda fazendo festa pro Ronaldinho enquanto tanta gente morre em volta” foi uma das mais leves que encontrei sobre o tema. Nem tentei contar os gritos raivosos contra o clube, contra os torcedores e contra o dentuço.

Tudo isso porque, infelizmente, as pessoas continuam misturando alhos com bugalhos.

Porque é preciso entender que com terremotos no Haiti, tsunamis na Ásia, nevascas na Europa, atentados terroristas em Nova Iorque ou chuvas de verão no nosso Brasil varonil, a Volkswagen continuará fabricando carros, a Petrobras continuará explorando petróleo, a Airbus continuará vendendo aviões, a Coca-Cola seguirá brigando com a Pepsi e o Flamengo continuará jogando bola e fazendo festa para seus craques.

Sinto muito, é o óbvio ululante, mas a vida não para. O máximo que o Flamengo pode fazer em relação à nova tragédia das chuvas é marcar um jogo amistoso em que suas estrelas entrem em campo por pelo menos 15 minutos e reverter a renda da partida para a população atingida. Outra ação seria reunir patrocinadores e parceiros e fazer uma grande campanha pública. Por exemplo, a Batavo doaria alimentos; a Olympikus, roupa; BMG, grana; Bioleve, água; Volkswagen, veículos para ajudar no transporte e resgate de pessoas e seus bens.

Agora, não vi na turma indignada com a festa rubro-negra, ninguém gritar indignada contra os sujeitos que não cuidam das cidades, que deixam as encostas serem ocupadas à galega, que não cuidam para que as redes pluviais estejam limpas para escoar a água corretamente, contra a própria população de qualquer classe social que decide correr riscos construindo onde não deve, contra a falta de educação do povo que joga lixo em qualquer lugar etc etc etc.

São 9h de quinta-feira e, até agora, o número de mortos apenas na região serrana do Rio é de 335. E essa é a trocentésima tragédia provocada pela chuva por aqui. E outras virão. Porque todo ano tem chuva e nós nunca estamos preparados para lidar com ela. Porque “nas últimas duas horas choveu o equivalente a três décadas” ou algo assim. E isso é surreal. E não vejo ninguém tendo grandes reações sobre isso.

Todo ano ela faz tudo sempre igual

Sou só eu ou tem mais alguém cansado do que acontece nos verões de todos os anos por aqui? ‘Por aqui’, leia-se Brasil.

Todo mundo sabe que todo ano tem temporal. E todo mundo sabe que vão cair barreiras, estradas vão afundar, pontes serão arrastadas, favelas vão desabar e um monte de gente vai morrer.

Mas todo ano, todos os nossos prefeitos e governadores e presidente e vereadores e deputados e senadores e secretários e assessores e mais qualquer outra coisa que o valha são pegos de surpresa.

Afinal, ninguém sabe que a infraestrutura de nossas cidades de todos os tamanhos são ridículas e inapropriadas, ninguém sabe que nossas estradas e pontes são construídas e mantidas nas coxas, ninguém sabe que nossas encostas são ocupadas da maneira errada.

E aí, em todos os verões, é um tal de “ah, meu Deus”, “que tragédia”, “como é que isso foi acontecer”, “faça doações para o povo de não sei onde”, “é lindo ver a solidariedade do brasileiro”.

Cansativo, né não?

Pois não parece, porque todo ano é igual e nós estamos sempre aqui, assistindo quem devia fazer alguma coisa continuar sem fazer nada. E não reclamamos, não nos indignamos, não cobramos.

Mas é verão e o carnaval já vem chegando. Limpa logo essa lama e vamos festejar, Alá, Alá, Alá meu bom Alá.

Mas vale lembrar que, em 2010, Rio e Grande Rio foram afogados durante a noite entre os dias 5 e 6 de abril. E hoje é, só, 12 de janeiro. Resumindo, se eu fosse você, tirava o pé de pato do fundo do armário, revisava o tanque de oxigênio e testava o motor do bote.

Música para vender

Todo mundo já deve ter visto por aí a propaganda do Camaro. Sinceramente, não estou muito aí para o carro, nunca fui grande fã dos muscle cars americanos. Mas a agência que fez o filme (e a Chevrolet, claro) acertaram a mão em reeditar o jingle fabuloso, composto por Zé Rodrix para um comercial do Opala. Funcionou tão bem que durante vários anos foi a trilha sonora de todos os lançamentos da montadora.

E eu que sempre gostei de jingles, comecei a lembrar de alguns outros, daqueles que merecem entrar em qualquer antologia que um dia se faça (se é que já não foi feita) na publicidade brasileira. Um deles, composto por Theo de Barros para a Vasp.