Bom, mas…

Tinha prometido que passaria por aqui no final de semana para falar sobre os dias de regatas do Brasileiro de V22. Peço desculpas a quem passou por aqui por causa disso, mas – sinceramente – não deu.

O resultado final, friamente, não foi nada ruim. Afinal, terminar em quarto entre 16 barcos – numa flotilha em que pelo menos dez têm condições de brigar pela vitória – não é nada mal, muito pelo contrário. O problema é que minhas expectativas eram maiores.

Depois do primeiro dia apenas razoável, depositava esperanças nas regatas que faltavam para conseguirmos nos recuperar e brigar por um lugar no pódio. Mas…

A programação previa três regatas no sábado, mas o dia foi horroroso. Vento ruim (uma brisa muito estranha que rondou por todos os quadrantes) ou nenhum vento e chuva, enquanto boiávamos por quatro horas e meia para, então, ter o dia cancelado. Isso significava que não conseguiríamos cumprir as oito regatas previstas e, com isso, nossas chances de qualquer coisa diminuíam demais.

Mas ainda havia a segunda-feira e uma alteração nas instruções de regata permitia que até quatro provas fossem realizadas. Sabia que isso não aconteceria, com muita sorte teríamos três, mas…

Outro dia de ventos nada típicos encerrou qualquer chance do Picareta. O vento rondava tanto que uma raia chegou a ser montada e faltando apenas um minuto para o início da primeira regata do dia, a largada foi abortada.

No final das contas, foram realizadas duas regatas mas a segunda foi cancelada. Resumindo, estava muito puto no final dos dois dias. Junte-se a isso o cansaço pelo trabalho e dias longos, ônus de ser um dos organizadores além de velejador, não dava pra chegar em casa tarde da noite e ainda passar aqui com humor suficiente para escrever algo simpático.

Na verdade, não velejamos mal. Tivemos alguns problemas, como o fato de largar mal em todas as regatas válidas. Mas andamos bem e tivemos nossos grandes momentos. Na primeira regata, passamos a primeira bóia em 10º ou 11º e terminamos na quarta posição; na segunda, deixamos a primeira marca em sétimo e terminamos em quinto; na última, largamos em penúltimo e chegamos a andar em segundo, cumprimos a últimas pernas em terceiro e perdemos uma posição a 200 metros da linha de chegada.

Ou seja, no final das contas, foi sim um belo resultado. Mas o troféu ficou tão bonito que estou sinceramente disposto a seguir o conselho do Marcelo Gilaberte, comandante do Dona Zezé, e mandar fazer um. O problema é que em vez da plaquinha de campeão ou vice, eu seria obrigado a escrever algo parecido com “Gustavo, orgulho da mamãe”.

E se você chegou até aqui e está tentando entender o que a foto lá no alto tem a ver com o texto, basta dizer que o sujeito no leme do Smooth é Ricardo Timotheo. Ah, e junto com sua bravíssima tripulação (“ninguém ganha nada sozinho”, é o que ele diz coberto de razão), ganhou as quatro regatas. É, campeão indiscutível. Como brinquei com ele, fez barba, cabelo, bigode e sobrancelha. Parabéns.

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Um comentário em “Bom, mas…

  1. Uns dois ou três treininhos teríamos feito um campeonato melhor, mas… mas o “mas” não vai para a raia, portanto fizemos o nosso melhor.

    Os erros e acertos ficam como experiência para a próxima.

    Obrigado por fazer parte do sonho!

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