Já era hora

Finalmente, começa daqui a muito pouco a temporada 2011 da Fórmula 1. Sim, adoro esse negócio, sinto falta de assistir treinos e corridas, de tentar entender as estratégias de corrida e suas conseqüências, de prestar atenção em um pit stop e perceber onde está a diferença que faz um ou outro ganhar ou perder uma posição etc etc etc.

Quem está acostumado a visitar esse meu canto deve ter percebido que não falo no assunto há dez dias. Simplesmente porque não aconteceu nada de relevante. Mas a aproximação da primeira prova revela alguns detalhes e ainda alimenta alguns boatos que valem registro.

A primeira coisa é uma entrevista em que Vettel, ainda discutindo o número de botões no volante e asa móvel, disse que os pilotos até poderiam se unir e não correr. Besteira, eles simplesmente não tem a união necessária para um movimento como esse, a maior parte não tem personalidade para assumir compromissos desse nível e, desconfio com quase certeza, nem autonomia para levar algo assim à frente.

De quebra, Schumacher (o cara que mais modifica o carro durante uma volta) e Alonso disseram que tudo isso é besteira, que pilotos de F1 tem capacidade para lidar com todos os botões do volante e que a pré-temporada serve para fazer esse tipo de adaptação.

Outra notícia é o quase arco-íris que a Pirelli resolveu instituir para identificar seus pneus. O esquema é o seguinte: laranja, chuva; azul, intermediário; vermelho, supermacio; amarelo, macio; branco, médio; prata, duro. Talvez dê um pouco mais de trabalho para nos acostumarmos do que com o sistema usado pela Bridgestone, mas a idéia é muito legal. O único senão foi a escolha do prata, que pode ser confundido com o branco. Poderiam ter escolhido verde ou violeta, só para citar duas cores do arco-íris.

Outra notícia que pintou por aí é que a Hispania está a um passo de quebrar. Ok, agora me digam uma novidade. Já me surpreendi com o fato dela dizer que vai correr esse ano, até apresentou um carro. Será que termina a temporada? Será que, com a regra dos 107%, conseguirá largar para alguma corrida?

Já a McLaren prometeu um carro quase novo para a primeira corrida. Tudo porque teve muitos e muitos problemas – principalmente hidráulicos – de confiabilidade durante os testes. Essa falta de confiabilidade certamente é fruto de um carro novo com tantas inovações, problemas que Red Bull e Ferrari não tiveram. Mas além do que vai por baixo da carenagem, que a equipe tentará resolver, haverá novidades à vista de todos, como um novo escapamento inspirado na Renault. O negócio é ver se vai funcionar.

Outra curiosidade é que, com o início das programações das equipes em função de GPs, também começaram as programações estranhas dos patrocinadores. Não é que mandaram Vettel pastorear e tosquear uma ovelha. Será mesmo que uma ação dessas, tão fora de propósito, alavanca os negócios? Publicitários e marqueteiros, favor discorrer sobre o tema.

Por fim, um pouco da corrida propriamente dita. A FIA definiu a área de monitoramento dos carros (entre as curvas 14 e 16) e ampliou a área em que será permitido o uso da asa traseira móvel para toda a reta dos boxes (contra os 600 metros iniciais). O interessante nessa história é que como é um trecho de média e baixa velocidade, há a possibilidade de quem estiver atrás forçar um pouco mais as freadas, principalmente na 15, para colar no carro da frente. Assim, poderia usar a asa para fazer a ultrapassagem. Em resumo, nada mais artificial, pois enquanto o carro de trás pode ganhar algo entre 10 e 14km/h, o da frente não usa a asa e vira presa fácil.

Outro ponto de atenção é que o desgaste dos pneus vai provocar estratégias diferentes e, em vários momentos da prova, veremos carros com rendimento muito díspares. Assim, naturalmente, o número de ultrapassagens já cresceria. Mas como essas manobras vão se misturar com as provocadas pelas asas, a corrida tem tudo para virar uma zona. E aquilo que era tão difícil, tão esperado e tão comemorado, vai perder a graça por sua banalização.

Mas o que importa mesmo é que, no final das contas, o favoritismo continua com a Red Bull. A Ferrari, ainda atrás, deve estar bem próxima. Daí pra trás… Mas se há uma corrida no ano que, mesmo sem chuva, pode provocar boas e grandes surpresas, é o GP de Melbourne. Vale se programar.

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