Tem limite

Vocês, provavelmente, já viram o comercial abaixo na TV.

“E daí, o que é que tem limite?”, devem estar se perguntando a meia dúzia de três ou quatro leitores que visitam o cafofo. Viadagem tem limite. Burrice tem limite. Ou pelo menos deveriam ter, né não?

Depois de ver o filme, resta alguma dúvida sobre a intenção do roteiro, de fazer uma piada com o Neymar fugindo de um homem depois de se exibir para as moças? Resta alguma dúvida de que é apenas uma brincadeira, sem qualquer conotação mais profunda? Resta alguma dúvida de que os Trapalhões faziam um humor muito mais pesado?

Pois está o maior bafafá nas redes sociais e no site da Lupo, com acusações de preconceito, de homofobia.

Será que não fica claro que o Neymar (heterossexual) foge de um homem (heterossexual)? Pois, afinal de contas, ele não quer se exibir, aparecer quase nu para outro homem.

Tem muita gente por aí sem nada pra fazer e com tempo demais pra pensar e falar merda, né não? E o pior é que, com o barulho que fazem por nada, estamos muito próximos de sermos todos proibidos de nunca mais falar nada sobre nada, nunca mais podermos sorrir ou rir de qualquer coisa.

Essas ‘minorias organizadas’ e suas pseudoditaduras do bem estão passando dos limites. Há muito tempo.

P.S.: será que eu preciso explicar que o termo ‘viadagem’ não tem nada a ver com ser ou não ser gay?

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5 comentários em “Tem limite

  1. Muito interessante o texto e comentarios idem. Nao tinha assistido ao comercial, entao agradeco ao Gustavo pela oportunidade. A piadinha do final jah era vislumbrada ha quilometros, entao nem podemos falar aqui de “reversao de expectativa” (os publicitarios adoram esse termo! Qué qué!). ,Mas foi divertido, e soh o fato de ferir os brios desses pseudo-puritanos jah lhe confere distincao. Dito isso, nao eh uma ideia tão boa investir em Neymar como garoto propaganda, pois ele jah atende tantas marcas que eh muito dificil ao publico fazer uma conexão clara dele com qualquer produto.

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  2. Era o que a Lupo queria. A conta da Lupo é da G2, cujo presidente é meu amigo e me confessou o desgaste gigantesco da imagem do Neymar e que, para justificar a conta, as peças publicitárias seriam mais polêmicas. Ou seja, o Neymar não está vendendo como já vendeu, então apela-se.

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  3. A pior coisa que um criativo (gente que trabalha na área de criação de uma agência) pega pela frente é um atendimento que “está pensando com a cabeça do cliente”, para reprovar o roteiro. Passada essa fase, tem outra: o Conar vai tirar isso do ar? Depois acontece isso com um comercial até bem conservador, bem mi mi mi da Lupo. A não ser a surpresa da boa interpretação do jogador, o roteiro não tem nada demais. Mas tem um bando de chatos de plantão, as senhoras pela moral e pela ordem que vou dizer uma coisa. Melhor, não vou dizer nada.

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