Quarto

Recon / Foto: Gustavo SirelliPor tudo o que aconteceu na quinta, no sábado e até as 14h de domingo, essa foto seria o resumo mais que perfeito do 6º Campeonato Brasileiro da Classe Velamar 22. Recon em cima enquanto a comissão de regatas ficava parada ou zanzando de lá pra cá na enseada de São Francisco, em Niterói, à espera do vento ou tentando entender de que lado a brisa sopraria mais constante. Seria…

A programação previa a realização de oito regatas entre quinta, sábado e domingo, além da regata dos patrocinadores, extra-campeontato, na sexta. Pois no primeiro dia, niente, nadica de nada, zero. Três horas boiando a esmo e nenhuma largada foi feita, dia completamente perdido. E com uma boa dose de ironia de éolo. Pois a frente fria prevista chegou assim que encostamos no clube, coisa de 10 minutos depois das 16h, horário limite para largadas.

Já na sexta, com chuvisco e (de novo) sem vento, a programação também não foi a termo. Pra tentar compensar, a comissão de regatas alterou a instrução de regata e antecipou a programação de sábado para as 10h, contra as 13h previstas originalmente. Até que deu certo.

Logo de manhã, a primeira regata. Em condições normais, em 40, talvez 50 minutos, estamos acostumados a dar duas voltas no percurso em oito com bóias que obriga a flotilha a passar por todos os clubes da enseada. No sábado, com um brisa bem fajuta, foi apenas uma volta. E para nós, do Picareta, um bom terceiro lugar.

A partir daí, o ventinho que já era pouco diminuiu ainda mais, torceu pra lá e pra cá, e ficamos umas boas horas esperando pra ver o que ia acontecer. Quase a fórceps, com uma brisa incapaz de nos refrescar no sol que brilhava inclemente, ainda corremos mais duas regatas, dessa vez barla-sota. Um nada bom quinto lugar e mais um terceiro para fechar o dia. E chegou o domingo…

Desde manhã, nada de vento. E nós lá, com o barco pronto no píer esperando, esperando, esperando. Mas aí a comissão de regatas foi pra água. Roda pra cá, roda pra lá, uma brisinha interessante mas nada constante. Até que pelas três da tarde o sujeito chegou com vontade de tirar o atraso.

O pau comeu, a raia ferveu, o vento roncou e nós andamos bem demais. Com as condições, ninguém levantou o balão. E conseguimos um excelente segundo lugar, chegando quase junto do – àquela altura já campeão – Smooth, numa cena que (dadas as devidas e muitas proporções) poderia ser comparada à disputa entre Ryan Briscoe e Ed Carpenter na chegada do GP de Kentucky de 2009.

Naquele momento, estávamos em terceiro e disputávamos posição com Salina e Focus. Poderíamos terminar de segundo a quarto. Mas ainda havia uma regata…

O curioso é que, em relação à primeira prova, o vento deu uma pequena arrefescida. Pra nós e pra muita gente, isso não foi bom. A impressão, é que geral ficou confiante demais e arriscou coisas que na verdade não deveria. Como levantar o balão, por exemplo.

Nosso resultado começou a micar na hora da largada, com um probleminha na genoa que nos atrasou. Largamos em último, atrasados. E oito ou nove segundos fazem muita diferença. Fizemos um primeiro contravento bem razoável e na primeira bóia já tínhamos recuperado bastante. Nossos adversários disputavam a liderança e nós, aquela altura, já ganhamos algumas posições. Ainda dava. No popa, balão pro alto e manter o barco equilibrado não foi nada fácil. E os líderes abriram mais vantagem.

Não estava fácil pra ninguém. No segundo contravento, só pra ter uma idéia, dos cinco tripulantes do Catavento, o time de Brasília, quatro foram pra água em uma atravessada provocada por uma rajada mais forte. E o último popa foi o caos. Nós e mais outros três barcos tivemos problemas. Balão pro alto, jibe chinês. Ainda terminamos em quinto e, pelas minhas contas (não vi o resultado oficial), terminamos o campeonato em quarto.

É, podia ser muito melhor, mas nem foi tão mal. Agora é esperar o ano que vem. Muitos parabéns para as tripulações de Smooth, Focus e Salina e muito obrigado aos nossos caros e queridos patrocinadores que, SEM NENHUM INCENTIVO FISCAL (sim, é muito importante repetir e gritar isso), tornaram possível a realização de mais um campeonato: Yen Motors, Focus Brindes, Olimpic Sails e Cervejaria Noi.

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