Questão de berço

Just watching / Foto: Alfeu MoraisA bela foto acima, do amigo Alfeu Morais, além de fofinha, engraçadinha, espirituosa e coisas do gênero é – se compararmos com essa gente bronzeada que mostra seu valor – de uma ironia finíssima.

Como tenho viajado muito pouco, vou falar de algumas das mais fantásticas experiências que tive na inigualável cidade maravilhosa.

Quando eu era criança pequena lá em Vila Isabel, aprendi coisas simples com meus pais, avós, pais de amigos etc. Regrinhas básicas como respeite os mais velhos ou não empurre nem bata em ninguém. Resumindo, ser honesto, honrado e sempre lembrar que o seu direito termina onde começa o do outro.

Há alguns dias, por exemplo, estava parado no sinal vermelho e o sujeito que estava parado atrás de mim ficou buzinando para que eu avançasse. Eu sei e até a Adriana Calcanhoto já cantou que cariocas não gostam de sinal fechado, mas há limites né não? Ou não?

Voltando à convivência básica, que tal entrar no metrô ou trem na hora do rush? Sempre lotado, os mal educados estão dentro e fora dos vagões na mesma proporção. Dentro, tem aquela turma que fica parada na porta impedindo você de entrar. Há duas teorias a respeito: diz uma amiga que é a síndrome da Caverna do Dragão, todo mundo com medo de nunca mais sair e acabar encontrando o Vingador; eu já acho que é tara, a turma morre de tesão e goza horrores quando a massa na estação passa por cima pra entrar.

Ainda no metrô, tem o pessoal da plataforma que, quando as portas se abrem, avançam como autêntica manada, passando por cima de tudo e de todos, do jeito que dá, não se importando com quem está na frente.

Daí pra frente, tudo é pinto na má educação geral que assola a cidade. Lixo no chão, latas pelas janelas de automóveis, a música alta no celular, o sujeito que finge dormir (esse é um clássico) em ônibus e vagões para não dar o lugar a grávidas e idosos, a bicicleta pela calçada, o coco do cachorro, o cruzamento fechado, o pinga-pinga do ar condicionado. Exemplos não faltam.

Então, quando até uma gaivota resolve seguir uma regra simples, fico mesmo muito emocionado. Chego até a pensar que a humanidade tem futuro…

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