Varrendo as cinzas do salão

E, afinal, estamos no país do carnaval. Se oficialmente a festa terminou ontem, domingo será o último dia de folia de verdade. Tanto é assim que o nosso congresso, que já não gosta mesmo de trabalhar, só volta a funcionar de verdade, a votar alguma coisa na terça. Ziriguidum, telecoteco, esquindô lelê!!!

A verdade é que estamos tão acostumados a ver nossos representantes batendo ponto só de terça a quinta (enquanto boa parte dos pobres mortais brasileiros são obrigados a cumprir expediente em semana inglesa), que foi até uma surpresa ver estourar o escândalo de Jaqueline Roriz. Não por ver o sobrenome Roriz envolvido em confusão, claro, mas pela notícia ganhar o país em uma quarta-feira de cinzas.

A cobertura do carnaval em todos os cantos é tão massacrante que temos a impressão de que todo o mundo fica parado à espera do resultado da apuração das escolas de samba. Quem não se dedicou a ver, ouvir ou ler algo além das manchetes, não ficou sabendo que os grandes aliados (capitaneados por Obama, vejam só) já cogitam intervenção militar na Líbia de Kadafi, um governante conhecido por sua delicadeza e que lançou ataques aéreos contra rebeldes armados com bodoques ou pouco mais que isso.

Sou contra qualquer tipo de intervenção, eles que são brancos, pretos, azuis ou amarelos. Que se entendam. Depois, forças tarefas das nações unidas ajudam como puderem. Mas sabemos que não é simples assim, há muitos interesses envolvidos num conflito desses, como dinheiro por exemplo. O que me deixa meio puto é que neguinho usa os tais direitos humanos com desculpa para se meter onde não deve. Acho engraçado porque, na minha cabeça, se um sujeito resolve fazer uma guerra, seja contra seu vizinho ou contra seu governo, ele sabe os riscos que corre. Então, não deveríamos precisar ouvir esses discursos ‘bons-mocistas’.

No resto do mundo árabe que entrou em conflagração, inspirado pelo sucesso dos gritos na Tunísia e no Egito, as coisas começaram a se assentar. Acordos vão sendo feitos aqui e ali, e o barulho prometido há algumas semanas não será tão grande quanto pensávamos.

E enquanto os incêndios ao sul do mediterrâneo começam a ser apagados, a grande notícia da Europa foi a capacidade de Kate Middleton (a noiva do prícipe William que estão tentando transformar em nova Lady Di) virar panquecas no ar.

Na bola, a grande novidade do reinado de Momo foi a rescisão do contrato entre Roma e Adriano. Fiquei muito, muito surpreso com esta notícia. Afinal, segundo o clube italiano, Adriano chega sempre atrasado e não se apresenta quando deve, está acima do peso, bebe, quase nunca joga… O pior é que já há gente no Flamengo querendo ele de volta.

Imaginem, justo na hora em que o clube tem um ídolo que chega na hora pra treinar, que está sempre à disposição, que não falta, que é sempre o último a sair do treino, que não abusa de privilégios… Não seria excelente trazer o Adriano? Como ficaria o clima? Pois sou da teoria que se o sujeito voltar ao clube, nossa presidente deveria se afogar na Lagoa.

Pra terminar, a Fórmula 1 está fazendo sua última bateria de testes de pré-temporada. Enquanto pilotos seguem reclamando dos botões no volante e do desgaste acentuado dos novos pneus, o que fica claro que é que a Red Bull é mesmo o carro a ser batido; Ferrari poderá competir de igual para igual em algumas circunstâncias especiais; Mercedes não fará muita farofa; as brigas no meio do grid, entre Lotus Renault (a preta), Sauber, Williams e Toro Rosso deverão ser muito interessantes; e a McLaren, que lançou um carro diferente, arrojado, com vários novos conceitos e que eu mesmo apostei ser um bólido vencedor, está fazendo água. Já se diz até que o que a equipe precisa mesmo é de um carro novo. Faltam duas semanas para a abertura da temporada. Será que alguma coisa mudará até lá?

No mais, está começando aquela fase do ano que é quase inútil, entre o carnaval e o réveillon. Boa sorte pra todos e paciência, falta menos de nove meses.

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Um comentário em “Varrendo as cinzas do salão

  1. Das tantas coisas deste post falemos do que realmente interessa.
    Também acho que a volta do Adriano para o Flamengo só vai complicar e desagregar. Aliás, nenhum clube decente deveria jamais cogitar em contratar um cara cujas atitudes são as já conhecidas. A única explicação do interesse só pode ser o enorme lucro que este negócio vai dar, lucro este que irá para um bolso que certamente não será o do Flamengo.
    Sugiro completar a equipe com o Carlos Alberto do Grêmio e o Felipe do Vasco. E traz de volta o Bruno que está meio triste na cadeia.
    Saudações cariocas e rubro-negras.

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