Eeee tentar corresponder em campo eeee…

…Fazer o que o professor pediu.

Reza a lenda que a melhor maneira de ganhar uma regata é largar em primeiro, montar todas as bóias em primeiro e cruzar a linha de chegada em primeiro. E é claro que vencer é bom, ninguém compete para perder, mas há dias em que só o fato de velejar é muito melhor do que qualquer resultado. Mero detalhe. Domingo foi assim.

No último final de semana foram disputadas as últimas três regatas do campeonato estadual de Velamar22. Por compromissos de família, não fui pra água no sábado, quando aconteceram duas regatas. E foi um dia bem ruim para o Picareta. Na primeira prova do dia, por conta de uma manobra ilegal, o barco azul do Boteco 1 cruzou em quarto mas se dirigiu à comissão de regatas e se retirou da disputa.

Faz parte do jogo e o resultado ruim poderia ser descartado. O problema é que na manobra seguinte, quando se afastava da comissão, houve um acidente a bordo. Nosso comandante levou uma bela retrancada na cabeça, abriu um rasgo e a turma – claro – voltou para terra para cuidar do machucado (que, ainda bem, não teve maiores conseqüências além de um pedaço da cabeça raspada, um curativo bem feito e alguns panos bem sujos de sangue).

É claro que na última regata da série, no domingo, queríamos um bom resultado, mas nossa preocupação era velejar bem e nos divertir. O percurso era bem legal e lá fomos nós para a largada, com vento em popa. E o barco ficou parado. Resumindo, largamos cerca de 40 segundos atrasados, na penúltima posição, só à frente do Dona Zezé que teve problema parecido.

Mas encontramos o vento e partimos para a disputa. Enquanto Smooth, Roland Garros e Asa Thor abriam vantagem, o restante da flotilha ficou parado em um buraco de vento. Os dois atrasados, conseguiram escapar e já montaram a primeira bóia em quarto e quinto, respectivamente.

Enquanto o Smooth começava a disparar na ponta, nós tentávamos nos aproximar dos outros dois à frente e, sem pressão por resultados, andamos o tempo todo sem errar manobras, sem perder tempo por bobagens e nos aproximando, nos aproximando, nos aproximando… Até que na sétima das dez pernas de regata pulamos para a terceira posição e, na perna seguinte, assumimos o segundo posto. Daí pra frente, acreditar no vento, continuar sem errar e marcar a turma que tínhamos ultrapassado.

É meus amigos, domingo de sol, mar e vento bom. E uma regata em que pulamos de nono para segundo. É ou não é pra ser considerado especial? De quebra, essa última regata – além de fechar o campeonato – também valia como a regata de aniversário do Jurujuba Iate Clube, com pontuação independente no ranking e direito a medalha pelo segundo lugar.

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