Crônica de sexta-feira (12)

Eu aqui quebrando a cabeça, depois de mais uma vez abandonar o cafofo por alguns dias, tentando descobrir como ou o quê escreveria sobre o fim de ano, o feliz Natal e o tal próspero ano novo. E quando abro a bendita caixa de entrada, está lá piscando o texto de nosso mais assíduo quase único cronista de sexta-feira.

E o que resta, então? Muito obrigado meu amigo.

E muito obrigado a todos os amigos, próximos ou nem tanto, por mais um ano bom que está terminando. De quebra, todos aqueles desejos antigos, clichês mesmo, mas sempre muito sinceros: um Natal de paz, sorrisos e família para todos, e um 2014 muito melhor que 2013.Relogio antigo

O tempo

Eu não concordaria com alguém que afirmasse que o tempo é mesmo uma dimensão matemática e fisicamente medida, de preferência com a tecnologia suíça. Nada disso, para mim, as relações de convivência, de entendimento e de vida com relação ao tempo vão muito além da matemática, da física, da química e de outras ciências, exatas ou humanas.

E eu explico: são muitas as variáveis em nossas vidas que, na minha opinião, influenciam diretamente o nosso entendimento sobre o tempo: as coisas boas, as alegrias, as coisas ruins, as tristezas, as distâncias, os encontros, as saudades, as amizades perdidas e ganhas, alguém querido que se foi, alguém amado que chegou, encontros, desencontros, músicas dos anos 70, enfim, são muitas coisas que – acredito eu – possuem um significado de tempo diferente para cada pessoa. E não vejo nada de errado nisso.

De vez em quando me lembro de coisas que aconteceram na infância, com tanto realismo que “parece que foi ontem”. E também custo a lembrar de algum fato ou um nome que teve relação comigo há algumas semanas, ou até mesmo alguns dias. Também não vejo nada de errado nisso, ainda que já comesse a me preocupar com idade, um certo alemão e por aí afora.

Então, fica entendido: o tempo é diferente para cada um de nós. Mas encerro este texto afirmando que num determinado aspecto, o tempo pode e deve ser entendido e praticado por todos nós de forma única, se não idêntica, pelo menos parecida: é o tempo do fim de mais um ano, ou seja, é o tempo presente, é o hoje. “Se somos felizes e sabemos disso”, entre aspas por considerar esta citação já histórica, apesar da minha autoria, é porque sabemos viver bem o tempo de hoje, sempre nos lembrando do passado, o que nos dá a chance de corrigir ou aperfeiçoar algo em nossas vidas, e sonhando e planejando o futuro, desafio cada vez mais difícil, neste atribulado mundo. E eu prefiro mil vezes sonhar do que planejar, é mais gostoso.

Então, chega o fim de ano, com chuva, desastres nas estradas, muita confusão nas cidades, alguns com o hábito de comprar presentes e outros não, pois os últimos gostam de presentear as pessoas queridas o ano inteiro, sem motivo, como é o Natal e eu penso que estão corretíssimos, mas, enfim, o que quero escrever é que neste tempo de fim de ano o tempo parece o mesmo para todos nós: época de pensar, mas com moderação. Não deixe – nunca – a razão ser grande majoritária em seus pensamentos, não tem graça, precisamos sempre de uma boa dose de emoção; é época de amar; de viver a boemia; de divertir e de desejar um feliz Natal aos meus poucos e sagrados leitores e que em 2014 eu tenha o juízo de aprender a planejar melhor o meu tempo e nunca deixar de enviar uma crônica na manhã dos mais nobres dos dias úteis.

Então, pra terminar e mostrar que não precisamos ser diferentes na hora de escrever uma mensagem de fim de ano, que não precisamos de um texto mirabolante, cheio de efeitos especiais, para que o destinatário entenda a nossa mensagem, eu desejo a todos um feliz Natal e um próspero Ano Novo!

Rodrigo Faria

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