Mudança é uma merda

Mal recoloquei o blog pra funcionar e acabei saindo do ar de novo. Tudo por causa de uma mudança. Mais uma mudança. Ok, admito que o título do post é bastante espalhafatoso, provavelmente exagerado. E o que eu quis dizer é que fazer mudança é uma merda.

A dessa semana foi a terceira dos últimos quatro anos (espero e acredito que a última por um bom tempo). A primeira da série, apesar de já estar em planejamento, acabou acontecendo às pressas, depois de um incêndio no apartamento de cima e do rescaldo que inundou a casa. Mas sem maiores problemas.

A segunda foi muito mais preparada e planejada e, apesar disso, acabou dando mais trabalho que a anterior. Porque já tínhamos muito mais coisas para carregar, porque nós embalamos tudo e carregamos boa parte das coisas, porque no dia da mudança arrebentei as costas logo pela manhã e quase todo o trabalho caiu no colo da moça da minha vida, porque a Kombi que contratamos escangalhou antes de chegar láem casa… Enfim, um pequeno desespero.

Então, dessa vez, resolvemos nos precaver e nos estruturamos para contratar uma empresa de mudanças daquelas que prometem fazer tudo para que você não tenha trabalho. Mas é claro que se tudo acontecesse dentro dos conformes, se tudo fosse fácil, se tudo desse certo, eu não poderia dizer que “esta é a minha vida”.

Como combinado, o trabalho dos caras começou no sábado, quando dois sujeitos passaram boa parte do dia empacotando e desmontando o apartamento. Apesar da boa vontade dos caras, um olhar um pouco mais atento desconfiaria dos problemas que estavam por vir.

Antes de fechar a data da mudança e que empresa a faria, para tentar adiantar e até baratear o serviço, enchemos pouco mais de 20 caixas e malas. Mesmo assim, as embalagens que os caras levaram acabaram. Eles deveriam ter saído da minha casa deixando apenas o estritamente necessário para sobrevivermos até o dia de ir embora, segunda-feira. Era só olhar em volta, não foi isso o que aconteceu.

Chega o dia da mudança e os caras começam a trabalhar às 8h30 da manhã. Eram seis na equipe. Quer dizer, cinco e meio. Havia um senhorzinho no time, com muito boa vontade, muito disposto, mas minha impressão é que regulava em idade com Oscar Niemeyer. O que significava dizer que levantar uma caixa das mais pesadas era um sufoco daqueles.

Enquanto uma parte foi terminar de empacotar e desmontar o que faltava, outra parte começaria a descer o que já estava pronto. Mas o elevador enguiçou… A assistência técnica foi chamada e todos foram tratar de preparar a carga que faltava. Quando o elevador voltou a funcionar, cerca de meia hora de atraso. Nada grave.

O caminhão encostou às 11h e a impressão é que o carregamento seria rápido, parecia faltar pouca coisa pra descer e desmontar e… A mudança saiu da casa velha às 16h e chegou na nova às 17. Até começar a subir e montar os móveis e tudo o mais, 18h30 e começou a escurecer. E parte do serviço combinado não foi feito, como instalar luminárias e aparelhos de ar condicionado. E com poucos pontos de luz funcionando e o tempo passando… Como organizar a casa no escuro? Como lidar com uma criança de dois anos e curiosa, duas cachorras muito curiosas e três buracos na parede do quinto andar? Como lidar com uma espécie de muralha da china de caixas ocupando sua sala quase até o teto, no escuro?

O pau comeu na casa de Noca…

Depois de alguns telefonemas para o sujeito que nos vendeu o serviço, com muitos esporros (perdi a linha e a razão) e negociação (a moça da minha vida foi precisa), os caras foram embora às 21h30 sem receber. No dia seguinte, o rapaz apareceu lá em casa, acompanhado de um eletricista (ou quase isso). Instalou luminárias, fogão, ar-condicionado e mais alguma coisinha.

Mesmo assim, o saldo foi a sala abarrotada de caixas – só encontrei minhas roupas, que não estavam em cabideiros como combinado, pelas 10 ou 11 da manhã – e alguns móveis ainda desmontados por falta de espaço.

Enfim, mudanças não são simples, dão muito trabalho mesmo. Mas quando resolvemos contratar uma empresa especializada, o objetivo era se aporrinhar o mínimo possível. E isso não aconteceu. Não sei como seria com a Granero, Gato Preto, Lusitana ou qualquer outra. No nosso caso, tivemos um serviço mal vendido, mal planejado e mal executado. E, depois de tudo e apesar do desconto de cerca de 20%, caro. Muito caro.

Então, se vocês procurarem uma empresa de mudanças e se depararem com a Marvin Mudanças, fujam. Como o diabo da cruz.

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5 comentários em “Mudança é uma merda

  1. Prezados amigos

    Passando de bobeira no site posso afirmar que sim mudança e uma M e se for com a Granero muito pior. Empresinha de bosta totalmente despreparada com a única intenção de extorquir ao cliente valendo-se de mentiras e enrolações como artimanhas.
    Uma mudança estimada em 14 m3 acabou em 23m3 praticamente triplicando o custo, sem contar com a quantidade de itens quebrados (seus ternos e roupas sociais são usadas como proteção de fundo de caixa para ferramentas, copos, taças e outros itens)
    Uma empresa de merda que nem material de embalagem decente ela tem. Fujam desta porcaria de empresa muito marketing e propaganda para justificar uma PESIMA qualidade nos serviços. Quem quiser comprovar recomendo dar uma volta em Olaria, nas instalações operacionais desta bosta de empresa.

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  2. Uma mudança dimensional é exatamente o que o nome indica, uma mudança na dimensão ou realidade em que se vive.

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  3. É muito fácil dizer no momento da vistoria que um monte de coisas não vai, somente para ter o preço mais barato, e depois, “entubar” tudo que teoricamente não iria, e dizer que a mudança foi uma merda.

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    1. Vivian, pelo jeito você não leu o primeiro parágrafo com atenção, quando digo que fazer mudança é uma merda. Para um bom leitor, fica claro que isso acontece em qualquer mudança.

      Sobre o que você falou, não aconteceu. Inclusive, um móvel (uma estante) que iria – e foi dito que iria – acabou ficando pra trás na última hora. Ao contrário, alguns serviços nos foram confirmados durante a vistoria e eles não foram feitos. Além disso, a equipe – apesar da extrema boa vontade, simpatia e esforço para fazer bem feito – foi nitidamente subdimensionada.

      Como está no texto, “tivemos um serviço mal vendido, mal planejado e mal executado”.

      Para encerrar, é apenas a minha experiência e avaliação pessoal do serviço que foi prestado a mim. E tudo isso foi dito, pessoalmente, ao representante da empresa que foi à minha casa.

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