A vingança de Gargamel

O tabu é uma curiosidade que editores desesperados e sem pautas de qualidade mandam suas equipes explorarem para gerar notícia. Só isso. Não dá pra acreditar, mesmo, que jogadores profissionais se sintam pressionados por histórias das quais muitas vezes não participou. Talvez os garotos.

Sobre o confronto de ontem, encheram o saco com as tais sete derrotas seguidas nos últimos sete encontros. E eu ficava imaginando smurfs e smurfete escapando das armaldilhas de Gargamel. Mas todo tabu, um dia, é quebrado. E ontem foi Gargamel quem riu por último.

Como esperado, Papai Joel armou sua retranca habitual. E o time do Cruzeiro (bom time, por sinal) deu tanta pancada ontem que até o Aírton (!!!) apanhou. Além da armação celeste, que só pensava em destruir e jogava sobre Montillo a responsabilidade de decidir sozinho, nossas estrelas não estavam em noite inspirada. E o joguinho ficou ali, amarrado, um nada acontece danado, até que…

A jogada do gol foi sensacional desde o início, foi uma aula de futebol. Um lateral que, mesmo acossado, não dá chutão. Um meia que se apresenta pro jogo em qualquer lugar do campo. Um meia atacante que mesmo sem inspiração é capaz de jogadas diferentes e decisivas. Um atacante que quando não precisa ficar de costas para três ou quatro marcadores sabe bem o que fazer com a bola. 1 a 0.

O segundo tempo foi só administração. Mesmo perdendo e ameaçando partir pra cima, o Cruzeiro nunca incomodou de verdade. E se não fosse a displicência e uma certa dose de salto alto recheada com firulas desnecessárias, postura certamente provocada pela seqüência de bons resultados, voltaríamos ao Rio com os mesmos três pontos e um placar, no barato, de três a zero.

O importante é que, mais uma vez, ganhamos jogando entre o mal e o muito mais ou menos.

Sábado tem Coritiba no Engenhão. O time que começou o ano como a sensação do futebol brasileiro (e que é uma bosta) é só o décimo colocado do campeonato (não vi se alguma coisa pode mudar depois dos jogos de hoje). Então, é lógico que há a obrigação de vencer. Em casa contra time pequeno? Façam-me o favor. Mas é um joguinho que promete ser chato (além de arriscado). Angelim suspenso, teremos a dupla David e Wellington na zaga: grandes emoções à vista. Aírton levou mais um cartão e está suspenso de novo. Mas Williams, o Messi que marca, volta. E a armação em campo deve ser a mesma de ontem. A única dúvida é se Leo Moura terá condição plena de jogo, pois estamos sem reserva direto para a posição (Galhardo está na sub-20) e o profexô teria que improvisar alguém.

No mais, o que importa é que só faltam 24 jogos para o hepta.

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