Chaaaaaato

Sou só eu ou mais alguém concorda que o Brasil está uma chatice só? Nada de novo e bom tem acontecido de verdade – e é claro que não incluo aqui o fato Pedro Leonardo ter saído do coma.

Aliás, minha impressão é de que – de várias formas – estamos mesmo andando pra trás. Por exemplo, essa vergonha que é a CPI do Cachoeira que – pelo andar da carruagem – vai alcançar o mesmo resultado que todos os outros grandes escândalos de nossa história recente.

Vá lá que uma meia dúzia de dois ou três bois de piranha entrem pelo cano ao final dos trabalhos. Mas será que é mesmo racional acreditar que um bicheiro local é capaz de provocar as confusões que querem colocar na conta do tal Carlinhos? Será que é minimamente sensato acreditar que, entre todos os bilhões em contratos da Delta com governos de todos os tamanhos e partidos, existe corrupção e otras cositas más apenas no Centro-Oeste?

Certamente, não é por acaso que até a pizza voltou à moda, né não?

Então, para marcar esta espécie de volta ao passado, segue abaixo uma piada que pode ser classificada como ‘velha mas boa’. De salão, como as de antigamente. E a trilha sonora, um samba de Noel Rosa e Francisco Alves, composto em 1933. Isso mesmo, atual há 79 anos.

Tal dono, tal cão

O engenheiro ordenou a seu cachorro:

– Escalímetro, mostra tuas habilidades!

O cãozinho pegou um martelo, umas tábuas e num instante construiu um casinha para cachorros. Todos admitiram: uma façanha.

O contador disse que seu cão podia fazer algo melhor.

– Cash Flow, mostra tuas habilidades!

O cachorro foi à cozinha, voltou com 24 bolinhos, dividiu-os em oito pilhas de três bolinhos cada. Todos admitiram: genial.

O químico não se deixou abater.

– Óxido, mostra tuas habilidades!

O animal caminhou até a geladeira, pegou um litro de leite e algumas bananas, colocou tudo no liquidificador e fez uma vitamina. Todos aceitaram que era impressionante.

O informático acreditou que podia ganhar de todos:

– Megabyte, vamos lá!

O cão atravessou o quarto, ligou o computador, verificou se havia vírus, redimensionou o sistema operativo, mandou um e-mail e instalou um jogo excelente. Todos sabiam que este era muito difícil de superar.

Todos olharam para o político e disseram: e seu cachorro, o que pode fazer?

O político o chamou e ordenou:

– Deputado, mostra tuas habilidades!

Deputado deu um salto, comeu os bolinhos, tomou a vitamina, fez xixi na casinha, deletou todos os arquivos do computador, armou a maior zorra com os outros cachorros e expulsou todo mundo, exibindo um título falso de propriedade. Em seguida, alegou imunidade parlamentar e sentou orgulhoso ao lado do dono.

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