Motores da ilha

Não sou um defensor do Castrismo e de Cuba, como ela é. Pelo menos hoje. Simplesmente porque sou contra qualquer cerceamento de liberdade. Já escrevi, em outro post, que acredito na possibilidade do regime nem existir mais se não houvesse o estúpido embargo que isolou o país durante tantos anos.

Mas se é fato que muita gente tenta dar o fora, do jeito que dá, também é verdade que coisas boas aconteceram na ilha, ou tanta gente são seria defensora contumaz do chefe da revolução.

harley0001De qualquer maneira, não é sobre isso que quero falar aqui. Por conta de seu isolamento, imagens comuns de Cuba dão conta da frota de automóveis, grande parte anterior à década de 60, caindo aos pedaços pelas cidades do país. E sempre me impressiono pela maneira como aquele povo conseguiu mantê-los funcionando. O mesmo vale para uma série de outros aparelhos, como geladeiras, liquidificadores e afins.

Como se não bastasse a manutenção de tudo isso para, simplesmente, facilitar a vida das pessoas, descobri (na verdade, alguém mandou os links para blog do Flávio Gomes e eu fiz a pescaria) que os cubanos – de bom gosto comprovado, inclusive, por sua música – têm dois clubes que cultuam dois mitos do mundo moderno: Porsche e Harley Davidson.

Como posando para uma máquina tão ou mais antiga quanto ele, o Porsche é emoldurado pelo Gran Teatro de La Habana, García Lorca

Como posando para uma máquina tão ou mais antiga que ele, o Porsche é emoldurado pelo Gran Teatro de La Habana, García Lorca

É isso mesmo, na ilha comunista de Fidel, Che e Raul, homenagens a dois símbolos do capitalismo. E, dentro das possibilidades, cuidam de seus brinquedos com muito carinho.

Esse post é, então, uma espécie de voto de esperança de que, em pouco tempo, Cuba poderá voltar a se relacionar com o mundo e se desenvolver, com a liberdade que revolução lhe tirou e sem a libertinagem que Batista lhe impingiu.

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