Tijolo com tijolo num desenho lógico. Será?

Como vocês podem ver no post anterior, ontem eu arrisquei e me dei mal. Quer dizer, mais ou menos no fim das contas. Pelo menos, eu preciso e gosto de acreditar que aquele golzinho vá fazer realmente alguma diferença no jogo da volta. E não custa acender uma velinha pra São Judas, o Tadeu, porque – a bem da verdade – fomos massacrados e não levamos uma goleada daquelas por sorte. Sorte sim, o Felipe estar num dia inspirado é sinal de muita sorte. Enfim, ainda dá pra torcer e até acreditar na vitória no jogo da volta.

Mas não é da Copa do Brasil que trata esse post. Desde que a nova diretoria assumiu (aliás, quando é que devemos parar de chamar a nova diretoria de nova diretoria?), estávamos cansados de saber que teríamos um ano duríssimo pela frente. Ninguém nunca escondeu nada, a realidade não foi maquiada, e mesmo assim a turba apoiou. Parabéns pra todos.

Por caminhos mais tortos que o necessário, no final das contas, hoje temos um treinador que sabe o que está fazendo, que tem um plano de onde e como quer chegar. Ok, ele também faz suas cagadas como as substituições no jogo do fim de semana e a escalação inicial de ontem. Mas isso faz parte e vale aceitar que por mais planos que se tenha, às vezes eles não dão certo (como acontece com qualquer um de nós). Principalmente quando se depende dos outros.

E esses outros são os jogadores que ele tem à disposição. A realidade é que temos um elenco de médio para fraco que, num dia muito inspirado como no Fla-Flu, pode ter boas jornadas assim como pode ter dias terríveis. No mais das vezes, teremos atuações entre médias e fracas, essa é a nossa realidade. E daí?

Daí que a grande maioria dos 20 clubes que disputam o Brasileirão também tem times e elencos que variam entre o médio e o fraco. Portanto, numa grande conjunção astral, é até possível que o Flamengo conquiste alguma coisa ao final do ano. Mas se tudo seguir dentro da normalidade, não ganharemos a Copa do Brasil e terminaremos ali pela meiúca da série A, sem sofrimento pelo rebaixamento (time grande não cai), sem maiores aspirações.

O que gostaria de saber é como anda a administração da dívida do clube. A auditoria contratada apresentou uma conta de R$ 750 milhões. Desses, foram pagos 40 para conseguir as tais certidões de débito. E o que mais? Como estão fechando as contas mês a mês (salários etc.)? As arrecadações do clube estão sendo realmente potencializadas? Em tese ainda há espaço para um patrocinador na manga; desistiram ou ninguém quis? Quanto se arrecada de verdade com o sócio-torcedor? Onde está, para onde foi o dinheiro do Morro da Viúva? A Adidas lançou o uniforme, mas nada de linha casual; isso não ajudaria na arrecadação? Algo está sendo feito a respeito? E o preço dos ingressos? Será que, em alguns jogos especiais, não dá pra fazer uma promoção? Será que 70 mil pessoas a R$ 10 ou 15 não é melhor do que 10 ou 12 mil a R$ 40 (valor médio)? Que tal fazer um teste sobre isso na partida contra o Cruzeiro, na próxima quarta?

Por fim, a pergunta mais importante: quais as perspectivas reais para 2014? A massa comprou o barulho, entendeu a situação, aceitou que seria um ano de paciência. Mas tudo na vida tem limite e se no horizonte não houver alguma luz… O ano é de reconstrução, mas isso não pode virar obra de igreja.

Obra

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