Que roubada

As férias não acabaram, mas a simples volta da viagem já nos fez encarar as aporrinhações daquilo que a cidade grande deveria oferecer como solução mas que, no final das contas, se transforma em problema.

Pouco mais de 800km depois de ir, voltar e pouco circular por Ponte Alta de Minas (distrito de Carangola) e Fervedouro, com uma criança e duas cadelas a bordo, resolvemos que era hora de dar um trato decente no Wilson, nosso querido automóvel.

Ao visitar o Shopping Tijuca hoje, resolvemos experimentar os serviços da DryWash: a coisa era simples, lavar (até agora não sei se é possível lavar algo sem água) e aspirar. Mas ao chegar, o atendente Flávio me apresentou uma promoção que, incluindo a cera, sairia por R$90. Proposta aceita, o carro foi entregue por volta de 11h40 e me seria devolvido às 14h.

Tudo muito bom, tudo muito bem,mas realmente…

Quando vi o carro, o capô estava cheio de sujeiras que qualquer um poderia tirar com a unha, o pára-choque (tem hífen?) imundo e até o cocô de passarinho que caiu sobre a porta do motorista estava lá. Depois de duas horas e vinte minutos!

Quando reclamei, um monte de gente correu pra conferir e tentaram resolver o problema. Meia hora depois, ou seja, meia hora além do tempo regulamentar, tentaram entregar o carro de novo. E quando abri a mala para guardar o carrinho de Helena…

Verdade seja dita, a aspiração na mala e no interior foi bem feita, mas todas as paredes e dobras do carro, na mala e nas portas, estavam cheias de poeira. Tinha até folhas e grama. Bastava passar o dedo que ele ficava preto pela poeira que os lavadores profissionais não enxergaram.

Até o parabrisa estava sujo, com a linha que marca a área de trabalho do limpador bem definida com bastante poeira.

Pombas, eu tinha compromisso que foi marcado em função do horário combinado com os caras. E quando perguntei o que seria feito, o atendente Samuel disse a seguinte pérola: “estamos tentando corrigir o problema, qual a solução que o senhor sugere?”

Então é preciso ensinar algo ao Samuel e ao Flavio, que ficou olhando com cara de tacho enquanto tentava fazer seus funcionários limpar tudo correndo: quando eu contrato um serviço, qualquer um, eu estou comprando uma solução para um problema, uma necessidade que tenho. Se o prestador de serviço não é capaz de me dar uma solução conforme a combinada nem sugerir uma alternativa quando aparece um obstáculo, o que o cliente deve fazer?

A primeira solução é que o cliente nunca mais vai voltar à empresa, porque descobriu que o prestador não é capaz de cumprir o combinado, mesmo recebendo o valor devido.

A segunda é avisar os caros amigos, por todos os meios possíveis, inclusive a meia dúzia de 8 ou 9 leitores que têm o hábito de passar por aqui: se você pretende lavar seu carro bem lavado, não vá à DryWash. Além de pagar caro, você vai se aborrecer.

A viagem? Apesar de muito curta, foi excelente. E eu vou escrever sobre ela. Mas com o tempo e a calma devidas que merecem os bons momentos.

Obs.

Além de publicar este post (e compartilhá-lo no Facebook e no Twitter), fiz um registro no Reclame aqui e enviei o link do post para o e-mail de contato da loja. Qualquer resposta será devidamente publicada e, claro, comentada.

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2 comentários em “Que roubada

  1. Sr. Gustavo,bom dia!

    Primeiramente queremos pedir desculpas pela falha apontada na prestação do serviço. Todas as reclamações que recebemos fazemos questão de verificar os fatos com todos os envolvidos e assim, direcionar melhor nossas ações de melhoria contínua.

    Dedicamos muito de nosso tempo no treinamento dos nossos colaboradores, principalmente em atendimento, e todos os retornos e resultados do mesmo são extremamente importante para nós. Só assim conseguimos realmente atender e encantar nossos clientes.

    Acreditamos que houve falha no atendimento que lhe foi prestado. Além do colaborador que fez a parte externa (enceramento) e da auxiliar que faz a parte interna , falhou também o recepcionista que deveria ter revisado o serviço.

    Por este motivo, vimos através deste oficializar nosso pedido de desculpas pela má impressão que causamos com o atendimento prestado. Já tomamos algumas providências corretivas e também preventivas necessárias para que casos como esses não aconteçam mais e, desta forma, aprimorando nossa prestação de serviço e qualidade.

    Aproveitamos para fazer um convite a fim de que retorne a nossa unidade durante o mês de novembro para refazer o serviço sem custo algum e assim possa nos dar a oportunidade de não só desfazer a má impressão, como também, de fato, encantá-lo com nossos serviços.

    Agradecemos desde já a sua compreensão.

    Atenciosamente,

    Roseli Perez
    Qualidade
    DryWash

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