Só meia hora

Tem gente que diz que sou radical. Em regra, não concordo. Mas às vezes é preciso ser, principalmente quando diante do óbvio. Bastou meia hora de bola pra enfiar quatro no Atlético Mineiro. Mas não é apenas esse resultado que comprova que nosso campeonato mais importante é, na média e apesar do enorme equilíbrio, de baixo nível. É só ver a qualidade geral dos jogos e acompanhar o sobe e desce da tabela pra chegar a essa conclusão.

Em que pese nossa defesa ruim e nosso ataque quase indigente, basta olhar o time do Flamengo pra entender que somos um dos três ou quatro que têm condições de disputar o título.

Se é verdade que Felipe, muitas vezes, parece uma máquina de lavar de tanto que bate roupa, também é verdade que seu desempenho não tem comprometido e o goleiro já decidiu alguns jogos a nosso favor. Paulo Vitor não é mau e César será excelente quando crescer.

Temos, sim, um problema enorme na zaga. Por conta dos desfalques de Williams e Bottinelli, Luxemburgo mudou o time e entrou com três zagueiros. E mesmo assim, Dudu Cearense (!!!) apareceu sozinho pra marcar. Wellington e David são ruins mesmo. E não dá pra contar com Angelim, ele já não agüenta mais a correria. Contratamos o tal do Gustavo e até hoje ele não foi testado. Por quê? E teremos Frauches de volta da seleção sub-20 daqui a um mês.

Nossas laterais não são mais problema. Leo Moura é o melhor em atividade no Brasil, mesmo quando não joga tão bem, como vem acontecendo desde que voltou de contusão. E se Junior César está longe de ser um craque, não compromete atrás e apóia bem. Não nos livramos de Alvim e fizemos besteira ao emprestar Egídio. Mas dá pra segurar a onda. E, para a direita, Galhardo dá bem conta do recado quando entra.

Nosso meio-campo não tem (ou não deveria ter) problemas. Maldonado se machucou, o que é uma pena. Mas estão lá Williams, Renato, Bottinelli, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho (mesmo escalado como, ele não é atacante). No banco, os bons garotos Luis Antônio, Muralha e Negueba (é meia, não é atacante apesar da teimosia do Luxemburgo e sim, estou dando o braço a torcer). E em caso de desespero, o inexplicável Fierro e o horroroso Fernando (não ia embora?). Pra completar, Aírton está chegando e Vander também voltará de contusão em breve.

Outro problema enorme é nosso ataque. Deivid, Wanderley e Diego Mauricio. É dose pra leão, hein. Mas, mesmo assim, dá jogar. Há que rezar para que o primeiro da lista, com os dois gols de sábado, volte a jogar a bola que um dia já jogou. O segundo é um bonde, que pode ser (e já foi algumas vezes) muito útil. E o garoto ainda vai melhorar muito, tem futuro sim.

Então, o que falta pra engrenar? Algumas coisas. Primeiro, parar com a viadagem de ficar mandando recadinho pela imprensa e resolver as coisas como homem. Segundo, o tal do dentuço deixar de ser um pirilampo e alcançar o mínimo de regularidade. Terceiro, o profexô começar a honrar a grana pretíssima que recebe todos os meses e organizar o time pra valer.

Nossa próxima partida é contra o América mineiro. Com todo o respeito que qualquer um merece, o jogo tem que ser encarado como um confronto contra Olaria ou Bonsucesso. Mesmo jogando lá, qualquer coisa diferente de uma vitória sem sofrimento é um vexame. Hora de subir na tabela, porque com janelas, seleção na Copa América e cavalos paraguaios já começando a refugar, temos uma chance enorme de colocar o campeonato no bolso muito antes do programado e, depois, só administrar. Só faltam 32 jogos para o hepta.

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