Inspirado no Pardal

Evitei fazer farofa durante a semana porque vencer o Barreira/Bacaxá/Boavista era obrigação e assim tinha que ser encarado. Ah, mas o futebol é imprevisível e ninguém é mais bobo. Desculpem, mas acredito que o que mais tem por aí é bobo jogando bola. E até para a imprevisibilidade há limites, principalmente em momentos de decisão. E já faz anos que o Flamengo esgotou sua cota de zebras em finais.

Do jogo de ontem, ficaram duas coisas. A primeira, óbvio, o título com gol de falta feito pelo camisa dez que, depois de Zico, no Flamengo consagra jogador até em time de botão. A festa foi bonita, claro, mas a grande imagem da jogada foi captada pela câmera que estava atrás do gol de Felipe, do outro lado do campo. Quando Ronaldo bate a falta, Maldonado – que estava ali pelo círculo central – levanta os braços bem antes da bola entrar enquanto Ronaldo já corria para comemorar. Todo mundo já sabia que a bola era indefensável.

Em compensação, todo o resto do jogo foi terrível. E a culpa quase integral foi do nosso ‘querido’ profexô. Primeiro, colocou o time em campo com 800 meias e sem atacante. O que ele pensava? Que Ronaldinho faria as vezes de centroavante, entre três brutamontes no meio da área? Se já é covardia com o Deivid, que é de ofício… Mas não parou aí.

Um dos trocentos meias que ele colocou em campo foi Botinelli. Quer dizer, além de testar uma formação que nunca tinha utilizado, ainda lança o sujeito sem ritmo. Tudo ao mesmo tempo, em uma decisão. Sacanagem com a torcida? Ou está tentando provar que é mais genial que o professor Pardal? Ou, sei lá, quer queimar o argentino? O sujeito dá toda a pinta de que sabe jogar bola, mas tem que entrar aos poucos, jogando o segundo turno contra os times pequenos sem pressão de decisão.

Sigamos em frente, o time voltou para o segundo tempo com Negueba (vejam bem, eu comemorei a entrada do Negueba, tem noção do que significa isso?) no lugar do argentino. O garoto tentou duas ou três jogadas, mas foi só levar um chega pra lá mais firme que sumiu do jogo. Depois, entrou Diego Mauricio no lugar de Egídio. E Renato Canelada foi descolado para a lateral. Afinal, é impossível para o profexô fazer o simples.

Se Egídio não acertou nenhum cruzamento, o que fez Canelada de bom? Nada. O garoto, pelo menos, marcava direito. Então, o negócio era prender ele na defesa e tirar o Renato. Com Williams e Maldonado presos na defesa, o lateral esquerdo na posição e os dois zagueiros, todo o resto ficaria livre para jogar.

Aí veio a falta, o gol e o que fez o profexô? Tirou Thiago Neves para colocar o Angelim. Era o que faltava, o Flamengo jogar para segurar o resultado contra o Barreira/Bacaxá/Boavista. Ah, mas era final. Mas nem se fosse final de Copa do Mundo dá pra imaginar o Flamengo segurando 1 a 0 contra esse ou qualquer outro time, pequeno ou grande, faltando 15 minutos pra acabar. E com um a mais em campo!!! Se fossem três ou quatro, já seria discutível mas aceito.

Enfim, a festa foi bonita mas tem muita coisa errada com o time ainda. A taça é bonita, a disputa é charmosa, mas a Guanabara é só o primeiro turno. Ainda tem muito campeonato pela frente, a Copa do Brasil e o Brasileirão chegando.

 

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