Morrinha

No final das contas, não é isso o que é importante? Depende do que você espera. Se quer ser campeão, e só isso, ótimo. Se gosta de futebol, se quer ver bons jogos e seu time jogando bem…

Independente da expectativa de quem torce, no entanto, é claro que ninguém joga bem o tempo todo, todos os jogos. E o fato é que, ontem, o Flamengo ganhou jogando mal.

Tirante o fato do jogo com o Coritiba ter sido anteontem, os dois primeiros parágrafos sobre o confronto contra Fluminense servem como luvas para os três pontos conquistados contra o Coritiba. Com um agravante: jogamos ainda pior.

O que me preocupou no sábado foi o modo displicente como o time entrou em campo, assistindo o adversário jogar e até exigindo que Felipe tivesse trabalho. E o desespero que dá quando vemos Wellington e David trocando passes pouco à frente da área, como se fossem Domingos e Biguá redivivos… A gente sabe que não são!!!!

Para o segundo tempo, o profexô colocou Bottinelli no lugar de Muralha (que até agora, entre os profissionais, não mostrou competência nem pra ser chamado de cerca de arame) e as coisas ficaram mais próximas do normal. Pelo menos, passamos a jogar mal no campo do adversário. E até ameaçamos um abafa que terminou no gol de Jael, o Cruel.

Em que pese o passe perfeito para o gol, nem Ronaldinho jogou bem. E nosso aspirante a boxer parece que, no mínimo, tem sorte. E o melhor resumo da partida que vi por aí, foi do amigo Ricardo Freitas Junior via Facebook: “que jogo morrinha!”.

Sobre nossa posição no campeonato, sinceramente, não estou muito aí. Pelo menos por enquanto. Porque temos um jogo a mais que clube estranho de São Paulo que parece ter colocado o santo soldado romano montado sobre um corcel guarani e porque a liderança que interessa de verdade é a da 38ª rodada, como já cansou de lembrar o Arthur Muhlenberg.

Também não custa estar preparado para as duas ou três traulitadas que devemos levar, cedo ou tarde. Mas sem desespero, por favor, pois é do jogo. Por hora, o que importa é que contra nossos dois próximos adversários a vitória é obrigatória: Figueirense e Atlético de Goiás. Só faltam 23 jogos para o hepta e não dá pra perder ponto pra time pequeno.

Sulamericana

Nesta quarta, estreamos contra o Atlético Paranaense. A nosso favor, jogar em casa e não precisar viajar. Além disso, os caras são tão bons que ocupam a honradíssima 19ª posição (ou vice-lanterna, se preferir) do nosso certame nacional. E mesmo antes da metade do longo campeonato, o técnico Renight ameaça vir ao Rio com o time reserva para poupar os titulares na briga contra o rebaixamento.

Assim, se sou o profexô, minha conversa com a turma seria a seguinte: “joguem sério e matem a parada. Enfiem logo quatro ou cinco, que no jogo de volta mando os garotos e vocês ganham a semana pra descansar”. Pra essa turma que adora uma farra, noite de folga é prêmio melhor que bicho.

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Um comentário em “Morrinha

  1. Acabei de ver o joguinho da Sulamericana. Dureza…
    Mas foi 1 x 0 e isso conta. A mesma coisa no Brasileirão. Às vezes a gente acha que tá horrível mas o fato é que está indo. Concordo, liderança que vale é a da 38a rodada… como em 2009.

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