Nossa nada mole vida

Sempre digo, meio à brinca, meio à vera, que o dia em que Helena anunciar que fará faculdade de comunicação será expulsa de casa. Porque ô vidinha dura, ô carreira difícil, ô profissão mal tratada da porra.

E se é verdade que minha experiência em redações, principalmente em jornais, é pequena, pouco mais que uns estágios, também é verdade que fazer comunicação no mundo corporativo não é muito mais fácil ou confortável.

Não, não adianta me dar exemplos de exceções, é lógico que estou falando da média. E também não adianta falar que todas as carreiras e profissões são assim, não vai me convencer. Afinal, a grama do vizinho é sempre mais verde, a bunda da mulher do vizinho… Bom, vocês já entenderam o que quero dizer.

E daí? Daí que todo esse intróito é apenas para apresentar (se é que vocês já não conhecem) o blog do Duda Rangel, Desilusões perdidas. Jornalista, desempregado, abandonado pela mulher, suicida incompetente e sem grana para a terapia, usa o humor para apresentar um pouco do lado B do jornalismo.

O link, dica da Mayra, já foi incorporado à barra lateral, em Na boa. E só pra dar o gosto de que vale a pena passar por lá pra se divertir, vejam a lista abaixo.

20 formas de um jornalista sentir um orgasmo

1. Publicar aquela “puta história” antes de qualquer outro jornalista.
2. Pegar o jornal do dia e ver o seu nome estampado na capa.
3. Mostrar o seu nome estampado na capa para o vizinho invejoso.
4. Entrevistar aquele cara que odeia falar com a imprensa depois de três meses de insistência.
5. Acabar a matéria a 1 minuto e 37 segundos do fechamento.
6. Saber que a(o) nova(o) estagiária(o) gostosa(o) vai trabalhar ao seu lado.
7. Desligar o computador após um longo dia de ralação.
8. Pagar todas as contas do mês sem atraso.
9. Ter qualquer credencial pendurada no pescoço.
10. Ter a pergunta elogiada pelo entrevistado numa coletiva de imprensa.
11. Receber o pagamento de um frila no dia combinado.
12. Comer pra caramba numa boca-livre chique e ainda deixar o local com uma quentinha.
13. Descobrir que vai folgar justamente no fim de semana da tão esperada viagem com os amigos.
14. Ser rendido por um colega após 12 horas de plantão na porta de um hospital.
15. Ter a confirmação de que seu nome não está na lista do passaralho da vez.
16. Escutar de um leigo: “Deve ser o máximo ser jornalista, hein?”.
17. Saber que o doutor Gilmar Mendes foi assaltado.
18. Chegar em casa às 5 da manhã depois de um pescoção e encontrar sua mulher sozinha na cama.
19. Chegar em casa às 5 da manhã depois de um pescoção e conseguir fazer sexo.
20. Ouvir do editor: “Parabéns, você está contratado. Pode começar agora?”.

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Um comentário em “Nossa nada mole vida

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