Ao sul do Equador

Todo mundo está mais do que cansado de saber que um dos grandes problemas de nossas grandes cidades é a falta de mobilidade. Ninguém agüenta mais o trânsito estrangulado, metrôs e trens sempre lotados e que não atendem toda a cidade, além de ônibus também lotados, sem ar condicionado e – em geral – em péssimo estado de conservação.

Imaginem, agora, todo esse cenário em uma cidade que cresceu de modo muito desordenado e que já não tem mais espaço, que sempre teve muito pouco investimento em tudo o que é importante (transportes incluídos, claro) e que – além de ter que dar conta de melhorar a vida de sua população – está prestes a receber dois megaeventos.

Bem vindos ao Rio de Janeiro.

Aí, pra tentar melhorar um pouco as coisas, resolveram criar na cidade os corredores de BRT – corredores especiais e exclusivos para ônibus articulados de grande capacidade – e BRS – corredores especiais para ônibus comuns que utilizam as vias já existentes.

Como se pode ver, as explicações do que são não combinam com as siglas. Então, o que significam? Sabendo-se que o Rio é apenas um subúrbio a sudoeste de Londres e sudeste de Los Angeles, ninguém viu qualquer necessidade de traduzir seus nomes: Bus Rapid Transit e Bus Rapid Service. Não é brilhante? Ou será que eu deveria dizer “is not brilliant?”

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