Crônica de sexta-feira (10)

O ocupante da cadeira de cronista oficial do blog, ainda que compulsória e informalmente e apesar da periodicidade indefinida, é o amigo Rodrigo Faria. Mas como seus textos pararam de pingar e outro amigo me passou o link para o texto abaixo, está publicada nossa crônica de sexta-feira.

O blog Agudeza de Espírito já foi incluído na página de links Leitura Obrigatória. E pelo que consegui ver dos posts passados, vale a pena visitá-lo rotineiramente.

Divirtam-se.

Crônica de um operado de hemorróida

Eu, simplesmente eu, descobri em apenas três dias, após 56 anos, que ambos estavam redondamente enganados: o centro do universo é o cú.

Isso mesmo, o cú!

Operei de hemorróidas em caráter de urgência algumas semanas atrás. No domingo à noitinha, o que eu achava que seria um singelo peidinho, quase me virou do avesso.

“É difícil, mas vamos ver se reverte”, falou meu médico. Reverteu merda nenhuma, era mais fácil o Lula aceitar que sabia do mensalão do que aquela lazarenta bolinha (?) dar o toque de recolher.

Foram quase 2 horas de cirurgia e confesso não senti nadica de nada, nem se me enrabaram durante minha letargia!

Dois dias de hospital, passei bem embora tenham tentado me afogar com tanto soro que me aplicaram, foram litros e litros; recebi alta e fui repousar em casa. Passados os efeitos anestésicos e analgésicos, vem a “primeira vez”.

PUTA QUE PARIU!!! Parece que você tá cagando um croquete de figo da Índia, casca de abacaxi, concha de ostra e arame farpado. É um auto-flagelo.

Por uns três dias dói tanto que você não imagina uma coisinha tão pequena e com um nome tão reduzido (cú) possa doer tanto. O tamanho da dor não é proporcional ao tamanho do nome, neste caso, o cú deveria chamar dobrovosky, tegulcigalpa, nabucodonosor.

Passam pela cabeça soluções mágicas: Usar um ventilador! Só se for daqueles túneis aerodinâmicos.

Gelo! Só se eu escorregar pelado por uma encosta do Monte Everest.

Esguichinho d’água! Tem que ser igual ao da Praça da Matriz, névoa seguida de jatos intercalados.

Descobri também que somos descendentes diretos do babuíno, porque você fica andando como macaco e com o cú vermelho; qualquer tosse, movimento inesperado, virada mais brusca o cú dói, e como!

Para melhorar as “idas” à privada, recomenda-se dieta na base de fibras, foi o que fiz: comi cinco vassouras piaçava, um tapete de sisal e sete metros de corda. Agora sei o sentido daquela frase: “quem tem medo de cagar não come!”

Perdi 4 quilos; 3,5 de gordura e 0,5 de cú.

Tudo valeu, agora já estou bem, cagando como manda o figurino, não preciso pensar para peidar, o cú ficou afinado em ré menor, uma beleza!

O foda é que usei Modess por 20 dias após a cirurgia e hoje to sentindo falta dele!

Capitão Oc

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5 comentários em “Crônica de sexta-feira (10)

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