Ah, os detalhes… (2)

Depois de alguns dias de molho e doses cavalares de omeprazol, cetorolaco trometamol, lisinato de cetoprofeno e cloridrato de ciclobenzaprina, além de uma infiltração de dipropionato de betametasona e fosfato dissódico de metametasona, cá estou outra vez. A baiúca ficou bem abandonada, mas tudo voltará ao normal. Inclusive minha ranzinzice.

Tenho o bom hábito (pelo menos acredito) de torcer e – na maioria das vezes – rezar para que as pessoas doentes melhorem, se curem. Se possível, rápido. E o sentimento não difere se o doente é o Zezinho ou o Lula.

E também já era mais do que esperado que o câncer do ex-presidente em exercício seria espetacularizado, carnavalizado até. Mas, sinceramente, já tivemos publicitários/marketeiros melhores por essas plagas.

Reparem na foto abaixo que tudo foi pensado. Desde a camiseta de D. Marisa, com a conhecida marca da campanha contra o câncer de mama, até a posição da foto e tudo o mais. Notem que a cabeça de Lula já está raspada e seca, e mesmo a barba que sua esposa finge raspar já está cuidadosamente feita e escanhoada. Inclusive no queixo, onde há espuma.

Ok, ok, eu sei que a massa nem repara nisso, sei que amanhã ou depois ninguém mais lembrará exatamente como foi a cena. Mas sei, também, o quanto influencia o imaginário popular o conjunto de fatos ‘despretensiosos’ como o retratado pelo fotógrafo oficial do Instituto Lula, Ricardo Stuckert, na construção de um mito. Basta estudar um tantinho de Comunicação para saber isso.

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