Slow food

Sou o cara mais chato, reclamão e ranzinza do mundo ou mais alguém notou que Bob’s e McDonald’s destruíram – faz tempo – o conceito de fast food?

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A vida em gráficos (5)

Uma pequena homenagem a mais uma experiência gratificante com a Net.

 

Todo mundo quer ser jovem

Não, não concordo com o título do post. Mas é verdade que o vídeo abaixo é interessante, uma boa abordagem à questão das gerações, seus comportamentos etc. Se tem um defeito, é não apresentar uma juventude que está realmente em uma aldeia global, pois ele se limitou à Europa e América do Norte. Ou seja, falta muita gente. O que não invalida o vídeo, mas não permite que ele seja reconhecido como completo.

O que importa: vejam porque vale a pena.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Bazar (2ª edição)

Dizem por aí que existem poucas coisas tão boas quanto aproveitar uma pechincha. Acreditando que a afirmativa é verdadeira e cansados de saber que as coisas não andam fáceis para ninguém (ricos e famosos à parte, claro), resolvemos realizar nosso primeiro bazar. Como diria Celso Russomano, “será bom para ambas as partes”.

O post reaparece em segunda edição para informar que as prateleiras esvaziaram, mas o estoque não acabou. E o que sobrou está ainda mais barato. Aproveitem e a ajudem a Helena a comprar um presente caprichado para o dia das mães.

1. Carrinho de Passeio Galzerano Girafas: R$ 120.

– Ideal para bebês de até 17kg; capota; reversível e reclinável; tecido removível e lavável; cinto de segurança e cesto porta-objetos; rodas dianteiras giratórias; rodas traseiras fixas com duplo sistema de freios; alça para facilitar o transporte.

– Dimensões aproximadas do carrinho montado: 97x52x83cm (AxLxP); peso aproximado do carrinho montado: 5kg.

2. Cadeira de Alimentação Monstrinhos Burigotto Merenda: R$ 130

– Para crianças de 6 a 36 meses; duas bandejas sobrepostas (a de cima pode ser retirada); encosto regulável com 4 posições; pedana regulável em 2 posições; cinto de segurança de cinco pontos com regulagem na altura dos ombros.

– Dimensões da cadeira montada: 106×56,5x80cm (AxLxP); peso: 7,9kg.

3. Cadeira para Auto Infanti Star: R$ 260

– Para crianças de 9 a 36kg; base em plástico de alta resistência; 2 posições de recline; cinto de 5 pontos ajustável em 3 alturas; protetor de ombros; absorção de impactos na área da cabeça; tecido acolchoado e removível; apoio de braço; suporte de recline.

– Dimensões: 63x41x30cm (AxLxP); peso: 6,4kg.

A última pechincha (por enquanto) é oferta dos pais da Helena. Pouquíssimo uso mesmo e infelizmente, porque depois de tentar fazer exercícios 4 ou 5 vezes cada um, percebemos que o aparelho (que é muito legal) é incompatível com uma mocinha andando e correndo pela casa.

4. Simulador de Caminhada Brisk Walking Polimet: R$ 270

– 5 funções; possibilita exercício aeróbico, alongamento e tonificação muscular (parte interna das coxas, glúteos, panturrilha, peito, costas e braços).

– Estrutura em aço com pintura em pó Epóxi eletrostática; apoio para as mãos revestido em borracha; pés com revestimento antiderrapante; suporta 120kg; dobrável.

Como viram nas fotos acima, tudo está em perfeito estado, nada quebrado ou com defeito. Então, se você se interessou por alguma coisa, basta enviar um e-mail com seu número de telefone para andoepenso@gmail.com que eu entro em contato. Se não quiser comprar nada, tudo bem. Mas ajude na divulgação e passe o link para amigos e familiares, poste no Facebook, no Twitter etc etc etc.

Asa quebrada (2)

Na semana passada, falei sobre o estudo divulgado pelo IPEA sobre a (falta de) preparação de nossos aeroportos com vista aos grandes eventos que teremos por aqui, especialmente Copa do Mundo e Olimpíadas. E falei sobre o famoso legado que é propagandeado, sempre que os tais eventos entram em discussão.

Pois o que me incomoda nessa história é que, na verdade, nunca se pensa no que é necessário no dia a dia de quem vive por aqui, com ou sem eventos, com ou sem pretextos.

Pois você sabia que, com passagem comprada, vôo no horário e tudo aparentemente certo, você pode não embarcar. Você sabia que você pode ser preterido? Pois vejam um trecho da resolução 141 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), publicada no dia 9 de março de 2010.

CAPÍTULO III

DA PRETERIÇÃO DE PASSAGEIRO

Art. 10. Deixar de transportar passageiro com bilhete marcado ou reserva confirmada configura preterição de embarque.

Parágrafo único. Quando solicitada pelo passageiro, a informação sobre o motivo da preterição deverá ser prestada por escrito pelo transportador.

Art. 11. Sempre que antevir circunstâncias que gerem a preterição de embarque, o transportador deverá procurar por passageiros que se voluntariem para embarcar em outro voo mediante o oferecimento de compensações.

§ 1º As compensações de que trata o caput deverão ser objeto de negociação entre o passageiro e o transportador.

§ 2º Não haverá preterição caso haja passageiros que se voluntariem para ser reacomodados em outro voo mediante a aceitação de compensações.

§ 3º O transportador poderá solicitar ao passageiro a assinatura de termo específico reconhecendo a aceitação de compensações.

Art. 12. Em caso de preterição de embarque, o transportador deverá oferecer as seguintes alternativas ao passageiro:

I – a reacomodação:

a) em voo próprio ou de terceiro que ofereça serviço equivalente para o mesmo destino, na primeira oportunidade;

b) em voo a ser realizado em data e horário de conveniência do passageiro;

II – o reembolso:

a) integral, assegurado o retorno ao aeroporto de origem em caso de interrupção;

b) do trecho não utilizado, se o deslocamento já realizado aproveitar ao passageiro;

III – a realização do serviço por outra modalidade de transporte.

Art. 13. Em caso de preterição de embarque será devida a assistência de que trata o art. 14, exceto nos casos em que o passageiro optar por qualquer das alternativas previstas no art. 12, incisos I, alínea “b”, e II, alínea “b”.

Clique aqui para ler a resolução na íntegra.

Agora, leiam abaixo a história da Marcela.

Sexta-feira, quando fui fazer check in para um vôo da GOL, fui informada de que não poderia embarcar devido à preterição. Eu nunca tinha ouvido falar sobre isso, mas é uma manobra permitida pela ANAC.

Existem algumas justificativas para preterição, mas a razão da minha foi a companhia aérea ter percebido que algum vôo enfrentaria problemas por falta de tripulação. Ou seja, no meu lugar e no lugar de um rapaz, embarcaram dois tripulantes de outro vôo.

Como o meu vôo era o último da noite para o meu destino, a GOL me encaminhou para um hotel e reagendou minha viagem para o dia seguinte, em outro horário.

Pois bem, nada menos do que REVOLTANTE essa situação. Você paga a passagem, escolhe seu vôo de acordo com o melhor horário, se organiza para estar no aeroporto com antecedência, agenda seus compromissos e acaba absolutamente frustrado e impotente. Simplesmente, porque a operadora não consegue planejar corretamente a “logística” de sua tripulação!

(…)

Tentei ir à sala da ANAC, no Galeão, mas fui informada de que a agência está desativando, pouco a pouco, as salas de atendimento dos aeroportos. Interessante, não?

Restou ir à uma área para atendimento de ocorrências, onde fui aconselhada a entrar com uma ação. Embora a ANAC permita a operação, a justiça ainda pode me ajudar.

Agora, a grande questão é: por que a ANAC permite esse tipo de situação? Por que eu tenho que arcar com a falta de tripulação de um outro vôo?

Suspeito que seja muito mais barato e que gere muito menos ruído a GOL maltratar dois de seus clientes do que ter que cancelar um vôo inteiro. Mas, é isso mesmo? Tá certo isso?

Outra coisa revoltante foi o “verde” que o funcionário da GOL tentou jogar pra mim (e para o  rapaz que passou pela mesma situação). Quando ele informou que a gente não poderia embarcar, disse que nós havíamos perdido o horário limite para check in. Sorte nossa é que ainda faltavam mais de 30 minutos e, na hora, pudemos contra-argumentar. No entanto, uma pessoa um pouco mais distraída ainda teria que pagar taxa para remarcação.

Copa do Mundo e Olimpíadas? Isso vai ser divertido.

Marcela Moreira

Há alguns detalhes muito interessantes na história. O primeiro, a falta de planejamento da companhia. No caso, foi a Gol. Sinceramente (e até prova cabal em contrário), tenho certeza que não é muito diferente nas outras.

Outro detalhe é que a legislação pune o consumidor e premia a falta de planejamento do prestador de serviço. É assim que a agência regula o mercado, premiando o lado mais forte da relação? Muito, muito bom mesmo. Mas para isso, tenho uma solução simples: basta a ANAC baixar uma resolução obrigando as companhias a reservarem um ou dois assentos em cada vôo, uma reserva operacional. Assim, se as passagens forem vendidas e os passageiros ficarem a pé, configura-se o overbooking. E logo, algum entendido do assunto dirá que isso não existe em lugar nenhum do mundo. Dane-se, jaboticaba só tem no Brasil e é uma delícia.

Por fim, mas não menos grave. Quer dizer que os funcionários da companhia aérea são orientados a tentar enganar os passageiros? Isso nunca será admitido, mas é claro que sim. Porque os funcionários são treinados (ou deveriam ser) à exaustão e não têm autonomia para tomar decisões fora do script.

Quer dizer, como disse a própria Marcela, “Copa do Mundo e Olimpíadas? Isso vai ser divertido.”

P.S.: Como assim, a ANAC está desativando as salas de atendimento nos aeroportos? Quer dizer, a quem o passageiro poderá recorrer quando houver problemas?

P.S. 2: A Gol colocou Marcela e o outro passageiro em um hotel e fez tudo o que manda a legislação. Ok, sua obrigação. Mas quem paga pela programação, de lazer ou de negócios, não importa, que os dois deixaram de cumprir?

Muito barulho por nada

Eu devo ser um sujeito muito estranho mesmo. Ligo ou presto atenção a coisas que ninguém mais se interessa da mesma maneira que não tomo conhecimento de fatos e acontecimentos acompanhados de perto por zilhões de pessoas. Por exemplo, a história da entrega da camisa ao Obama que virou uma espécie de disputa entre alguns clubes do Rio.

Disputa esdrúxula, porque usando o campo da Gávea como heliponto de sua comitiva, era meio óbvio qual a camisa que ele levaria como souvenir.

Quero muito que me expliquem a razão do frenesi. Ou será que alguém realmente acredita que Mr. Obama, numa modorrenta tarde de sábado, enquanto lê seu jornal na varanda de sua casa branca, de chinelão e bebendo limonada, usará a camisa do Flamengo ou qualquer outro clube brasileiro que lhe entregasse a camisa?

Será que todo o esforço foi apenas e tão somente para (com alguma lógica muito estranha) dar uma zoada no seu amigo que torce para outro time? Faz algum sentido? Imaginem o diálogo:

– Falaê Pedrão, seu vasquinho agora vai?

– Beleza Sirelli? Quem sabe, né? Ta melhorando…

– Aí, vocês são vice em tudo mesmo hein, até pra dar camisa de presente. Viu o Obama com a camisa do Mengão? Nossa presidenta é foda…

– É, ela foi malandra com a história de não poder carregar nada quando fosse falar com o negão. Mas e aí, deu a camisa e daí? Grandes merda hein…

– …

Mas, se usarmos a lógica do dinheiro, pode fazer algum sentido. Afinal, vocês já repararam o casting que anda usando ou segurando ou qualquer coisa com a camisa do Flamengo? Desconsiderando todas as figuras da história, de Pelé ao Papa, e fingindo que só existe o Flamengo hoje e que a Olympikus é nossa primeira fornecedora. Também é preciso lembrar que, no resto do mundo, outros esportes e seus atletas são muito valorizados, têm status de ídolo de verdade.

Além de Ronaldinho Gaúcho, César Cielo (multicampeão mundial e olímpico na piscina) e Diego Hipólito (multicampeão mundial na ginástica). E sabem quantas camisas ou qualquer outro produto oficial do Flamengo você consegue comprar em lojas de esportes fora do Brasil? Nenhuma. Porque a nossa fornecedora oficial simplesmente não consegue distribuir, seja na Argentina ou na Espanha.

Então, o furdunço com o Obama, na verdade, não serviu pra nada. Porque nenhum torcedor do Flamengo, em sã consciência, vai comprar ou deixar de comprar um produto caro como esse só porque o Obama tem a sua. E aí eu seria obrigado a concordar o Pedro: grandes merda hein…

Na mosca!

E a Devassa é a grande notícia do pré-carnaval. Em sua nova campanha, Sandy é a garota propaganda que substitui Paris Hilton. E só se fala nisso, é campeã de audiência no quesito “falem mal, mas falem de mim”. Porque o tema está em todas as redes sociais com críticas e mais críticas entre bem humoradas e ácidas. Tudo porque a Sandy tratou de fazer sua carreira como a garota certinha de família, que não fala palavrão, casou cedo e coisas assim.

Mas peraí, será que realmente erraram tanto assim?

O mote da campanha é “todo mundo tem um lado devassa”. Então, teoricamente, ninguém melhor que uma ‘santinha’ conhecida para ser a personagem. De quebra, o texto do comercial se encaixa perfeitamente e é muito bem feito, em clima de descontração total, de curtição dela e da platéia que aparece surpresa.

Então, desse meu cantinho aqui, parabéns à agência Mood.