Às feras e ao fundo do poço

Dilma anuncia pactos com governadores e lança proposta de plebiscito para reforma política / ReproduçãoNa sexta feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu entrevista a Augusto Nunes e Ricardo Setti, para o site de Veja. Entre as muitas análises sobre o momento em que estamos vivendo, na terceira parte do encontro soltou uma pequena pérola sobre a qual se merece debruçar: FH disse acreditar que Dilma é honesta, sincera.

Primeiro, é preciso registrar que, dado o histórico dos últimos dez anos, não consigo acreditar que ninguém no governo do PT é honesto, sincero.

Mas vai que ele está certo. Aí, é forçoso reconhecer a incompetência elevada à enésima potência da presidente e toda a sua entourage.

E além dessas duas, a única outra explicação plausível para o que a moça fez ontem é a reunião das duas características não apenas em nossa líder suprema, mas nela e em toda a sua equipe. Incompetência e desonestidade. Vejamos.

Primeiro, reuniu governadores e prefeitos das capitais para discutir e tentar encontrar respostas para a onda de movimentos iniciada há duas semanas. Aí, sem combinar com eles, anuncia os tais pactos jogando sobre aqueles que deveriam apoiá-la o peso de boa parte dos problemas e a necessária busca pelas soluções. Basicamente, jogou pra galera tirando o bode de sua sala e colocando no sofá dos outros.

A mesma coisa em relação ao Congresso. Não bastasse sua reconhecida inapetência para se relacionar politicamente, fez questão de esticar a corda ao limite ao apresentar sua estranha proposta de plebiscito para decidir sobre a instituição de uma constituinte específica (e inconstitucional) para a reforma política. Resumindo, já que o Congresso não faz nada, que o povo resolva. Do jeito dela (e de Hugo, Evo e Rafael), claro.

Por fim, alguém teve a idéia brilhante de colocar todos os entes políticos do país na parede, alguém teve a idéia de permitir um pronunciamento importante (por mais surreal que tenha sido) no meio da tarde, horário em que a maior parte do país está na escola ou no trabalho.

Reparem. É ou não é cagada demais para a pura ingenuidade, honesta e sincera? É ou não é muita decisão importante para que ninguém se dê conta? É ou não é, moralmente, o fundo do poço? Ou será que ainda pode piorar?

De qualquer maneira, está confirmado que estamos (des)governados por uma senhora que não tem a capacidade, sequer, para ser síndica de prédio. Tá bom ou quer mais?

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