Pro alto e avante

Antes que os ataques de pelanca prevaleçam, antes que calcinhas e calções sejam arrancados pela cabeça, vamos deixar uma coisa clara: só faltam 18 jogos para o hetpa.

Estamos no fundo do poço, o bagulho ficou esquisito. Perdemos a terceira partida no ano, a segunda no campeonato, estamos a cinco jogos sem vencer, nosso craque é desfalque na próxima rodada, tem um monte de gente machucada, não temos zagueiros suficientes. Ah, e estamos na quarta posição a quatro pontos do líder com 54 em disputa pela frente. Estamos em crise, né não? Chegamos ao fundo do poço.

E estar no fundo só tem um significado: não há outro caminho além da subida. Portanto, parem de chorar pelos cantos. Coloquem as louras pala gelar, caprichem nos acepipes e sorriam. Pro alto e avante!

Sobre o jogo, algumas conclusões óbvias: nosso banco não tem nem um terço da capacidade técnica do time titular; com essa quantidade de desfalques que estamos tendo nos últimos dias, não há time capaz de se entrosar; ninguém entra em campo com Rodrigo Alvim e fica impune; está provado, mais uma vez, que não há levantador de defuntos maior do que o Flamengo no futebol brasileiro.

O profexô – de quem não gosto mas sou obrigado a admitir – entende do riscado. Vai arrumar o time, colocar a bagaça em ordem e tudo voltará ao seu devido lugar.

Nosso próximo compromisso é contra o poderoso Bahia, time contra o qual empatamos vexaminosamente no primeiro turno, jogando em Salvador. Chegou a hora de mostrar a real diferença entre um time de futebol de verdade e uma coleção de renegados.

Durma com um barulho desses

Não entendo, juro que tento, mas não entendo. O Vasco venceu, parabéns. O Fluminense ganhou fora para tentar uma recuperação, parabéns. O Botafogo, como quem não quer nada, venceu de novo. Parabéns também.

Mas sabem o que a turma que diz torcer para esses times está fazendo desde ontem à noite. Ao invés de comemorar suas respectivas derrotas, estão pulando de alegria pela derrota rubro-negra. E, além de não entenderem as piadas, ficam passando recibo em listas e blogs por aí. Como até o Tchaka fez aqui.

Será que algum psicanalista passará por aqui e conseguirá nos explicar esse fenômeno?

A grana que ergue e destrói coisas belas

Falaê Kleber Leite, dizaê Plínio Serpa Pinto. R$ 65 milhões em dívidas jogados no colo da presidenta por conta do projeto de construção de estádio e shopping center na Gávea, que nunca saiu do papel. Na época, o tal consórcio que faria a obra adiantou R$ 6 milhões que foram gastos para trazer Edmundo. A obra não existiu e o clube não devolveu a grana.

O departamento jurídico do clube defendeu a tese de que foi doação. Pombas, se eu que sou um cara bom, de ótimo coração, não dou dinheiro nem pra minha mãe, por que esses caras dariam dinheiro pro Flamengo?

Da decisão de ontem, ainda cabe recurso. Mas, com o bom senso como referência, faz sentido o Flamengo ganhar essa causa?

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